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  • Moda e misticismo

    Por mais que pareçam não fazer parte do mesmo universo, a moda e os astros caminham juntos: ambos são formas de nos expressarmos para o mundo. A astrologia, através dos signos e mapa astral, e os estudos esotéricos em geral, no ensina muito sobre nós mesmos. Passamos a compreender cada ponto da nossa personalidade, o que nos possibilita valorizar nossos aspectos positivos e trabalhar os defeitos que todos temos. Parte desse processo reflete diretamente na forma como nos mostramos ao mundo: como vamos nos portar a partir desse conhecimento? Quais aspectos da nossa personalidade queremos destacar? Qual a impressão que queremos passar? A moda entra em auxilio a todas essas questões. O mundo da moda, para além de marcas, produtos e compra, é um universo que age diretamente em nossa autoestima e em nosso eu interior, pois é através dela que criamos nossa imagem e definimos que marca queremos deixar no mundo. É através do nosso exterior que exportamos o nosso mais profundo ser, e para que façamos isso de forma confortável, a astrologia é uma grande ajuda. Já percebeu como em alguns momentos, por mais que estejamos vestidos de forma “correta” para determinada situação, ainda assim não nos sentimos bem? Isso ocorre porque nossa estética não está alinhada com nossa personalidade. Mas como nivelar esses dois mundos? A MODA DOS SIGNOS O zodíaco é uma parte da esfera celeste por onde se movem o Sol, a Lua e todos os outros grandes planetas, e os signos levam o nome das doze constelações que estão nessa linha. O signo de uma pessoa é definindo a partir da posição do Sol no momento do nascimento. Cada um dos 12 signos possui características próprias, e a posição em que se encontram em nosso mapa definem nossa personalidade e a forma como nos entendemos e nos expressamos. A Cleo, por exemplo, nasceu em 2 de outubro e tem o Sol em Libra. Isso faz com que ela tenha em sua personalidade as características desse signo: possui natureza agradável, amorosa e encantadora, além de trabalhar bem com parcerias e sentir necessidade de companheirismo e troca, pois Libra é signo regido pelo planeta Vênus. Relembre o mapa astral da Cleo Na moda, a libriana traz toda a liberdade do signo de ar: a habilidade em combinar diferentes estilos, com influência artística e equilíbrio entre o divertido e o conceitual. É um signo que faz experimentações sem se importar com o que vão pensar. Por ser regida por vênus, também se encanta pelo refinado, simples e sensual. Já o ascendente em Peixes faz com que Cleo mude o estilo de acordo com o emocional: o humor definirá entre o simples e extravagante. E essa sensibilidade aflora o interesse pela moda artística, abstrata e com um quê místico. Na moda, a libriana é uma camaleoa com muito requinte e bom gosto. Confira abaixo algumas combinações que mostram a liberdade do signo de Libra: (Reprodução Internet)Confira abaixo como a moda aparece de acordo com todos os signos do zodíaco: Áries – É o signo mais impulsivo do zodíaco. Decidida, ágil e animada, a pessoa de Áries tem como principal item de moda a praticidade: peças fáceis de usar, que não a prendam ou exijam muito trabalho. A moda para a ariana é simples, mas cheia de atitude. Touro – Touro é um signo que opta pelo conforto: peças que vestem bem e cumprem sua função é a primeira opção. Nada de muitos detalhes; vá sempre pelo clássico. Porém, nada desleixado. Touro é regido por Vênus, e faz com que as pessoas desse signo prezem por peças de boa qualidade, que sejam prazerosas de vestir e valorizem sua sensualidade. Gêmeos – Por ser o signo da comunicação, da troca de informações e até opiniões, as pessoas de gêmeos optam por um estilo que possa se adaptar em diversos ambientes: não quer perder tempo tendo que trocar muito de roupa para cada ocasião. Sua intensa atividade faz com que geminianas sejam pessoas joviais. Roupas alegres e despojadas também chamam sua atenção. Câncer – A canceriana sente-se confortável no clássico e na feminilidade. Sentimental, a moda para câncer é pura arte e poesia: gosta que seu estilo seja leve, confortável e sereno. Chamar muito a atenção não é sua prioridade na hora de se vestir. Leão – Querer o centro das atenções é uma característica de leão que muitos não compreendem, mas na moda é fundamental. O que guia a leonina é a inovação, contraste e o high fashion. As leoninas têm como prioridade agradar seus admiradores e o deslumbre do mundo da moda é seu habitat natural. Virgem – O signo mais impecável do zodíaco. O tradicional, alinhado e estruturado é foco das pessoas virginianas. Peças que possuem uma boa estrutura, tecidos de qualidade e acabamento perfeito agrada este signo. Para virgem, moda não é brincadeira. Escorpião – O sex appeal é um dos pontos altos das escorpianas. Roupas que destacam as curvas, valorizem a sensualidade, e que sejam extremamente refinadas são as peças que compõem a moda deste signo. O mistério, brincadeira com texturas e transparências são qualidades nas escolhas da escorpiana. Sagitário – A sagitariana é despojada e divertida, e adora brincar com a moda. Misturar estilos, texturas e culturas são pontos fortes na hora de escolher as peças. É um signo que adora aventuras, e não gosta de se ver preso em um só molde. Para quem é de Sagitário, a moda é um bom espaço para ousadia. Capricórnio – Regida por Saturno, pessoas de Capricórnio são atraídas pelo tradicional. São pessoas que gostam do controle, e por isso peças impecáveis e de poucos detalhes agradam. Podem expressar muita seriedade, e para isso a dica principal é se permitir abraçar as curvas de seu próprio corpo e brincar um pouco com a moda. Aquário – Pessoas de aquário tem extrema atração pelo que é inusitado, pelo que instiga e cria curiosidade. O mais inovativo dos signos, aquarianas sempre um passo à frente a aquariana na moda. Assimetria, cores e modernidade são o principal que pessoas de Aquário se identificam em uma tendência. A moda para aquário é um leque de possibilidades. Peixes – Signo mais sonhador do zodíaco, as piscianas se atraem pela arte, criatividade e romantismo. Roupas leves e divertidas agradam as pessoas desse signo. Cores, transparências e estampas também são detalhes que compõem a moda de Peixes. Para quem é desse signo, a moda está no mesmo universo lúdico dos contos de fada.

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  • Francis contra o crime e o machismo

    A primeira imagem associada às mulheres é a de beleza, feminilidade e sensualidade: Cléo não perdeu nada disso para dar vida a Francis, policial de um intenso batalhão no longa Operações Especiais, lançado em 2015. Sua personagem, além de bela, educada e, a princípio, delicada, mostra-se uma policial durona, forte e corajosa ao longo da trama, que conta a história de um grupo de policiais enviados a uma fictícia cidade no interior do Rio de Janeiro para combater o crime local. Reprodução: InternetFrancis trabalhava na recepção de um hotel quando sofreu um assalto a mão armada. Com alguns problemas pessoais e após o trauma vivido, decide prestar um concurso para a polícia. Aprovada, o drama de Francis se intensifica quando ela é chamada para uma operação especial no interior do estado, mesmo sem treinamento adequado. O grupo é enviado para São Judas do Livramento, cidade invadida por bandidos que fugiram durante a ocupação do Complexo do Alemão. A partir desse momento, a personagem se vê diante dois problemas: superar os próprios medos para sobreviver na força-tarefa e lidar com o machismo de colegas de trabalho, que não reconhecem a capacidade de uma mulher para o cargo. O filme traz uma importante reflexão sobre a posição das mulheres na sociedade, e a personagem de Cleo é uma demonstração clara da capacidade feminina em qualquer profissão. A história de Francis, inclusive, foi escrita para ser apenas uma participação especial a pedido da própria Cleo, mas traz um debate tão necessário que tornou-se trama central. Confira abaixo comentários da equipe sobre a produção: Apesar de apaixonada por armas, Cleo passou por uma intensa preparação física para dar vida a Francis. Foram duas semanas de acompanhamento com policiais da Academia de Polícia Civíl (Acadepol), além de treinamento de tiro e aula de invasão e progressão. “A parte física exigiu muito de nós. Eu já tinha atirado antes, mas fiz aula de tiro pela primeira vez para o filme”, contou em entrevista ao Diário de Pernambuco. Confira abaixo como foi essa preparação: Impactante e envolvente, a história de Francis é o que conduz a trama de Operações Especiais, e adiciona ao enredo de justiça, honestidade e luta contra o crime a história de uma mulher ocupando o papel protagonista em um filme de ação. Ao longo do filme é possível observar seu amadurecimento enquanto policial, e sua luta enquanto mulher contra todo o machismo que recebe dentro da profissão. Ela caminha de uma personagem com medo para uma mulher corajosa, e essa superação é a principal mensagem de Francis: mostrar a força que todas as mulheres têm para seguir com seus ideais, mesmo com todo o preconceito e dificuldade. Francis é exemplo de garra.

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  • Mulher-lobo: O poder do feminino selvagem

    “Os lobos e as mulheres têm certas características psíquicas em comum”, afirma a psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estes em seu clássico “Mulheres que correm com os lobos”. O livro, publicado em 1992, tornou-se referência em estudos femininos por abordar como a figura das mulheres vem sendo suprimida em uma sociedade cada vez mais racional, castradora e patriarcal. Através de mitos e contos, a autora aborda como a mulher foi domesticada ao longo dos anos até o perfil que temos hoje: mulheres que não podem expressar seus sentimentos, sua sexualidade e até mesmo opiniões sem serem discriminadas. A associação com a figura dos lobos dá-se pelo fato de serem as mulheres seres dotados de extrema intuição, sensualidade, instinto protetor com seus filhotes e sua família/matilha, capacidade de adaptação em diferentes circunstâncias e intensa coragem e resistência. “No entanto, as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores”, pontua Clarissa. A MULHER-SELVAGEM Compreender o sentido de uma mulher-selvagem, portanto, requer nos despirmos de qualquer conceituação moderna de como as mulheres deveriam agir, pensar e ser; conceituações essas que nada mais são do que uma padronização do que seria o feminino. O ser selvagem, que automaticamente é interpretado negativamente enquanto animalesco, irracional e perigoso, nada mais é do que um ser completamente livre em sua natureza. Um ser que não segue uma formatação instituída pelo homem, mas segue seu instinto animal. “Ela é uma loba livre cuja paixão é maior do que seus demônios”. (Ilustração de Thais Helena)Todos as mulheres e homens são seres animais. Por mais que aprendamos como nos portarmos em uma “sociedade civilizada”, todos temos intuição, instinto, reação. Mas somos ensinados desde a infância a ignorarmos tudo isso. A busca pela mulher-selvagem, portanto, nada mais é do que uma busca pelo próprio eu, mas um eu adormecido, aprisionado, domado. Uma busca para se compreender não como alguém que tem um papel na sociedade (porque, de fato, estamos todos atuando quando seguimos um roteiro de como ser e agir), mas enquanto alguém que originalmente é um ser da natureza. “O termo selvagem, neste contexto, não é usado em seu atual sentido pejorativo, de algo fora do controle, mas, em seu sentido original, de viver uma vida natural, uma vida em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis. Essas palavras, MULHER e SELVAGEM, fazem com que as mulheres lembrem de quem são e do que representam. Elas criam uma imagem para descrever a força que sustenta todas as fêmeas. Elas encarnam uma força sem a qual as mulheres não podem viver.” (trecho de Mulheres que Correm com os Lobos) O SAGRADO FEMININO Desde muito antes do cristianismo com seu pai, filho e espírito santo, era a mulher o símbolo maior cultuado entre os povos. A mulher que gera vida, que amamenta e protege seus filhotes de qualquer ameaça. A mulher cíclica que sangra há cada 28 dias, assim como a lua que leva o mesmo período para sua transformação. São diversos os mistérios que envolvem a figura feminina, razão essa para serem mulheres as deusas da antiguidade. Muitos desses mistérios não são exclusivos aos antigos, mas estão presentes nas mulheres ainda hoje. A reconexão com a mulher-selvagem é também uma reconexão com a sacralidade do feminino e com o real poder do ser mulher. E essa busca surge com os círculos de sagrado feminino: a união de amigas, irmãs e companheiras para voltarem a se enxergar enquanto deusas, uma figura sagrada. Todas as mulheres crescem sendo oprimidas: definidas como descontroladas durante o período menstrual; como ofensivas quando expressam sua sensualidade; como loucas quando demonstram raiva. Mas são todas essas expressões naturais. A mulher-selvagem é a mulher que encontra em tudo isso formas de prazer e orgulho. Pois todas têm dentro de si esse poder, basta permitir deixar sua mulher-lobo interior agir.

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  • A gincana emocional de Tati

    Tati, a personagem de Cleo na franquia Qualquer Gato Vira-Lata (2011/2015) é uma de suas personagens mais alegre e diferente. Os papéis densos fazem parte de sua carreira, e com Tati a comédia pode vir à tona. Era 2011 quando estreou nos cinemas nacionais o primeiro filme. Nele era acompanhado o triângulo amoroso vivido pela personagem entre Marcelo (Dudu Azevedo) e Conrado, vivido por Malvino Salvador, que já foi par de Cleo algumas vezes. Após ser abandonada pelo namorado (Marcelo), pede ajuda ao professor de biologia da universidade em que estuda- Conrado. Ele por sua vez vira seu terapeuta comportamental para que ela possa reconquistar o ex. Reprodução da InternetComo uma boa comédia romântica aos moldes norte-americanos, o tiro sai pela culatra e Conrado se apaixona por Tati. E não para por aí, a ex-mulher dele é vizinha do ex-namorado de Tati, e se diz apaixonada por ele. Que confusão! E que se complica mais ainda quando Tati tem que decidir com qual dos dois quer ficar, pois percebendo o interesse do professor por ela, Marcelo retoma as investidas. O clima leve do filme, cômico, garante diversão do início ao fim. Cleo dá a personagem nuances nem tão sutis, o que fazem dela uma mulher nervosa, ciumenta, vivendo uma gincana emocional, como a própria Cleo definiu em entrevistas de lançamento do filme. Casar ou não casar, eis a questão? No segundo filme Tati aparece mais madura, mulher, dona de suas ações e resolve pedir Conrado, seu namorado em casamento. Perfeito, né? Só que não, pois ele fica tenso com a proposta e nega. Daí em diante já viu, do jeito que ela é, cheia de atitude, resolve se vingar do namorado e “ex futuro marido”, isso tudo durante uma viagem a Cancún no México. E como tudo sempre pode ficar ainda melhor, Dudu aparece por lá a fim de reconquistar a ex. Tem também a ex mulher Conrado que está palestrando na cidade, enfim, muita coisa para desenrolar essa história e deixar Tati ainda muito mais nervosa. Mas como tudo que é romance, o final é feliz. “Eu me identifico com a Tati, ela tem um lado meu, óbvio, que perde o controle total emocional, e que tem vontade de entrar no banheiro, pôr o travesseiro na boca e gritar, e ela faz isso em público, olha que liberdade! A gente se divertiu muito fazendo”, Cleo em entrevista ao G1 em depoimento sobre o filme. Uma das cenas ápices do filme é quando o pai de Tati, interpretado por Fábio Júnior, pai de Cleo, aparece para conversar com a filha sobre a vida e a relação deles. Um dos momentos mais emocionantes da obra.

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  • She-wolf: Conheça a arte de Thaís Helena

    Natural de São Paulo, Thaís Helena Guidolin M. Ouzounian tinha 30 anos quando deixou o Brasil para viver na Califórnia. Advogada, mudou-se para São Francisco para viver com seu então marido, a quem conheceu no aeroporto e hoje divide uma família. No outono norte-americano encontrou nas características folhas caídas a inspiração para um projeto artístico que hoje, três anos depois, já esteve presente em exposições pela Califórnia e compõe o acervo permanente da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A artista chegou ao site Cleo através do trabalho Work of Art, uma representação da força e liberdade feminina através da face de Cleo. A ARTE DE THAÍS Após anos vivendo nos Estados Unidos, Thaís, que nesse período optou por dedicar-se à criação dos dois filhos, passou a buscar uma nova ocupação. “Eu acredito que fui guiada a esse caminho”, ela diz quando conta sobre o start de seu desenvolvimento artístico: caminhava com os filhos por um parque de São Francisco quando viu nas folhas que caiam inspiração e oportunidade para criar. Recolheu aquelas folhas, deixou secar, e aplicou em uma tela de pintura junto a tintas, texturas e a partir daí passou a criar a sua marca enquanto artista. O trabalho de Thaís é caracterizado por enorme influência das folhagens secas e as cores que envolvem o outono: “Sempre fui apaixonada por essa época do ano. Em outubro é uma explosão de vermelho, laranja e dourado inebriante”. Junto às cores, texturas e formas que surgem, a artista inclui a cada obra uma poesia. Algumas vezes, ela conta, a inspiração visual surge após a leitura de um livro. Em outras, só após a imagem ela busca um escrito que a complemente. Não há regras: “Eu tenho tanta coisa para mostrar, para falar, que não consigo definir um estilo. Do jeito que a ideia vem eu preciso colocar no papel. É um leque aberto”. A LIGAÇÃO COM CLEO Mesmo fora do país, Thais mantém a leitura de jornais e revistas nacionais como forma de lembrar de casa. Em uma dessas leituras, conta, viu um artigo sobre a Cleo que lhe chamou atenção “pela postura forte e exuberante, imponente”. Tratava-se de uma chamada para um vídeo-campanha do Lado C (relembre aqui). Mesmo sem participar da campanha, foi nesse momento que pensou na oportunidade de entrar em contato. A identificação, porém, vem de muito antes. “Acredito que minhas imagens se identificam com a Cléo não apenas pelos elementos naturais, mas pela força, pela independência, pelo magnetismo feminino que animam minhas figuras de mulher. A Cleo é uma menina linda que carrega dentro de si esta força visceral que me é familiar e propulsora de meus trabalhos. Um prazer retratá-la.” O livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estes foi a primeira inspiração para a obra com a face de Cleo. Para Thaís, a figura da mulher-felina é a simbologia de toda a sensualidade e mistério do feminino, e conta que vê em Cleo esse poder latente. Para a arte-homenagem, conta que buscava mais do que a beleza: queria expressar força. Utilizou uma foto de Daryan Dornelles, pois mostra esse olhar e postura. A artista incluiu também uma carta onde discorre sobre essa relação. Leia abaixo: “A tecnologia, que por vezes pode nos desconectar da plenitude da vivência do momento, tem também o delicado condão de fazer deste mundão um mundo, de fato, pequeno, de ligar pessoas próximas em afinidade mas separadas pela poeira da distância. Cleo e eu nunca estivemos juntas mas por uma relação que se iniciou online podemos hoje dar vida a um trabalho artístico resultado deste encontro que `as vezes existe entre pessoas que, de fato, nunca se encontraram. Daqui da dourada Califórnia observo essa menina-mulher, essa gata-leoa que percorre os caminhos da vida a vivendo em abundância. A força interior, a independência, o pulsar pela vida, o carisma, e o mistério me são temas caros. Adoro observar, sentir e trazer isto à baila nas mulheres que retrato. A despeito de como somos na superfície, no invólucro que nos cobre, a mim o grande barato é buscar revelar parte do âmago, da faísca linda que queima dentro de cada uma de nós. Sob a superfície da pele lisa desta mulher habitam a calmaria e a tempestade, o porto seguro e o abismo. Misto de fêmea e loba o seu bailar sobre os palcos de lua cheia da vida é um convite à vida. Um enigma que, mais do que ser decifrado evoca ser contemplado, sorvido, plasmado. Afinal, como já disse Manuel de Barros, poesia não é para entender, é para incorporar. Oxalá seja Cléo, aqui traduzida pelas cores, formas, palavras e lírios selvagens de minha arte poética, oxalá seja tudo isto este convite a cada um de vocês. Namaste.” RECONHECIMENTO Nos três anos desde a inspiração com as folhas do parque, o trabalho de Thaís Helena ganhou seu espaço na região de São Francisco e esteve presente em galerias locais. “Sou muito grata, pois 3 anos é muito pouco, é um bebê”, ela pontua. Um marco no reconhecimento da artista é a obra Most Beautiful Children Of Earth (As mais belas crianças da Terra), desenvolvida em 2015 e que hoje está em Nova York, no acervo da ONU. A peça, uma árvore cujo tronco é um casal e as folhas são rostos de crianças, foi desenvolvida em homenagem ao aniversário de 70 anos da organização, que realizou em São Francisco um evento com o tema “diversidade e diálogo”. Obra foi presente ao vice-secretário da ONU Jan Eliasson. (Cortesia Thais Helena Studio)“O homem representa a diversidade, e a mulher o diálogo. Da união entre esses ‘países’ surge a harmonia próspera, e os frutos são as crianças de toda parte da Terra, retratadas florescendo entre os galhos da árvore”, explica ela. O convite para a produção veio através de um dos membros da delegação do evento, como presente ao até então vice-secretário-geral Jan Eliasson. Apesar do breve período desde que iniciou suas produções, Thais conta que há três anos foi somente o início da materialização, mas que sempre viu o mundo através das lentes da arte e da poesia: “O meu respiro sempre foi artístico”. Confira outros trabalhos da artista abaixo: Acesse o site, Twitter, Instagram, e Facebook de Thais Helena.

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  • A volta dos 90: Moletom

    Moletom é uma peça que praticamente todos têm no armário. Confortável, barato e de fácil acesso, a peça voltou com tudo para as passarelas nesse outono para provar que é possível se vestir bem e brincar com a moda sem precisar ir muito longe do que o próprio guarda-roupa. A volta dos anos 90 e sua influência grunge na moda é o grande motivo para o trend com o moletom, o jeans, a flanela e outras peças que marcaram a década. A mistura desses tecidos pesados com releitura sofisticada é algo que muitas grifes trazem à tona nos últimos anos e se mantém nesse outono inverno. Essa nova relação com os produtos simples é também reflexo de um movimento que há cerca de 4 anos ganhou espaço no mundo na moda chamado normcore. A tendência é justamente o resgate de peças esportivas e sua inclusão na alta costura. Quase que como uma antimoda, o movimento trouxe um novo olhar, e essas peças saíram das quadras. O boom do moletom, que hoje estampa não só casacos, como bolsas, sapatos e até vestidos, demonstra como o material é versátil. Já no inverno de 2014 a brasileira Triton trouxe o tecido alinhado à alfaiataria na coleção assinada por Karen Fuke e Igor de Barros. Em 2015 foi a vez da britânica Ashish levar o moletom para as passarelas da London Fashion Week em seu desfile de primavera. Dessa vez junto de muitas estampas e aplicações, ponto forte da marca. E no ano seguinte a Gucci levou para Milão a mescla do tecido com a alta costura e mostrou como esse contraste pode funcionar muito bem. Confira: Foto: Reprodução/PinterestDepois das passarelas, a peça tomou as ruas nas mais diferentes misturas. A ideia é ousar para dar um up: com blazer é possível criar um visual refinado sem abrir mão do conforto; hoje também é possível encontrar blazers produzidos no próprio moletom, unindo a estética à praticidade, e os acessórios também são aliados na hora de combinar. Deixe fluir a criatividade sem medo de transitar entre o que é refinado e o que é considerado esporte. Vamos às dicas. Foto Cleo: Acervo1. No look da Cleo, o contraste se dá na textura das peças: a calça legging junto ao moletom funcionam muito bem e trazem conforto. Por cima, o blazer e a bota de cano longo trazem o refinamento que faz da combinação um conjunto possível para diversos ambientes.2. A segunda opção é o conforto com a calça de moletom, principal aliada nos dias de inverno. E não há problema nisso!3. O terceiro look traz a ousadia. A união do blusão de moletom com a bolsa é o maior dos contrastes, principalmente aliada à bota de cano longo, que traz sensualidade. Foto Cleo: AcervoE na hora da foto no espelho, não tenha receio na horas das combinações: nos três looks da Cleo, a meia com a bota são o ponto forte. Trazem conforto e refinamento. O moletom quebra a seriedade por ser despojado, mas ainda compõem um belo look quando junto de jaqueta, bolsas e acessórios. Inspire-se em mais combinações: Foto Cleo: AcervoClique e adquira seu óculos da linha Monkey in the Box + CLEO agora

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  • Dançar é original, e natural!

    Por: Patricia Passo Quando digo original faço referência à origem, à Gênesis humana mesmo. O nosso dia a dia é que é antinatural. Sedentarismo e estresse endurecem corpo e espírito. Expressar-se através do movimento e experimentar física e metafísica conecta a gente com nossas raízes, nossa ancestralidade. Essa dança é muito especial porque está baseada em movimentos circulares, espirais e infinitos. Estas formas geométricas são símbolos da criação. Os movimentos concêntricos são orgânicos remetendo o corpo a sua formação primária. “Expressar, e flexibilizar são ações imperativas a para uma melhor qualidade de vida. Essa dança te dá ferramentas para isso”, Patricia. Praticar a flexibilidade no corpo e na mente. Os movimentos ondulares são extremamente sensuais, porque estão em harmonia com as nossas curvas naturais. É muito verdadeiro e a verdade é sensual. Porque a nossa natureza é sexual. Como estamos falando de criação, Gênesis e Orgânico é para todos, por todos e com todos. Eu dou aula para criança, adultos, terceira idade, homens e mulheres. Nossas células são redondas e pulsáteis. Da pra entender então como é profundo ondular e pulsar com todo o seu corpo? É fundamental para restabelecer um diálogo saudável com a nossa funcionalidade biológica. As danças circulares sempre foram realizadas em todas as culturas para celebrar e vibrar. Imagina ter o conhecimento de ondular o próprio corpo. Nessa dança aprendemos a mexer o corpo por dentro. As culturas orientais mapearam nosso corpo interno, dividido em canais. Nessa dança aprendemos a desobstruir estes canais. Isso é muito poderoso porque cria um vínculo do homem com a sua anatomia. Fragmentamos muito o conhecimento. Aqui não é assim. Aprendemos a expressar desde a verdade do corpo. E essa verdade é biológica. Quando dançamos, nos moldamos psicofisicente. Desde esse lugar se experimenta uma profunda liberdade. Acredito que é essa relação de liberdade dos nossos instintos e desejos que a Cleo sente e fala. O que acontece com esse trabalho e que é uma proposta unificadora e harmônica. Experimentei os movimentos no meu corpo, não só como uma atividade física mas como uma forma de colocar filosofia em prática. Nossa educação segmenta o conhecimento. É importante entender que tudo o que acontece no seu corpo também está acontecendo na sua psique e vice-versa. Também é importante entender que masculino e feminino são duas caras da mesma moeda. Estamos falando da dimensão de ser. Que deve unificar. Cleo, Patricia e o entendimento da dança A Cleo entende isso e bota em prática na vida dela o tempo todo. Ela sabe ser absolutamente feminina, e conhece, e se apropria do seu masculino. Essa é a dança. Desde o começo do processo quis entender os símbolos da história, entender filosofia quando praticava os infinitos no corpo dela. Por isso ela é tão enigmática e sedutora. Porque quando o todo está unificado, fica autêntico, natural e brilha! Por exemplo, no texto sobre das deusas e bruxas falamos sobre esse aspecto andrógino da mulher. Sim, a capacidade de transmutar de renascer da serpente, a liberdade do pássaro. A natureza cíclica da lua. Estes aspectos multifacetados nos alertam para como muitas vezes socialmente ser mulher tem conotações reducionistas. Gosto da forma com que a Cleo evidencia isso. Ela se expõe para propor liberdade. “Nosso projeto é esse. A dança e esse conhecimento ancestral é um veículo para despertar essa aprendizagem. Acho que temos muito que descobrir, porque a cada dia que descubro um lugar novo no meu corpo, também descubro na minha mente. Queremos oferecer essa possibilidade ao maior número de gentes”, Patricia Passo. A dança é um a linguagem universal apesar das peculiaridades étnicas. Quando você vai fundo percebe que os princípios são os mesmos nas diversas culturas. Então você não precisa ser oriental para entender, vivenciar e se expressar através dessa dança. Sexualidade tabu é abuso de poder, castração e dominação. Nossa natureza é sexual. Na nossa sociedade essa representação toma forma em condutas machistas. Quando falamos de machismo, falamos de desequilíbrio e desarmonia, não de um confronto homem mulher. Até porque, o machismo também está dentro de nós (isso não justifica condutas violentas contra as mulheres). Existe muita coisa que podemos fazer dentro de nós para as coisas mudarem. Então empoderar-se e resolver essa questão internamente. Entrar em contato com a nossa sexualidade é uma forma de atuar em busca desse equilíbrio. Empoderar-se e encontrar o masculino e o feminino que existe dentro de cada uma de nós. O mundo que a gente quer viver, começa no nosso mundo interno. A Cleo se expõe para mostrar para muitas mulheres que é possível.

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  • Entre dois amores

    Um triângulo amoroso, uma caçada, um diagnóstico de bipolaridade, essa era um pouco da história de Kátia vivida por Cleo na série O Caçador (2014) que foi ao ar na TV Globo. A produção contava sobre André (Cauã Reymond) que após três anos preso saía da penitenciária pra provar sua inocência. Ele integrara a Divisão Antissequestro da Polícia Civil, queria mostrar para a família, que lhe virou as costas, que era íntegro e não cometera crime algum. Quem o ajuda é o delegado Lopes, vivido por Ailton Graça, dando um emprego como investigador, um caçador de recompensas. A situação se complica com a chegada de sua cunhada Kátia por quem nutre uma paixão, deixando o marido dela e seu irmão, Alexandre (Alejandro Claveaux) furioso. Com isso, Alexandre, usa o cargo de delegado para perseguir e prejudicar o irmão André, a quem culpa pela morte do pai. No início desse mês a série estreou em Honduras pelo canal VTV. O nome traduzido para espanhol foi mantido como – El Cazador. Personagens com transtornos de personalidade Cleo tem tido a oportunidade por meio do trabalho, de tocar em temas importantes, e especiais, com suas personagens. Com Kátia o assunto foi o diagnóstico de bipolaridade da personagem. Pessoas que sofrem com essa doença tem picos de depressão seguidos de picos de euforia, entre outras características mais profundas. A angústia de quem é bipolar é de conseguir se mantar no meio do caminho, sem cair para os extremos. Outra personagem que também tinha um diagnóstico difícil era Tamara, com transtorno de Borderline, outro grave transtorno de personalidade que foi exposto na novela Haja Coração (2016) Essas personagens com questões mais fortes encorajam muitas pessoas a buscar o diagnóstico certo e ir em busca de ajuda para melhor qualidade de vida.

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  • Moda e afetividade

    As novas formas de consumir moda tem proporcionado experiências únicas, e é focado nisso que as marcas vem buscando a troca sensível entre seus produtos e o afeto. Isso mesmo, afeto, as roupas e objetos de moda deixaram de ser somente algo de estilo e passaram a ter importância sentimental. Essa nova onda vem com a nova forma dos consumidores, mais engajados, objetivos no que buscam, prezando por qualidade e responsabilidade social. Essa característica traz ao consumo um novo viés, a do objeto como algo repleto de memória e sentimento, dando o tom simbólico e criando laços pessoais. Atitudes como o Projeto TROCA AMOR vão de encontro a nova forma de entender e consumir moda. A afetividade expressa por meio de frases Marca Soleah em parceria com Fabrício MoroziniO consumo consciente onde se compra menos, procura-se mais qualidade e se investe em coisas que tenham um apelo sentimental tá aí, mesmo que muitas pessoas desacreditem desse novo modo de consumir moda. O mundo avança em meio ao caos geral e a construção de novos modelos de organização social influenciam no processo da moda. Essa tendência de olhar pra moda como uma forma de colecionar bons momentos pode ser vista na campanha de diversas marcas que entenderam o quão importante para as novas gerações de consumidores esse link com o passado. Por isso junto das criações das grandes grifes e comércio de moda popular, vem crescendo a busca por brechós e roupas vintage. A ideia de memória, simbologia de uma época, relação com bons momentos e enlaces afetivos está diretamente ligado às peças antigas, com história, com memória. Clique e confira alguns brechós incríveis em SP A troca de objetos afetivos, sejam roupas ou acessórios tem crescido, páginas de troca surgindo diariamente na internet. Muitas vezes aquele objeto que você não quer mais, para o outro é algo simbólico, que trará muito afeto no uso, ou até mesmo durante a troca, dependendo de quem, que história traz, e de onde vem o objeto. Afeto além da moda Indo além do universo fashion, a ressignificação da forma de consumir acessa nuances interessantes. Não somente roupas e acessórios, mas também suvenires, objetos afetivos especiais, entram nessa pegada. Cada um traz pra si o que é interessante pra compor seu universo único, pessoal, cheio de afeto e simbologia própria. Esse encontro é intermediado por objetos que ganham status quase mágico, sejam óculos, vestidos, amuletos, objetos decorativos, anéis e muitas outras coisas. Eles simbolizam a união. As grandes marcas entenderam isso e têm trazido essa característica para coleções, seja em bordados, patchworks, roupas casulo, corações, coisas que parecem herdadas ou até mesmo garimpadas. Imagem da loja à La Garçonne, uma mistura de antiquário com modaDas passarelas para o dia a dia, as casas tomam espaço importante, como um santuário, passasse a dar valor as coisas que seriam descartados, a exemplo de fotos antigas, objetos de uso doméstico, até mesmo utensílios de cozinha. Esses vínculos tendem a crescer como nova característica social, proveniente da nova forma de consumir advinda das gerações atuais, que mais abertos a troca unem ao vínculo familiar a ideia de comunidades unidas em valores e crenças. Isso mesmo com as tecnologias avançadas; a individualização inicia sua perda de espaço para essa “nova forma de afetividade”. Pois o sentimento de se conectar com alguém, com alguma ideia, de estabelecer uma comunicação real é uma das forças mais poderosas entre os seres humanos.

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  • A Dança Oriental Terapêutica

    A dança, desde suas origens, é uma atividade psicofísica. O homem antigo percebeu os efeitos catárticos da prática corporal e a utilizou como fonte de comunicação, criação e sem dúvida, de expressão de seus sentimentos mais profundos. Descobriu em suas próprias sensações a partir do exercício desta atividade, que corpo, mente e espírito sempre estiveram unidos desde o início. O entendimento de que o corpo podia ser utilizado como instrumento para conectar-se consigo mesmo; e de que a repetição da atividade corporal com o propósito expressivo o aproximaria dos seus ancestrais eram evidentes. Tanto é assim, que ao estudar a mitologia da criação das antigas civilizações ancestrais encontramos menções a dança como a primeira manifestação, o princípio de concepção da vida. Depois de anos de docência na Dança Oriental Fusion, a Escola Patricia Passo desenvolveu o seu próprio método de Dança Oriental Terapêutica (DOT). O objetivo da Dança Oriental Terapêutica é ser uma ferramenta de voltar para si mesmo. Os movimentos internos, característicos desta prática, ajudam a estimular este reencontro. A técnica deste método DOT, a diferencia de outras modalidades de danças terapêuticas, por basear-se em um amplo estudo do corpo humano, não só desde sua anatomia mais também desde sua geometria, seus centros vitais, suas dimensões, seus alinhamentos e equilíbrios. Acreditamos que a harmonia corporal e o desenvolvimento da consciência do corpo atuam diretamente em nosso bem-estar psicofísico. Por isto, esta prática aumenta nossa capacidade perceptiva, nossa consciência corporal, nossa força vital e permite que nos expressemos cada vez com maior liberdade e verdade. Os pilares básicos do método DOT Alinhamento corporal e energético Estudo e percepção de nossa estrutura corporal Desenvolvimento da consciência corporal Estudos das dimensões corporais e nossos corpos sutis Práticas das espirais pélvicas e escapulares, assim como sua conexão com as espirais ascendentes e descendentes. Toques e manipulações dinâmicas para redirecionar obstruções nos canais corporais. Relação dos centros energéticos do corpo com nossos estados psíquicos. Entrar em contato e perceber os padrões corporais adquiridos. Empoderamento da mulher e conexão com o princípio do sagrado feminino.

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  • Bianca de Salve Jorge e a dança oriental

    Glória Perez sempre busca trazer o que tem de mais real para suas telenovelas. Contar histórias na ficção inspiradas ou baseadas em personagens reais acontece muito em suas obras. Bianca, personagem de Cleo em Salve Jorge (2013) foi inspirada em Clara Sussekind, que trocou o Brasil pela Capadócia e se tornou dançarina de danças orientais no país. Com Bianca acontece semelhante, devido seu romance com Zyah, personagem de Domingos Montagner, ela se muda para um país completamente diferente do seu e lá se descobre como dançarina. Bianca era uma personagem pra frente, independente e moderna, uma mulher decidida, que se apaixona e vive uma relação mesmo com todos as questões e choque cultural que isso envolve, pois Zyah é da Turquia. Seus conceitos, forma de pensar e agir são diferentes. No entanto, decidida que queria a relação, se muda para Capadócia. Só que as coisas tendem a se complicar. Divulgação: TV GloboAí entra a dança do ventre, Bianca se aproxima das danças orientais e se torna dançarina. No fim da trama os dois não ficam juntos, e ela retorna ao Brasil depois que assume que não se encaixa naquela vida tradicional. Antes da paixão por Zyah, Bianca tem um romance como conquistador Stenio, vivido por Alexandre Nero, ex-marido de Helô, personagem de Giovana Antonelli. “Bianca tem características fortes e eu procuro sempre alguma coisa que eu possa ter em mim para fazer com que o personagem viva de verdade. Então, a Bianca tem muito de mim. O que não quer dizer que eu seja como ela. Tem muito das minhas qualidades e dos meus defeitos. Ela respeita muito o que sente e gosta de ousar. Eu me sinto muito assim. Eu não respondo a cobranças, delimitações ou ao medo. Eu respondo às minhas superações, aos meus valores e ao que eu sinto, e ao que eu tenho que fazer em algum momento da minha vida. Eu sou um pouco assim”, disse ela ao site oficial da novela das 9 da Globo”. O estilo Bianca A personagem levou Cleo a deixar os cabelos loiros. O estilo marcante de se vestir virou modapot todo o país, era fácil ver por aí mulheres de diversas idades com roupas inspiradas nas da personagem. Boho era o estilo, surgido da palavra bohemian, derivada do francês e que no século XV bohème era associado aos ciganos. Interessante essa conexão quando ela muda pra Capadócia. Descolada ela usava maxi colares, chapéus e lenços, sempre com acessórios caprichados. Saias longas compunham seu visual dando um ar prático e moderno ao mesmo tempo. Além disso, looks de calça jeans e camisetas básicas, incrementados com camisetões apareciam muito. Botas de cano curto, que Cleo adora, eram usadas na personagem. A palheta de cores das roupas de Bianca trocava entre Brasil e Capadócia, dando o tom, e de certa forma externando a transição que ela sofria. A encontro com dança do ventre Para se preparar pra novela Cleo foi à Capadócia e teve aulas com Clara Sussekind que indicou Patricia Passo no Brasil para que ela continuasse os estudos. A princípio seriam poucas aulas, no entanto foi tão grande a conexão dela com tudo que a dança do ventre proporcionava que ela acabou praticando por muito tempo. Daí surge a relação de amizade com Patricia, e o projeto CLEO + Patricia Passo, que pode ser visto toda quarta aqui no site, uma troca sobre a feminilidade, a busca por entendimento na atual conjuntura e muita movimentação, pois tudo isso se dá por meio dos movimentos corporais. “Alguns projetos me colocam por sorte ou merecimento em contato com pessoas que transformam minha vida. Dos pequenos ajustes do corpo da dança oriental, aos exercícios feitos no chão, ela me levou a colocar em pratica tantas teorias, tantos paradoxos existenciais que eu nem elaborava antes, mas que inconscientemente regiam minhas escolhas na vida”, Cleo.

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  • Deusas ou Bruxas

    Por: Patricia Passo Fonte: Revista Edanza Estamos fragmentadas como mulheres para nos encaixarmos na sociedade, há as que desejam converter-se em deusas e as que abominam o conceito. Nossa sociedade criou uma deusa. Ela é virgem, de pele suave, voz doce, se desperta penteada, seus traços são finos, sua boca carnuda, suas curvas perfeitas, seu abdômen definido, seus seios virtuosos e firmes, jamais teve as menstruação! ela dá a luz vestida de branco e em silêncio, nunca grita. Natural, única, transgressora e verdadeira, esta é a deusa em sua ideia mais primitiva, a criadora da vida, pura vitalidade! O que significa realmente resgatar a deusa? Abundam anúncios de empoderamento feminino e despertar a deusa interior. Por um lado as mulheres consideradas socialmente “femininas” sentem atração por este tipo de chamado. Por outro lado, mulheres fortes, com seus jeans, independência e bons empregos, sentem repulsa frente a estes anúncios. Está claro que se julgam umas às outras por fazerem parte do grupo das sensíveis “femininas” ou das “fortes masculinas”. Nesta confusão mental, se você tem um certo perfil não pode desejar sentir-se atraída pela divindade, pelas cores rosadas e as imagens angelicais das virgens aladas inspiram e causam repulsa. A estética social em voga na cultura predominante é usada nestes anúncios para converter a deusa em intangível e, pior ainda, em um ideal de consumo que serve como imagem de mulher perfeitamente adequada a sociedade atual. Existem as que lutam para converter-se em deusas; na balança, contra a comida, nas liquidações, nas academias de ginástica…e aquelas que não podem pensar em serem comparadas com a deusa virgem, abominam tudo o que provem desta palavra. Uma vez mais, não temos que fragmentar para encaixar, afastando-nos cada vez mais da essência divina como conceito. Em alguns livros de autoajuda popularizou-se o tema, alguns autores propõe ao leitor escolher com quem se identifica. Desta forma escolhemos a história da deusa com quem mais nos vemos representadas, cultivando nossas supostas virtudes, mas realmente sendo cada vez mais intolerantes frente as diferenças e a diversidade. Há também aqueles que estão obcecados com um padrão ou uma imagem e passam a mimetizar-se completamente com ela, até o ponto de pensar que esta deve passar a ação, vestir-se e posicionar-se figurativamente como a imagem da deusa escolhida. Mas…o que é a deusa? Por que transitamos entre o amor e o ódio, a obsessão e a repulsa? E acima de tudo, porque nos desunimos e separamos por blocos: em deusas e em bruxas? Por que julgamos as que são diferentes como se houvesse uma inadequação a determinados tipos de comportamentos? Nossa sociedade criou uma deusa! Ela é virgem, de pele suave, voz doce, se desperta penteada, seus traços são finos, sua boca carnuda, suas curvas perfeitas, seu abdômen definido, seus seios virtuosos e firmes, usa saltos altos, cruza as pernas, nunca tem tensão pré-menstrual… Ah claro, perdão! Jamais teve as menstruação! Ela dá a luz vestida de branco e em silêncio, nunca grita. Você é deusa? Então não se preocupe, pode viver tentando chegar ao ideal; ou, claro, ser bruxa e então não pode ser bonita. Por favor! Isto acabaria com a reputação das bruxas. Enfim, há as que estão no limbo, que se equilibram na corda sem poder cair para um lado nem para o outro, cheias de dúvidas e medos…são as estranho! Deusa, ajude-nos!! Quem foram as deusas? Se buscamos nas origens encontramos que as primeiras menções a deusa foram relacionadas às vênus (figuras) encontradas no Paleolítico e Neolítico. Muito distante das suas representações atuais, estas estatuetas representam mulheres voluptuosas, grávidas, e muitas vezes envoltas em símbolos espiralados e adornados de serpentes, chifres e asas. Meio mulher, meio animal, estas figuras relacionavam a mulher com forças da natureza e encontravam ali sua beleza. No seu livro “A linguagem da Deusa” Marija Gimbutas cita diversos tipos de deusa, a deusa em sua multifuncionalidade. Como seria natural, existem deusas triângulo ou ampulheta, aquelas que mantem a vida com suas formas geométricas desconcertantes, existem deusas peixe, abelha, serpente, borboleta…e até rã-sapo! Correspondentes ao Neolítico, aparecem imagens femininas com o corpo de rã e a cabeça humana, em relevos localizados em paredes e santuário, a imagem é uma epifania da deusa da regeneração. A rã-sapo é um homólogo ao útero regenerador. Podem imaginar um cartaz nos dias atuais: “Resgate a deusa interior” e um sapo na capa? Gordo, disforme, volumoso, asqueroso…o sapo está fora de combate, aceitaríamos ele somente se ao final da história se transformasse em um príncipe louro de olhos azuis… Aí sim, seria merecedor da deusa! Também existe a deusa ouriço, outra epifania da deusa em sua função de regeneração, corpo de ouriço e cabeça humana, a imagem deriva muito provavelmente da forma do útero de um animal. Reprodução da InternetMas como vamos aceitar estas comparações se atualmente não aceitamos que nosso ventre se inche com as menstruação? Esta naturalidade pertencente a gênesis mesma da deusa nos parece disforme e é tratada como uma anormalidade. A questão é clara, separamos nosso corpo das formas naturais e não contemplamos nosso volume corporal, nossa atividade anatômica incessante que nos aproximaria dos rios, das cascatas, da lua, dos cachorros… Queremos resgatar um poder detrás de um símbolo que permanece vivo até os dias atuais. Como sustenta Joseph Campbell, “A primeira função dos mitos e dos rituais sempre foi a de alimentar os símbolos que fazem avançar o espírito humano em contraposição com aquelas outras fantasias que tendem a levá-los para trás”. Talvez este seja o ponto mais importante da questão. Culturalmente nos distanciamos totalmente de símbolos, rituais e mitos, pois nossa visão destes incríveis mensageiros é medíocre, superficial, ignorante e propensa a más interpretações e juízos, aprisionando-nos a padrões sociais, quando o papel do mito sempre tem sido o de liberar. Isto me lembra um dos muitos episódios que vivi em minhas viagens a Índia. Estávamos sentadas no templo, em nossa classe teórica de Odissi (dança clássica indiana); eu escutava atentamente enquanto o mestre contava histórias sobre a vida de Ganesha, um deus com corpo de menino e cabeça de elefante, a quem seu pai cortou a cabeça por ciúmes de sua mãe. Quando se deu conta que de que era o seu filho, cortou a cabeça do primeiro animal que passava pela selva, neste caso um elefante, e colocou-o sobre a cabeça do seu filho salvando-lhe a vida. Nestas histórias Ganesha comia doces, era muito feliz, gostava de dançar e era quem havia trazido novamente a paz a sua família; um deus justo e bondoso que traz sorte a todos o que se aproximam dele. Depois de submergida algumas horas naquelas histórias do deus elefante, e vendo o olhar de entusiasmo do meu mestre, me saiu da alma fazer uma pergunta que lhe feriu o coração. Guruji, acredita que Ganesha realmente existiu? Seu olhar para mim era de desaprovação e desesperança…Como podia duvidar? Ele não podia entender como eu podia sequer questioná-lo. Percebi ali minhas limitações, no meu mundo adulto não cabia um elefante humano… Muitos foram os aprendizados que a Índia deixou em meu coração e meu corpo, moldados pelas suas músicas, ritmos, movimentos, cores, aromas…embora possa dizer que o maior ganho com o que fui presenteada foi a minha infância, o que chamamos em psicoterapia de “cuidar da sua criança interior”, Ali pude perceber o quão aprisionada estava à minha alma e meus sonhos, o lúdico, a imaginação, os símbolos…a Índia me apresentou este mundo sem limitações , muito mais próximo a minha essência que a monotonia das nossas cidades. A Índia é um lugar onde todas as cores combinam perfeitamente, onde o rosa-choque é básico. Além do mais, onde você pode se aproximar de deuses meio humanos meio animais; cheios de defeitos, sem cânones de beleza pré-estabelecidos e render lhe culto a esta imperfeição. Por que não? Se são nossas peculiaridades as que nos fazem únicos, por isto somos precisamente especiais, porque então nos deixamos levar pela ideia massiva de uma deusa ideal? Reprodução da InternetTive muita resistência com as colocações enaltecedoras do poder feminino no desenvolvimento do meu trabalho. Me questionei muito porque não quis ser parte destas mulheres especiais, destes guetos ou seitas onde resgatamos a deusa…me intrigava internamente saber porque não me sentia à vontade com estas colocações. A questão está em esclarecer a que nos referimos quando falamos da deusa, se tende a levar a cabo interpretações individuais e quase sempre pré-estabelecidas socialmente muito distantes da essência. Como estamos tão distantes da essência me incomodam os reducionismos e misticismos que somente falam da grandiosa realidade e mantem uma segregação separatista e opressora do feminino na sociedade, e das mulheres (bruxas ou deusas) entre elas mesmas. Sempre que me chamavam deusa, ficava corada e morria de vergonha…não queria ser uma deusa perfeita, virgem, casta e cândida, simplesmente porque não sou, mesmo que em muitos momentos tenha acreditado que poderia chegar a interpretar este papel. Tudo isto se reflete claramente nos corpos femininos que assistem as minhas aulas. Na docência pude perceber como a questão da deusa se vê refletida nos corpos, normalmente nossa noção de ser é frontal, vertical, sem volume e com poucas curvas. O aluno que deseja bailar a dança étnica contemporânea oriental se encontra com grandes desafios, fruto deste ideal distorcido da deusa a nível corporal: O uso contínuo do plié. Baixamos, soltamos o quadril e o pesamos para o solo, ganhando volume e conectando-nos com nossa massa corporal. Sentimos nossos músculos frouxos como gelatinas, deixamos que este estado catártico nos possua e, desta forma, a corporeidade robusta e dura se veja ameaçada. Assim como as deusas possuem adornos, nós usamos o excesso para provocar, não ao outro, mas a nós mesmas. Reprodução da InternetFechamos os olhos e dançamos para nosso interior, deixando desconcertado o público que esperava um espetáculo com o foco ininterrupto para o outro. É o erotismo e o prazer de sentir nossas vísceras sem ataduras. Visualizamos a vulva baixando ao solo ou subindo ao céu, como as descidas e subidas das histórias mitológicas das deusas. Desta forma, a vulva ganha um espaço entre as pernas, evitando que se feche e se esconda entre os músculos. Dançamos mostrando nossos ventres… Ahhh perdoe, sim temos ventres! E claro, em determinadas épocas do mês está mais inchado… Soltamos nosso cabelo e nos despenteamos se assim sentimos e desejamos, está também permitido dançar com o cabelo sobre o rosto e olhar por entre as mechas se assim o desejamos. Respiramos, suspiramos, nos concentramos na trajetória dos movimentos, sem realmente nos preocuparmos em chegar ao final. Queremos ser “chicletes”, por isto não nos preocupamos com os exageros e imperfeições. Elevamos nossos peitos, independentemente do tamanho que tenham, movendo-os de um lado para o outro e as vezes fazendo movimentos espasmódicos. Direcionamos eles ao céu, não ao público, o qual está muito mais relacionado com a catarse do que com o afã de exibi-los, muito menos em dar lhes brilho ou mostrá-los. Assim, dançamos para nos sentirmos livres. Estas ondas, marés, tempestades, secas, frios e calores representados nos movimentos corporais, são o pulso da nossa existência cósmica, somos água, fogo, mar e terra. Esta forma pulsátil de nos movermos, mais relacionada com a natureza do que com padrões atuais pré-estabelecidos, é a verdadeira deusa. Natural, única, transgressora e verdadeira, esta é a deusa em sua ideia mais primitiva, a criadora da vida, pura vitalidade!! Sejamos deusas e sejamos bruxas, sem deixar que nos separem de novo. Se somos, fomos e sempre seremos o mesmo: deusas, bruxas e acima de tudo livres.

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  • A saga das mulheres fortes

    No filme O Tempo e o Vento, Cleo é Ana Terra, uma jovem do campo que se apaixona por um índio, romance proibido para a época. Mas a personagem vai muito além de uma heroína romântica, aliás, fica longe de uma mocinha, a perspectiva da personagem se desenha como uma mulher forte, decidida e apaixonada. Talvez tenha sido este um dos personagens mais marcantes da Cleo, a feminilidade unida a força cria uma Ana Terra única, uma mulher à frente do seu tempo. Em entrevista a um jornal gaúcho Cleo reafirmava sua admiração por Ana. “Ela é uma força da natureza. Parece que sabe tudo o que pode acontecer para quem está na posição social dela, mas encontra forças para ir levando a vida, crescendo e dando continuidade ao seu legado. Ela tem seu filho (Pedro Terra) em meio àquele contexto (o pai do garoto, o índio mestiço Pedro Missioneiro, é morto pelo pai de Ana Terra por ter “desonrado a família” ao ter um caso ela) e, mesmo assim, supera toda a opressão. Acho isso apaixonante nela”, Cleo. ReproduçãoAs mulheres na obra O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, escritor gaúcho, tem importância tão grande quanto os personagens masculinos ao relatar a longa jornada das famílias Terra e Cambará e a formação do estado do Rio grande do Sul ao longo de 200 anos. Transportado para o cinema em 2013 sob a direção de Jayme Monjardim, o filme O tempo e o Vento, condensa os três romances de Veríssimo, tendo como narradora Bibiana Terra Cambará, vivida por Fernanda Montenegro e Marjorie Estiano. ReproduçãoEm 1985 a TV Globo fez uma versão da obra e Glória Pires fez Ana Terra, muito tempo depois Jayme entrou em contato com Cleo para que fizesse a personagem, obteve um não como resposta. Depois de várias tentativas, finalmente um sim. Cleo decidira dar vida a Ana Terra na nova versão cinematográfica. “Vi a minissérie quando era muito nova, tinha três anos de idade. Para mim, foi muito difícil ver minha mãe sofrendo tanto quanto a personagem sofre na trama. Mesmo que depois eu entendesse que era um trabalho de atriz, foi difícil superar isso. Quando o convite do filme chegou, de início eu o rejeitei. Não queria saber de algo que havia me feito tão mal. Mas o Jayme (Monjardim) insistiu tanto que fui obrigada a refletir. E, quando li o roteiro, percebi que Ana Terra era uma mulher maravilhosa e que eu deveria fazê-la independentemente daquele embrulho emocional que eu tinha”, Cleo. ReproduçãoA proximidade com o universo gaúcho A personagem trouxe Cleo mais pra perto do universo Gaúcho, durante as gravações ela podia ser vista tomando chimarrão, bebida típica do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. O encontro com a cultura e os dias no sul refletiram na criação da personagem. De 2013 pra hoje Cleo tem apresentado outras mulheres fortes na tela dos cinemas. Por escolha ou não sua figura única tem servido muito bem para representar a feminilidade com suas nuances delicadas, sem abrir mão da força que emerge do feminino. Outras obras de cinema e TV baseadas no universo gaúcho retratam as mulheres como personagens importantes, dando destaque a energia criadora delas, seja em A Casa das Sete Mulheres (Jayme Monjardim/ 2003), A Intrusa (Carlos Hugo Christensen/1979), O Quatrilho (Fábio Barreto/ 1995), e diversas outras. Pode-se esperar mais uma personagem forte da Cleo em uma obra que envolve o Rio Grande do Sul, em Legalidade (José Henrique Ligabue/ 2017), filmado esse ano no sul, ela aparece como a jornalista Cecília, uma das personagens centrais da trama que é ambientada no período de 1961, quando Brizola liderava o movimento pela Legalidade. O filme tem previsão de estreia para 2018.

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  • Cleo + Patricia Passo

    Em 2012 ia ao ar a novela das 21h, Salve Jorge, com Cleo no elenco, vivendo a personagem Bianca. Uma mulher independente, que até então não havia se prendido a nenhum relacionamento até conhecer Zyah (Domingos Montagner). A paixão dos dois leva Bianca a mudar-se para Capadócia, no entanto, muitos ajustes culturais foram necessários para que o casal ficasse junto. Durante esse tempo ela se torna dançarina. Para realizar as cenas e ter propriedade em dança do ventre, Cleo, sob indicação de Clara Sussekind, que inspirou a personagem Bianca, foi a procura de Patricia Passo. A princípio ela ia fazer poucas aulas com intuito de montar uma coreografia para uma determinada cena, no entanto, se encantou com o processo que tiveram e começou a estudar diariamente. “Ela estava interessada no sentido do movimento, na questão do sagrado feminino, de tudo que evolve o conhecimento ancestral, a percepção e consciência corporal. Sentia uma relação com o corpo, diferente, um alinhamento”, Ressalta Patricia Passo. A bailarina, coreógrafa e antropóloga, tem seu pesquisa e trabalho focado nas danças orientais. A busca pela origem do movimento, da relação com o feminino e o sagrado permeiam o processo criativo de Patricia. O ensino diferenciado, por unir a antropologia ao estudo da danças abre possibilidades maiores de entendimento de si e da feminilidade. Cleo passou por esse processo de redescoberta e entendimento do corpo. “Falei muito com a minha professora sobre a energia sexual, que tem muita coisa a ver com a dança. Um dia, ela me explicou que o verdadeiro orgasmo percorre da região pélvica até o peito, e você sente, sabe? Você tem que estar com um espaço dentro de você. E aí eu disse- vou acabar ficando mal-acostumada, vou ter sempre que fazer dança oriental”, Cleo. Do encontro entre as duas aconteceu uma parceria e amizade que dura até hoje, quando pode Cleo ainda realiza aulas de dança e mesmo distante pratica alguns movimentos para manter-se em forma. Segundo a professora Patricia, a danças orientais ensinadas por ela buscam tornar o corpo uma ferramenta filosófica, na busca por uma harmonia e uma vida mais íntegra. “Todo misticismo, fantasia e beleza que emanam desses movimentos pélvicos, ondulares e serpenteados, trazem à feminilidade, o princípio sexual que se relaciona com a vitalidade, com o impulso ativo que faz criar, faz viver”. Afirma Patricia Passo em entrevista ao site. A parceria entre Cleo e Patricia busca proporcionar, não só as mulheres, mas a quem se interessar pela feminino, como já dito por Patricia, como impulso criativo, de fazer, ter vitalidade, gerar. Vamos trocar essas experiências por meio de textos e vídeos que possam despertar esse entendimento importante que é se perceber como ser humano e a partir daí tornar mais harmônica a vida.

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  • A arte de rua de Luna Buschinelli

    Recentemente o Rio de Janeiro recebeu um dos maiores painéis de street art/grafite feito por uma mulher. A obra já destinada a entrar no Guinness Book, traz novamente o olhar para a o grafite feito no país. Luna Buschinelli, de 19 anos é a artista responsável pela obra. Ela foi convidada pelo produtor Pagu para participar do projeto e trabalhou das 8h às 18h por aproximadamente um mês para criar o “Conto”, título do painel que chama atenção por trazer cor para área central da cidade, em específico para um paredão de 2.500 m² da Escola Municipal Rivadávia Corrêa na Av. Presidente Vargas. Atitudes como essa de tornar a cidade colorida e resignificar seus espaços é lindo de se ver, ainda mais no Rio, onde a cultura do grafite até então não aparecia tanto quanto em São Paulo. Entramos em contato com Luna para saber um pouco mais sobre o processo de trabalho e o significado da obra como um todo. Divulgação1- Como e quando você começou sua carreira como artista? Qual foi seu primeiro contato com a street art/Grafite? Eu desenho desde sempre, para mim desenhar e pintar faz parte do meu eu, por isso não consigo pensar em um início para tudo, entretanto me decidi a trabalhar com arte aos quinze anos, no final de 2012. Meu primeiro contato com a arte urbana foi nessa época também, foi quando me aventurei a aprender a técnica de spray e sair para as ruas e começar a pintar de verdade. Até então eu só pintava desenhava para mim, a partir dali tornei tudo o que fazia algo público. 2- Você tem algum artista que a inspire para criar as obras? Eu considero que seja inspirada por tudo a minha volta, não só por artistas plásticos que admiro, mas também por outras formas de arte ou detalhes do cotidiano. Mas costumo ter grande influência no meu trabalho da artista Remédios Varo, Hieronymus Bosch, e do diretor francês Michael Ocelot, dentre vários outros. 3- Como surgiu o convite para fazer o painel “Contos” no Rio de Janeiro? Fui convidada pelo produtor Pagu a fazer o mural, foi um projeto que andou muito rápido mas foi muito bem pensado e discutido, e não poderia ficar mais feliz com o resultado. 4- O que você quis passar no grafite Contos? A escolhas das cores, em particular o azul, foram trazidas por quais motivos? Com o trabalho, além de contar uma história e trazer muito empoderamento, quis aflorar os sonhos mais pessoais de cada um, tanto de cada criança, professor e funcionário da escola quando daqueles que param para ver na rua. Vejo a mensagem final do mural como que, somos do tamanho dos sonhos que temos, e devemos sempre acreditar em nós mesmos porque primeiramente, se não nós, quem? As cores são algo que florescem de mim. Eu não trabalho com uma lógica ou psicologia das cores conscientemente, tudo isso é algo que eu já tenho pré-estabelecido dentro de mim. O processo de colorir as imagens pra mim talvez seja mais natural do que o próprio desenho, embora não negue que os tons frios como o azul sempre estejam muito presentes. Divulgação5- Como foi o trabalho, tiveram partes muito complicadas de serem realizadas? Todo novo trabalho é um grande desafio, principalmente um desta magnitude. Existiram partes mais trabalhosas de se fazer, como o vestido da mulher presente no mural, e outras que foram mais trabalhosas para mim psicologicamente, como por exemplo a paciência. Eu sempre costumei ser muito ansiosa, mas fui aprendendo a ter paciência ao longo do tempo e ao amadurecer do meu trabalho. Na minha opinião quanto mais detalhado mais vivo e mágico é o projeto, e eu sou muito apegada a esses detalhes. E por mais que sempre haja uma ansiedade para ver o painel pronto no final, o processo muitas vezes é o mais importante. 6- É notório que a street art tem diversos artistas homens, pra você como foi, e como está sendo estar nesse meio, e já com um trabalho desse porte? É uma sensação indescritível poder estar trazendo tanta força hoje, e talvez abrindo tantas portas não só para mim como para tantas mulheres do meio artístico. É uma honra poder ser eu, mesmo sendo tão nova, a puxar talvez uma nova geração de novas artistas grafiteiras e mostrar que nos mulheres temos muito a dizer, muito a mostrar e ensinar. Estou muito orgulhosa. 7- O maior grafite do mundo feito por uma artista mulher, o que isso quer dizer pra você? Existem murais enormes espalhados pelo mundo, mais até então muitos poucos feitos por mulheres. Ter feito o maior grafite do mundo feminino para mim um toque inicial, para poder trazer muito mais disso para esse universo de grafite. Divulgação8- Você percebe o significado e os desdobramentos para as mulheres, artistas ou não, no que tange ao empoderamento feminino, a grandiloquência de sua obra? Sim, com certeza! Antes mesmo de terminar o projeto eu já estava com muito orgulho do que aquilo poderia representar e trazer de novo para a sociedade. Mas fiquei surpresa com a repercussão e o apoio que recebi ao longo pro final do projeto. O tanto de mensagens que recebi e de pessoas que vieram falar comigo, falando sobre orgulho, empoderamento da mulher ou simplesmente por se sentirem representadas pelo mural foi enorme. 9- Você se considera feminista? Sim! Sou feminista sim e com muito orgulho. Mas por mais que me considere ainda acho que tenho muito a aprender sobre o movimento. Acredito também que este deveria ser um tema muito mais discutido e debatido, afinal muitas pessoas têm ideias muito erradas sobre o que realmente se trata. 10- O Rio de Janeiro surge como um novo cenário possível de ser embelezado por meio do grafite, já que São Paulo vem sofrendo com a “limpa” proposta pelo administrador da cidade? Como não moro no Rio e mal tive tempo para o conhecer de fato já que trabalhei todos os dias incessantemente, muito pouco posso dizer sobre as políticas e divergências entre as duas cidades, embora aprecie muito essa atitude de dar visibilidade e trazer mais street art para o lugar assim como o Rio está fazendo. 11- Podemos esperar outras grandes sobras suas pelas cidades do Brasil? Com certeza! Já tenho outros projetos em andamento, e espero poder falar e trazer muito mais voz para as mulheres e sonhos para aqueles que acreditam.

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  • Steve Jobs, O Visionário – mostra a obra e vida do inventor

    Como não amar novidades tecnológicas, Cleo as adora, seja uma caixa de som com possibilidades de iluminação diferenciada, celulares cheios de alternativas, computadores avançados, enfim, gadgets que possam facilitar a vida e o dia a dia. E pensando na tecnologia dessa forma não tem como dissociar da imagem de Steve Jobs, o fundador da Apple, criador de um dos aparelhos telefônicos mais pedidos mundo à fora, o Iphone. A exposição Steve Jobs, O visionário, traça um panorama sobre sua vida e obra. São Paulo recebe a exposição, depois do Rio de Janeiro, no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) até 20 de agosto. Jobs é reconhecido mundialmente por ser um visionário, por ter revolucionado a produção de computadores pessoais e também pela sua capacidade de inovação. Reprodução da InternetDurante a exposição o público é convidado a conhecer um pouco mais do universo do fundador da Apple. Ao todo são 209 itens entre reportagens, produtos históricos, fotos e filmes que remontam seu pensamento criativo. A mostra é estruturada por temas, espaços narrativos – Espiritualidade, Inovação, Competição, Fracasso, Negócios e Sonho. É possível conhecer diversas inovações que Steve criou, entre elas o Apple 1, fabricado em 1976, que foi comprado num leilão por U$213,6 mil, em novembro de 2010, pelo idealizador da exposição. Peças de um Macintosh Reprodução da InternetVocê pode conhecer o Lisa, o primeiro computador pessoal a ter um mouse e uma interface gráfica, lançado em 1983, tido como o maior fracasso da Apple. Na exposição também é possível ver uma seleção de dezenas de revistas com Jobs na capa, e vale lembrar que para a exposição há um aplicativo gratuito chamado meCult, disponível tanto iOS quanto para Android, que disponibiliza, mapas, áudios guia e conteúdo adicional. Os ingressos para Steve Jobs, O Visionário custam 10 reais (inteira) e 5 reais (meia) para a compra direta no MIS SP, por ordem de chegada. Quem quiser comprar antecipado pela Internet (e talvez escapar das filas), por meio do site da Ingresso Rápido, terá de gastar um pouco mais, 18 reais (inteira) e 9 reais (meia). Reprodução da Internet

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  • Como se perder em… Los Angeles

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  • Receita de panqueca “vegana”

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  • Como se perder em Los Angeles

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  • Los Carpinteros: Objeto Vital

    O Centro Cultural do Banco do Brasil recebe até 2 de agosto a exposição Los Carpinteros: Objeto Vital. Com curadoria de Rodolfo de Athayde, a mostra traz mais de 70 obras do coletivo fundado em 1992 que reunia – Marco Castillo, Alexandre Arrecha e Dagoberto Rodriguez. O nome “Los Carpinteros” foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética. Essa é a maior exposição já montada pelo coletivo cubano. Apresenta três eixos temáticos: objeto do ofício, objeto possuído e espaço-objeto. A exploração do objeto causa estranheza, se utilizam da arquitetura, do design, da escultura, para explorarem o objeto de forma crítica, sagaz e bem-humorada. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para esta exposição. Reprodução da InternetCom a exposição dividida em três eixos, os temas das obras ficam explícitos para entendimento do público, levando ao encontro assertivo da obra com o expectador. O objeto é o protagonista nessa exposição, seja ele objeto do ofício, dedicado a primeiro período do coletivo, a instalação tem o objeto como protagonista desta exposição, sendo forçado a uma constante metamorfose pela ideia artística: imaginado em desenhos, projetado e testado nas maquetes tridimensionais ou alcançando sua vitalidade máxima como utopia realizada nas grandes instalações determinado pela manufatura artesanal de objetos inspirados pelas vivências do cotidiano e o uso intensivo da aquarela como parte do processo de visualização da ideia inicial da obra. Reprodução da InternetNo segundo momento o objeto possuído, é apresentado o momento em que o trabalho de do coletivo começa a ganhar representatividade em importantes coleções no mundo com obras que, para além das problemáticas especificamente cubanas, falam de questões existenciais universais. Muitos dos projetos ambiciosos que tinham sido esboçados no papel são materializados nesse momento com a abertura de novas perspectivas. Reprodução da InternetNa última parte da exposição, Los Carpinteros dedicam atenção à arquitetura e às estruturas, subvertendo o urbano e seu entorno, modificando a forma de percepção, funcionalidade e contexto. O espaço também tem grande importância na obra deles, com apelo político, letreiros fazem referência a momentos e falas históricas. Há muita coisa a se pensar com humor e crítica na exposição, é um tempo ganho de reflexão sobre arte, cultura e política, os quais se bem aproveitados podem ser utilizados para refletir sobre nosso caos atual. Los Carpinteros: Objeto VitalLocal: CCBB Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)Data: até 2 de agosto*Entrada Franca

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  • Em Caminho das Índias Cleo era Surya

    A trama central de Caminho das Índias (2009) era a paixão proibida entre dois indianos de origem muito diferentes, Maya e Bahuan. A novela das 21h foi um sucesso, sendo vendida para diversos países. Escrita por Glória Perez, Caminho das Índias ganhou o Emmy Internacional de melhor novela. Dividida em duas fases, traçava os caminhos percorridos pelos protagonistas Maya (Juliana Paes) e Bahuan (Márcio Garcia), que por serem de origens sociais diferentes não poderiam ficar juntos. Na segunda fase da novela Maya e Bahuan seguem seus caminhos e se reencontram, estando Maya prometida Raj, personagem de Rodrigo Lombardi. Muitas coisas ocorrem na trama, idas e vindas, até que o amor entre os protagonistas prevaleça. O núcleo indiano era composto por nomes como Toni Ramos, Laura Cardoso, Lima Duarte e Cleo. Sua personagem era Surya, e vivia as voltas com Maya, a quem rivalizada o tempo todo. A personagem era tida como uma vilã, no entanto Cleo a classificava na época como uma menina infantil. Imagem: TV Globo“Surya tem um tom de maldade quase infantil. Faz tudo para ter espaço dentro daquela casa, onde é reprimida – analisa Cleo. Ela acaba sendo considerada vilã porque atrapalha a vida da mocinha, que é um doce, uma queridona. Mas não concordo com esse título’, afirmava Cleo em entrevista ao Jornal O Globo. Surya e Maya dividem o mesmo teto, no entanto, as atenções sempre são voltadas para Maya o que deixa Surya revoltada, fazendo com que ela tome atitudes muitas vezes, vilanescas, como fingir gravides, mentir e esconder segredos. Boa parte da trama ela passou lançando olhares invejosos e desejando seu lugar na casa. Cleo relembra que a frase que mais dizia durante um período da novela era – “Eu não vou deixar ela (Maya) tomar o meu lugar nessa casa”. Vídeo: Cleo fala de sua personagem Surya

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  • Jum Nakao e a costura do invisível

    A mistura de moda, artes plásticas, design e talento é que leva a arte de Jum Nakao a diversos lugares do mundo. O brasileiro, neto de japoneses, vive em São Paulo e colabora para a moda brasileira se tornar referencia já faz alguns anos. Em 1996, no extinto Phytoervas Fashion e passa a ocupar o cargo de Diretor de Estilo de uma das maiores empresas de moda do Brasil, a ZOOMP, onde permanece por seis anos. Marisa Monte usa figurino de Jum Nakao no encerramento das Olimpíadas de LondresReprodução da InternetNakao se destaca como um dos maiores exploradores da modelagem no país, utilizando plataformas distintas, e objetos diversos para seus experimentos de formas e volumes. Durante sua carreira tem desfiles icônicos e surpreendentes como o desfile-manifesto “A Costura Invisível”, do São Paulo Fashion Week 2004. Quando criou figurinos inteiros de papel que foram rasgados ao final do desfile, abrindo um universo múltiplo e criativo não só em sua obra, mas para os demais estilistas e estudantes de moda do país a fora. Obra de Jum Nakao inspirada no universo dos irmãos QuayReprodução da InternetA arte de Nakao é feita de momentos marcantes, outro que pode ser destacado foi a fusão entre arte, moda e design quando ele se inspirou no Brothers Quay, realizando uma coleção tributo à obra dos irmãos animadores –Stephen e Timothy Quay. A obra deles teve grande destaque na década de 70 por propor uma estética nova aos curtas de animação, com o resgate de técnicas antigas de animação usadas pelas escolas tcheca e inglesa no final do século XIX. “Precisamos desnudar a nossa alma para revelar a capacidade de sermos leves, sonhar com indizíveis, impossíveis, inexplicáveis, indefiníveis”, afirma Jum Nakao. Há algum tempo Jum Nakao não vem apresentando coleções nas passarelas do SPFW, mas trabalha a moda em forma de arte-educação em workshops pelo Brasil. A proposta vai além de qualificar os estilistas e costureiros pelo país, busca trazer ferramentas para que as criações sejam cada vez melhores, aprimorando o corte, trazendo senso crítico e juntando com o atual processo da moda, de consumo consciente. Tornando visível costuras outrora invisíveis, alinhavando moda, arte, cultura, cidadania, consciência e transformação.

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  • A gola alta volta à moda

    A origem da gola alta, gola rolê, gola olímpica, turtleneck ou cacharel vem de um lugar pouco improvável. Pra que viveu os anos 80 e 90 com certeza lembra daquelas blusas que a mãe usavam e insistiam pra que usássemos também. A tal blusa de gola alta foi ícone nessa época, e depois ficou com cara de algo não muito legal, até mesmo brega. No entanto ela reaparece volta e meia como tendência de estilo, e com ela algumas mudanças no corte, no uso e principalmente na combinação dos looks, que é o que dá a ela o refresh para voltar como tendência fashion. A origem da Gola Rolê Vinda dos uniformes de operários em fábricas japonesas no período pós-guerra, a gola alta serviu como uniforme por muito tempo, como eles não tinham o que vestir as grandes empresas forneciam a blusa como uniforme e até mesmo como forma de vinculá-los à empresa. Uma curiosidade é que Steve Jobs, nos anos 80 conheceu a estilista Issey Miyake que tinha criado os uniformes dos funcionários da Sony, e pediu que ela criasse algo especial pra ele, mas nesse estilo, gola alta, que se tornou sua marca registrada. Blusa preta de gola alta. Reprodução da InternetA gola rolê, mais alta, como é vista hoje é uma evolução da moda. Cobrir o pescoço devido o frio é uma tendência, principalmente, para regiões da Europa, por serem mais frias em algumas épocas do ano. Ícones do cinema e da música também ajudaram a popularizar, os Beatlles, a atriz Audrey Hepbrun, Elvis Presley e muitos outros. Como usar essa tendência a seu favor Pensar no look e na combinação em que você vai inserir a gola rolê, se você tem busto grande e pescoço curto, aposte em tons escuros com um tom mais claro; Blusas oversized com gola alta ficam bem legais, no entanto foque na blusa e aposte em detalhes e acessórios mais cleans; Quem tem o pescoço mais longo pode usar sem medo, pois fica super bem; Dá pra ser sexy usando gola alta se combinado com saias e transparências; Básico é sempre clássico, gola rolê preta num look monocromático é certíssimo, e você pode fazer um look total, em outras cores também; Pra quem não tem o rosto arredondado fica lindo pôr o cabelo pra dentro da gola da blusa. No mais aproveita para experimentar as possibilidades que essa peça de roupa pode trazer pra você. Em climas mais frios ela vem com total força pra aquecer e deixar o look mais lindo. Tendência de inverno das grandes marcas e nos desfiles internacionais vale ficar de olho e aproveitar pra se divertir. Dá também, para pegar aquela blusa lá, guardada, ou aquela que sua mãe não usa mais e customizar. Bora criar!

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  • Keep Cleo Vegan

    Keep Cleo Vegan Publicado em 14/06/2017 KEEP LIGHT + CLEO LANÇAM UMA ALTERNATIVA PARA AS DIETAS VEGANAS Programa vegano de 3 dias com 5 refeições diárias é isento de derivados animais, o que o ajuda a melhorar a saúde e aumentar o bem-estar. Com o grande sucesso de suas linhas de pratos prontos, que permitem uma alimentação balanceada e saudável de forma prática e muito saborosa, a Keep Light, desenvolveu um pedido meu, o programa Keep Cleo Vegan. Na busca por melhor qualidade de vida, o veganismo se apresenta como uma boa pedida. Ser vegano é um ato social, político e de carinho consigo mesmo e com o mundo por meio dá não exploração animal e seus derivados. O programa de 3 dias é composto por 5 refeições diárias, ricas em fibras e com alta redução de gorduras. É um excelente aliado no emagrecimento, além de trazer benefícios e otimizar os sistemas digestivo e imunológico, e auxiliar na diminuição de riscos de alergias e doenças degenerativas. Uma dieta vegana planejada apropriadamente é nutricionalmente adequada para todos os estágios de vida, e proporciona benefícios de saúde no tratamento e prevenção de diversas doenças.Também auxilia na desintoxicação do organismo, pois a grande maioria das toxinas que ingerimos são de origem animal, portanto, nesse caso, essa ingestão também cai drasticamente. O programa está à venda no site www.keeplight.com.br. Adquira agora! Acesse o site e aproveite. EU QUERO Sobre a Keep Light Dirigida pelas empresárias Betina Sehbe e Christiane Jimenez, a Keep Light está no mercado desde 2003. A empresa desenvolve programas alimentares personalizados, com refeições saudáveis e congeladas para quem busca praticidade, aliando o sabor caseiro à produção industrial, sem abrir mão de preparações elaboradas. Reúne em seu cardápio apenas insumos de qualidade, submetidos aos cuidados de uma cozinha artesanal, amparada por técnicas modernas de produção. Além disso, todos os produtos são rigorosamente controlados, principalmente a quantidade de calorias e demais itens nutricionais. A Keep Light oferece uma extensa linha de produtos e várias opções de programas. O cardápio é supervisionado por nutricionistas e renovado periodicamente por Betina, responsável pela criação dos pratos. O consumo regular dos menus proporciona a possível perda de peso, sem a diminuição da qualidade nutricional e do sabor. “Buscamos na tecnologia procedimentos que garantam produtividade com a qualidade e sabor”, explica Betina Sehbe – sócia diretora da Keep Light. Contato Keep Light (11) 5042.9636www.keeplight.com.br NOVIDADES DA CLEO Cadastre-se aqui para receber novidades da Cleo

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  • Como se perder em … Porto Alegre

    Por: Ket Rodrigues Quando me perdi em Porto alegre!? Quando vi suas esquinas, muros, parques, cheiros… Há 7 anos atrás fui recebida por essa Porto Muito Alegre, com (a)braços largos. É uma das cidades mais arborizadas do país! Terra de Adriana Calcanhotto, Caio Fernando Abreu, entre tantos outros artistas. Moinhos de vento, bairro charmoso com ótima gastronomia, a inquieta Cidade Baixa com sua linda diversidade, festas e cafés! Não poderia deixar de falar no Bom Fim, o bairro já foi cantado por músicos como Nei Lisboa, em sua canção “Berilm, Bom Fim”, e Vitor Ramil em “Ramilonga”. O centro histórico, com a famosa escadaria da Borges, bairro acolhedor que guarda histórias que já viraram livros, filmes e que serviu de inspiração para o poeta Mário Quintana, que viveu nele até último sorriso! Como não se encantar com o pôr do sol do Guaíba, que todos os dias adormece ao lado do Gasômetro, onde pessoas se encontram para “chimarrear”. Mas o que de mais belo, me detém, são seus prédios, com uma rica arquitetura, que desenham a cidade, gigantes que resistem e guardam o que mais me fascina, as pessoas! Os lindos Porto Alegrenses, que sorriem e vão a luta e falam com orgulho de suas origens! Que sim, vão para às ruas, pelos seus direitos e nessa mesma rua, mostram sua arte! As figuras pitorescas de cada cantinho dessa metrópole, os que precisam das calçadas para sobreviverem, vendendo sonhos em forma de pipoca, doces e balas… Esse é meu olhar sobre uma selva de pedra que me encanta e me acolheu, finalizo com uma música de Kleiton e Kledir… “Deu pra ti, baixo astral Vou para Porto Alegre e tchau! Quando eu ando assim, meio down Vou para Porto… e bah!, tri legal Coisas de magia, sei lá…” *Imagens: Ket Rodrigues e Jaque Borba

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  • Cleo é Sofia em Meu Nome não é Johnny

    E em 2008 também teve a estreia nos cinemas de Meu Nome não é Johnny, dirigido por Mauro Lima, baseado no livro homônimo de Guilherme Fiuza. O filme conta a história verídica de João Guilherme Estrella, traficante de drogas da Zona Sul do Rio nos anos 90. Johnny era inteligente, querido por todos, amigos e familiares, engraçado, levava a vida gastando o dinheiro que ganhava, em festas e drogas. Selton Mello foi escalado para reviver o traficante e Cleo deu vida a Sofia, sua namorada. Esse foi o segundo filme dela, depois de Benjamim (2004). “É a primeira vez que faço um personagem que está do meu lado, não tinha vivido isso. Mas sempre digo que não queria imitar o João. O livro tinha muitas informações e, além disso, em todo lugar em que eu ia tomar um chope no Rio de Janeiro alguém o conhecia. Ou tinha estudado com ele, ou comprava [drogas] dele. Ouvi muitas histórias e criei o meu João: um cara que entrou numa vida ‘x’ e pagou por isso. Poderia ser qualquer um de nós”, afirma o ator. Reprodução da InternetDurante a preparação para o filme Selton Mello conversou com João Guilherme Estrella para compor seu personagem, Cleo preferiu não conhecer a verdadeira Sofia. ‘Evitei qualquer envolvimento’, disse. E em entrevista da época ela ressaltou a diferença dela com a personagem. “Não tenho nada a ver com a Sofia. Dei um ar de jovialidade à personagem. Este é um filme que quero mostrar para os meus amigos. E o tipo de filme para a galera assistir, que fala do nosso universo com muita verdade. Para o jovem ver, curtir e pensar também. Fiquei muito satisfeita com o filme”. Meu Nome não é Johnny foi um sucesso de bilheteria, a linguagem jovem com que o tema foi tratado, sem tabus, aproximou muito os espectadores da história de João, esse jovem classe média alta que durante cinco anos se aventurou pelo tráfico e tornou-se um “rei do tráfico”. Sofia tem um relacionamento bom ele, viagens, festas permeiam a relação do casal. Ela é uma menina divertida e que gosta muito de João. Numa das cenas do filme ele, tipicamente brincalhão chama Sofia de “minha querida perninha roliça”, no momento em que toma o microfone a banda dá o tom e ele canta, à sua maneira, Outra vez, de Roberto Carlos. Não é afinado nem nada, mas há sinceridade no que sentia pela namorada junkie.

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  • Monkey in the box + CLEO

    Monkey in the box + CLEO Nessa correria de viagens, gravações dia e noite, a gente fica como? Toda virada. Daí só um óculos daqueles pra salvar. Monkey in the Box + CLEO tem uns modelos lindos, que eu mesma escolhi. Tem pra todos os gostos e pra todas as horas, com referências de todos os cantos do mundo, seja óculos de sol ou receituário. Óculos são mais que uma peça pra compor um look, são acessórios funcionais pra que você possa expressar seu estilo e também se proteger. Eu tenho vários, até pq né… Todo mundo merece! Maria de Lourdes Tamara Bianca Clara Ariela Sofia Cataña Beatriz Cecília Dani Fernanda Francis Katia Letícia Surya Tati Tati Óculos de grau Óculos de grau Óculos de grau  

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  • Dia Mundial do Meio Ambiente

    Comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente é importante para lembrarmos da necessidade de que nos coloquemos no centro da questão, pois somente por meio de atitudes conscientes poderemos assegurar que menos catástrofes venham a ocorrer. O dia 5 de junho foi escolhido como Dia Mundial do Meio Ambiente, em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Essa data tem como objetivo principal chamar a atenção das comunidades mundiais e dos cidadãos para a importância de preservar os recursos naturais, que até então eram considerados infinitos. Na Conferência de Estocolmo, como ficou conhecida, formam propostas novas formas de tratar essas questões envolvendo o meio ambiente. E princípios para a criação de políticas mundiais de preservação. Reprodução da InternetA conscientização sobre as necessidades mundiais relativas a preservação do sistema vem acontecendo há algum tempo, no entanto, é um trabalho constante e gradativo. Cada um pode fazer pequenos movimentos em casa, no trabalho, na rua, para auxiliar a preservar a natureza. Atitudes simples como: não jogar lixo no chão, recolher as fezes dos animais de estimação, separar o lixo ao entregar ao coletor, diminuir resíduos, reutilizar objetos, reciclar, entre tantas outras coisas auxiliam diretamente. A maior preocupação ainda são as grandes indústrias, que poluem grande parte do globo terrestre. Para elas, estão sendo estudadas propostas e tratados, alguns já ativos, de redução de poluentes no processo de fabricação de produtos, geração de resíduos e reaproveitamento de materiais antes descartados como inúteis. Mudança de hábitos Para assegurar menos degradação do meio ambiente, atitudes diárias auxiliam no processo. Pois imaginemos se todos pensassem e agissem de acordo com essas necessidades. Muita coisa mudaria. Veja pequenos gestos que podemos tomar cotidianamente em prol do planeta: 1 – Não Jogar lixo no chão. A quantidade de lixo no meio ambiente é muito alta, e o período de decomposição de alguns resíduos pode durar muitos anos; 2 – Selecionar os resíduos em casa e separá-los conforme indicado. Isso facilita a coleta e a reciclagem; 3 – Economizar água. Desligar a torneira enquanto lava a louça, não usar água limpa para lavar calçadas e carro, e sim, reutilizar água. Diminuir o tempo no banho; 4 – Desligar a luz de locais onde você não esteja presente, retirar da tomada aparelhos que não estão sendo usados, trocar lâmpadas incandescentes pelas econômicas; 5 – Utilizar produtos até o fim; 6 – Comprar menos. Quando falamos assim, “comprar menos”, nos referimos diretamente a busca pela necessidade, pois a sociedade em geral vem consumindo em demasia e é necessário rever seus conceitos de consumo. Diminuir o que se consome, visando a necessidade, auxilia muito na preservação do meio ambiente; 7- De forma geral, preservar os recursos que ainda dispomos.

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  • Yes! Nós temos biquíni

    A jornalista de moda e apresentadora Lilian Pacce recentemente lançou o livro Biquiní made in Brazil, com projeto gráfico assinado por Giovanni Bianco. O livro traça a linha do tempo desde a criação do biquíni até os dias de hoje, as diversas formas como foi usado, as modificações ao longo dos anos, seus principais tipos, e como ele marcou a moda mundial. Pra nós é muito simples e nem se percebe, devido ao nosso clima tropical, mas essa peça, aliás, essas duas peças, ao surgir causou muito reboliço. A exposição no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, Yes! Nós temos biquíni, tem curadoria de Lilian Pacce e pode ser visitada até 10 de julho. Reprodução da InternetSobre a mostra Yes! Nós temos biquíni apresenta os aspectos sociais e históricos em que essa peça do vestuário se localiza em diversos períodos. Revolucionária e devidamente apropriada pelos brasileiros se tornou símbolo do nosso país. O traje nasceu na França, em 1946, no entanto tem origem há séculos, por meio de tangas marajoaras do período pré-colombiano, no Brasil, e da evolução dos pesados trajes de banho do século 19. Na exposição é possível perceber as mudanças no comportamento feminino, os padrões de beleza e a relação com a arte. A exposição tem uma criação inédita de Nelson Leirner e obras de artistas como Beatriz Milhazes, Leda Catunda e Rochelle Costi. Fotógrafos como: German Lorca, Thomaz Farkas, Bob Wolfenson, Cassio Vasconcellos, Claudio Edinger e Jacques Dequeker, além de trabalhos audiovisuais como os de Katia Maciel e Janaina Tschäpe e, claro, modelos icônicos de moda fazem parte da mostra. Gisele BündchenReprodução da InternetSobre o biquíni Originado das roupas das antigas roupas de banho, foi criado na França em 1946 pelo estilista francês Louis Réard. Ficou famoso nos anos 50 quando as celebridades, atrizes de cinema americano e pin-ups, começaram a usá-lo. Brigitte Bardot no filme “E Deus criou a mulher”, usou um modelo xadrez Vicky e eternizou a peça no imaginário. No Brasil teve visibilidade por meio das vedetes Carmem Verônica e Norma Tamar. A partir dos anos 60 ele chega as passarelas, com o designer norte-americano Rudi Gernreich, ele deixou de lado a parte superior do biquini fazendo surgir o topless. Nos anos 70 ficou ainda menos, nos 80 nasceu o asa-delta, seguido do fio dental que passaram a ser os favoritos das mulheres. Depois disso a moda praia entra nos circuitos de moda e toma fôlego, que se estende até os dias de hoje por meio de grandes marcas e estilistas famosos. O surgimentos de peças relacionadas e objetos tornaram a beachwear uma onda que não tem fim. O Brasil é o país que sem dúvida mais produz e consome biquínis, é conhecido e reconhecido internacionalmente, pois tem um estilo mais ousado, tem melhor qualidade e modelos mais criativos, que os diferencia dos outros fabricados produtores. Leila DinizReprodução da InternetAqui no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro dos anos 70, ele estava contudo nas areias cariocas, vestindo o corpo de grandes atrizes e modelos. Leila Diniz usou ainda grávida causando comoção geral no país, na época da ditadura. O biquíni causou uma revolução história, uma nova forma de encarar o feminino, o empoderamento das mulheres frente a seus corpos começa a tomar forma para seguir a jornada até os dias atuais. Yes! Nós temos biquíniLocal: CCBB – Rio Rua Primeiro de Março, 66 – Rio de Janeiro/RJ. (21) 3808-2020Data: até 10 de julhoFuncionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.Entrada Gratuita.

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  • Todos precisamos falar de FEMINISMO

    Que vivemos numa sociedade patriarcal e machista isso já sabemos há muito tempo. Social e politicamente a estrutura em que nos inserimos, salvo algumas culturas, é extremamente patriarcal, comanda por homens e para homens. O feminino vem desde sempre sendo posto como algo aquém, a mulher entra como geradora enquanto o homem provedor, podíamos falar isso na época das cavernas, ou no período paleolítico. As coisas vem mudando, os papéis vem se modificando, muitas vezes se invertendo. As mulheres vem ocupando seu espaço de forma lenta e gradativa, no entanto, de um período para cá o feminismo trouxe um frescor a essa busca gerando novas percepções. Reenquadrar a mulher socialmente a retirando das sombras do homem e pondo-a como ser integrante da sociedade, possível de tomar decisões, gerir grandes empresas, falar por grandes causas, assumir riscos e responsabilidades, tem sido um dos maiores focos. “Libere o mamilo”, em tradução literalReprodução da InternetJá é possível ter mulheres em cargos de chefia, e em posições de igualdade com os homens. Opa, eu disse igualdade! Isso, mesmo com modificações e maior abertura de espaço para as mulheres, falta muito para que haja igualdade, mesmo que ocupem cargos de chefia ou destaque, receberão menos que os homens, e por muitas vezes, podem não ter tanta colaboração e credibilidade. É preciso queimar muitos sutiãs ainda para que se tenha, de verdade, uma igualdade entre os gêneros. O feminismo como é visto e praticado hoje tem gerado muitas discussões ótimas sobre essas questões e também grandes quebras de paradigmas. Por mais descontruídos que sejamos, homens e mulheres, ainda está imbuído em nós, em nossa construção social, nosso inconsciente coletivo, o machismo e o patriarcado. Para que possamos desprender dessas velhas máximas é necessário muito embate e debate para que mudanças reais aconteçam. Se pensarmos na liberdade dos corpos, o homem sai na frente em disparada, já as mulheres são acometidas a regras sociais impostas que não fazem o menor sentido, como: usar saia até determinado idade, senão fica feio; não usar tal roupa, para não chamar a atenção; ser submissa; atenta aos deveres do lar; ou seja, às mulheres são atrelados muitos conceitos machistas. E esse discurso muitas vezes é repetido, sem querer, por mulheres, mesmo sem saberem o motivo, pois é algo que já trazem consigo. Essa desconstrução é necessária. Reprodução da InternetImaginemos uma praia, está calor, é verão, homens de sunga ou bermuda, e mulheres de biquíni. Se for curto demais talvez já seja um problema, agora pensa se resolvesse tirar a parte de cima e ficarem com os peitos de fora. Sim, peitos, parte do corpo unissex, que homens e mulheres tem, até mesmo alguns animais. Pois é, o mundo vira do avesso quando isso acontece. A liberdade do corpo feminino é vigiada, isso precisa parar de acontecer. A partir daí surge a ideia da campanha Free the Nipples na busca pela igualdade de gênero nomeada após o filme Free the Nipples, de Lina Esco (2014), de mesmo nome. A campanha afirma que às mulheres e aos homens deveriam ter a mesma liberdade e proteção em termos legais. O movimento promove a igualdade de gêneros e se opões a objetificação sexual imposta a mulher por meio de seu corpo. Indo ainda mais a fundo, fora o corpo existe a idade, como se a mulher tivesse um prazo de validade, já o homem quanto mais velho melhor. Em casos onde elas tema mais idade que o parceiro ainda soa estranho, enquanto eles, nada, é normal. Precisamos muito repensar inúmeras coisas, levar as discussões a público, a escolas, debates, é necessário falar sobre feminismo. Reprodução da Internet

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