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  • Como se perder em… LA

    Los Angeles é um dos principais destinos para férias dos brasileiros, e palco para diversas produções do cinema mundial. É também uma das cidades para onde Cleo mais costuma viajar. Tamanha popularidade se dá ao fato de reunir em um só lugar uma diversidade enorme de passeios e pontos turísticos. LA reúne uma grande cidade, belas praias, parques de diversão, bares, festas, museus e passeios culturais. Há entretenimento para todo perfil de público. Por isso, é o tema do “Como se perder em…” aqui no #SiteCleo. Confira abaixo algum pontos imperdíveis para quem programa ir até Los Angeles pela primeira vez. Reprodução: Internet1 – Hollywood Quando o tema é Los Angeles, Hollywood é o primeiro nome que aparece nas buscas. Isso porque o distrito se tornou um marco da cultura norte-americana por concentrar as maiores empresas cinematográficas do Estados Unidos e ser polo de um intenso fluxo audiovisual. Por conta disso, as ruas de Hollywood foram cenários para filmes, comerciais, clipes e onde também se encontra um dos principais destinos turísticos da região: a calçada da fama. Inaugurada em 1960, após anos de projeto, a Calçada da Fama é hoje um dos mais populares pontos turísticos de Los Angeles, tendo em média 10 milhões de visitantes ao ano e mais de 2 quilômetros de comprimento. Na calçada, que acompanha a Hollywood Boulevard, podem ser visitadas mais de 1.500 estrelas, com nome de artistas dos ramos de televisão, música, teatro, rádio e cinema. Nomes como Marylin Monroe, Michael Jackson e Britney Spears são um dos mais populares, além da brasileira Camen Miranda, que recebeu sua estrela no ano de inauguração. A estrela de Carmen fica no número 6262 da avenida. Hollywood também possui o famoso letreiro com seu nome, inaugurado em 1923, no pico de Mount Lee. 2 – Santa Monica & Venice Beach Além de uma bela região, Los Angeles é também famosa por seu clima de veraneio com belas praias, em oposição à vibe industrial de Nova Iorque. Duas delas são Santa Mônica e Venice Beach. As duas são praias populares, mas cada uma com uma proposta diferente. Santa Mônica agrupa restaurantes refinados, lojas e um calçadão tranquilo para toda família. Seu diferencial é o píer, que abriga uma enorme roda gigante, montanha-russa e outras atrações. Já Venice Beach é o destino ideal para os jovens que buscam opções mais radicais. Há pistas de skate na areia, quadras de esporte, e estúdios de tatuagem ao longo de todo o calçadão. Ambas as praias são vizinhas, ao sul da cidade, mas oferecem perfis diferentes de entretenimento. O diferencial de Santa Monica é definitivamente seu píer, com o Pacific Park. Já Venice oferece opções de esporte, com aluguel de patins, skates, bikes e pranchas de surf ao longo de todo o calçadão. 3 – Parques! Outra parada obrigatória nos arredores de Los Angeles são os parques de diversão. Os maiores e mais populares são dois: Disney e Universal Studios. Ambos com ligação direta ao universo do cinema, os parques também proporcionam diversão diversa. A Disney de LA foi a primeira construída no mundo, e por isso não é tão grande como a de Orlando. Porém, oferece a mesma qualidade em entretenimento. Há o famoso castelo da Disney, com o show de encerramento todas as noites com os fogos de artifício que ficaram famosos mundialmente, além de diversos brinquedos com os principais personagens infantis. O diferencial é que frente a frente com o parque clássico da Disney, há o Adventure, um segundo parque voltado para brinquedos radicais. Há, ainda, a opção de comprar um bilhete que garante a entrada em ambos, e curtir tanto um parque mais infantil como outro voltado para jovens e adolescentes. Já o parque Universal Studios tem outra proposta: entrar de cabeça nos principais filmes produzidos pelo estúdio. Há brinquedos radicais, como também proporciona a Disney, mas o diferencial é poder visitar sets de filmagem, cenários baseados em filmes como Harry Potter e Jurrassic Park, e se sentir dentro do seu filme preferido. Não falta opção: há atração do Transformers, Minions, A Múmia, Os Simpsons, King Kong, Walking Dead, além de show de efeitos especiais, noite do terror, lojas, shopping e restaurantes. Além dessas três opções de passeios, LA garante muitas outras opções. Mas para falar de todos, ainda vamos precisar nos perder algumas vezes mais.

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  • Como iniciar uma vida saudável

    Quando falamos em verão, calor e época de férias, o primeiro pensamento comum é o de dieta, métodos de emagrecimento e corpos extremamente malhados, mas engana-se quem pensa que trata-se apenas de estética. Ter uma vida saudável – e o real motivo para todos esses preparativos para o verão – significa ter uma vida de bem-estar. Mas como isso é possível? Diversos são os caminhos para se encontrar em um estado de vida saudável, e o percurso é extremamente individual, mas algumas dicas são comuns a todos nós. Listamos abaixo alguns pontos que podem te ajudar a se encontrar mais leve para as festividades de final de ano e, claro, transformar seu estilo de vida ao longo dos próximos 12 meses. 1 – Atenção ao que ingere Ter uma boa alimentação não deveria ser um cuidado apenas para os períodos de verão, mas um costume ao longo de todo o ano. Nosso corpo é nossa principal casa, e ter cuidado com ele é prolongar o nosso bem estar. Ter um bom hábito alimentar influi diretamente em sua qualidade de vida. Evite ficar sem comer, pois tais dietas podem ser agressivas ao seu organismo. Ao contrário, escolha comer com sabedoria. Então não pule o café da manhã, mas inclua frutas, sucos e fibras como aveia no seu cardápio. Elas são ricas em nutrientes, que são mais bem aproveitados quando ingeridos pela manhã, e uma boa alimentação é o ideal para acumular energia necessária após 8 horas de sono. Outro hábito simples mas eficaz é o corte no açúcar e sal, aliado ao aumento no consumo de água! O excesso de sal pode influir em hipertensão, e o de açúcar em diabetes. Busque, portanto, o equilíbrio. E aliado a ele, a água! Temos 60% do nosso corpo em água, que perdemos diariamente ao longo de atividades físicas, idas ao banheiro e a própria respiração. Então ande sempre com uma garrafa d’água para quando tiver sede. Dessa maneira, estará hidratando seu corpo e mantendo-o purificado. Como a Cleo sugere: água e comida leve! 2 – Movimente-se! Para conseguirmos transformar nossas vidas, não é possível ficar parado. Para ter uma vida saudável, também. É imprescindível aliar à nova dieta alimentar o estímulo às atividades físicas. Se exercitar é uma maneira ideal de queimar calorias, reduzir o estresse e aumentar a predisposição, além de deixar para longe o risco de doenças como hipertensão e doenças cardiovasculares. E não se preocupe se o seu medo for a academia. Caminhadas diárias em torno de um quarteirão já são suficientes para movimentar o seu corpo e afastar o sedentarismo. Então não tenha preguiça: caminhe, exercite-se, observe a natureza e encontre um novo espaço para relaxar e cuidar do próprio corpo. Uma das maneiras mais divertidas para isso é a dança, uma maneira eficaz e artística para contribuir com seu corpo. Cleo mostra como a dança é uma forma prazerosa para cuidar de si 3 – Saiba quando e como descansar Outro fator que influi diretamente na má qualidade de vida atual é o estresse e o acúmulo de cansaço. Com a correria do dia a dia, e o tempo cada vez menor para descansar e cuidar de si, as pessoas encontram-se intensamente irritadas, exaustas e, de fato, com uma vida longe de saudável. É reflexo de uma rotina que não tem espaço para algo simples: descansar. Reserve ao menos 7 a 8 horas de sono por dia. Busque esquecer de toda cobrança cotidiana e descanse. Acordar com o corpo exausto não só retira seu ânimo ao longo do dia como gera acúmulo de sono e estresse para a noite seguinte, num ciclo vicioso de noites más dormidas. O resultado não poderia ser outro que não um estresse sem fim. O ideal, portanto, é que encontre no sono mais uma oportunidade para tratar bem de si próprio. Descansar é preciso! Não é, Cleo? São três então os campos da sua vida que precisam de cuidado: a alimentação, o corpo e o descanso. Aliados, o bem-estar é garantido e duradouro.

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  • Aniversário da Arte do CCBB

    Em meio a tantas polêmicas sobre cultura, museus e expressões artísticas livres, nada melhor para pauta de atitude do que abordar um dos principais centros de exposições e eventos artísticos do Brasil: o Centro Cultural do Banco do Brasil. O CCBB é referência nacional, e faz aniversário hoje, dia 11 de outubro! Com 28 anos de atuação, a sede, no Rio, chegou a ocupar a 26ª posição entre os 100 museus mais visitados no mundo em 2016, de acordo com a revista inglesa The Art Newspaper, também referência no mundo das artes. Para comemorar todo esse reconhecimento, o museu preparou programação especial para aniversário e dia das crianças, uma iniciativa importante para atrair jovens aos centros de arte. A celebração do aniversário de 28 anos do CCBB vai durar dois dias, com opções de programação para público de todas as idades. A Casa Obesa de Erwin Wrum já rodou o mundoNa manhã de hoje (11 de outubro), ocorreu às 9h a inauguração da exposição “O Corpo é a Casa”, do artista Erwin Wrum, que ficará disponível para visitação até dia 08 de janeiro. O diferencial é que nessa abertura, a exposição permanecerá 36 horas aberta sem qualquer intervalo. Como define o site da exposição, “O artista austríaco Erwin Wurm produz um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea”. Nas obras, elementos inanimados ganham vida e características humanas, como “uma residência obesa, um vaso sanitário magro, uma salsicha cheia de personalidade, um carro acima do peso”. A proposta da exposição é discurtir tudo o que envolve o corpo humano, mas sem se prender no físico, e sim no psicológico. A entrada é gratuita. Já na parte da noite, a área externa do museu será espaço para a 5ª edição da festa Madrugada no Centro, que começa às 22h e contará com a participação de DJs e artistas convidados. O projeto recebe a festa Sotaque Carregado com show de Felipe Cordeiro e participação especial de Dona Onete. A idade mínima para entrada é de 18 anos, e o valor R$20, com direito a meia entrada para estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino. Já no dia 12 de outubro, a programação especial é infantil em homenagem ao Dia das Crianças. O CCBB irá promover uma maratona de atividades gratuitas, com direito à distribuição de pipoca e guaraná natural (das 14h às 17h) para toda a família. Basta chegarem até ao museu e participarem das atividades! A programação será extensa. Confira abaixo todos os detalhes: Cortejo Brincante – Gigantes da Lira – 12/10 – 11h O Cortejo Brincante é um circo em movimento e seu elenco é composto por palhaços, malabaristas, bailarinas, monociclistas, pernas de pau; que se apresentam com figurinos exuberantes, munidos dos estandartes do Gigantes da Lira. O Cortejo Brincante Gigantes da Lira agrega o público presente, que se integra à brincadeira do passeio com os artistas. Música Encena exposição Erwin Wurm (estreia) – 12/10 – 12h A ação educativa “Música Encena” mistura música e teatro mostrando o conteúdo da exposição de uma forma diferente do que se experiência nas galerias. Desta vez, a encenação contextualiza as obras do artista Erwin Wurm e sua produção contemporânea, pensando a relação com o corpo e o consumo. Senhas distribuídas 1 hora antes de cada evento Aqualoucos Gigantes – Gigantes da Lira – 12/10 – 13h Show cômico, lúdico e virtuoso de acrobacias circenses que se comunica com públicos de todas as idades. Com humor afiado, os 6 acrobatas criam, com o corpo, figuras como a centopeia, a torre de Pizza, pontes, aviões e pirâmides, além dos surpreendentes saltos mortais. Jovens e crianças terão programação especial no feriadoOutro destaque na programação é o 7º Festival Internacional Pequeno Cineasta, que terá oficina gratuita de claquete às 10h (com 10 vagas e público de 10 a 16 anos), onde os participantes irão conhecer os conceitos básicos da linguagem cinematográfica, e as principais funções de uma equipe de cinema. Às 15h, será a sessão especial do filme “Detetives do Prédio Azul“, com bate-papo com atores mirins protagonistas. E às 18h Sessão com exibição de dois episódios inéditos da série Detetives do Prédio Azul. Senhas serão distribuídas 1 hora antes de cada evento. Às 19h30 ainda terá apresentação da peça teatral “Guanabara Canibal”, da Aquela Cia. de Teatro, que “busca pensar e debater a questão indígena na atualidade tendo como pano de fundo a tomada do Forte de Villegainon, célebre batalha naval travada na baía de Guanabara em 1560, que resultou na fundação da cidade do Rio de Janeiro”. Ficou animado? Então não deixe de participar! O CCBB fica localizado Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Maiores informações pelo telefone: (21) 3808-2020

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  • Como se perder em… Goiânia

    No dia primeiro de setembro, o cantor Gusttavo Lima lançou seu mais recente single “Eu vou te buscar”, em parceria com o rapper Hungria. A produção, que já ultrapassou a marca de 37 milhões de visualizações no youtube, contou ainda com a participação de uma terceira integrante: Cleo. O vídeo foi gravado no município de Pirenópolis, interior goiano. O clima traz todas as cores e ritmos sertanejos que enriquecem a região, e foi uma dica para tema do retorno do quadro “Como se perder em”, que hoje dedica-se a falar de Goiânia, capital de toda essa cultura. Cleo dança ao ritmo que domina Goiás e o Brasil. Foi em Goiânia onde Gusttavo Lima teve o pontapé que o levaria ao sucesso, e onde também surgiram diversos outros grandes nomes do sertanejo. Isso porque a capital incorpora a cultura sertaneja em sua raiz. A cidade tem o título de área urbana mais verde do país, e a impressionante marca de segunda no mundo, ficando abaixo apenas de Edmonton, no Canadá. Essa característica define muito dos trajetos onde se perder no município: guie-se pela natureza! Três dos principais destinos para uma caminhada verde são o Parque Flamboyant, Parque Areião e o Bosque dos Buritis. O Parque Flamboyant possui mais de 125 mil metros quadrados, parte destinada a pistas de ciclismo e de corrida. Se busca se exercitar com um belo plano de fundo em meio à cidade, esse é o melhor destino. O parque também é o principal cenário para piqueniques em família. Já o Parque Areião é o destino ideal para os que admiram a riqueza da natureza: o parque é uma reserva ambiental de mais de 200 mil metros quadrados. O parque preserva espécies nativas da fauna, e uma grande diversidade de plantas do cerrado e animais como macacos e aves. Também para os que buscam esporte, abriga dois centros de ginástica, um parque infantil, um lago e um campo de futebol. O diferencial do Bosque dos Buritis é ser o mais antigo patrimônio natural de Goiânia. Nos 141 mil metros do Bosque, estão três lagoas, o Centro Livre das Artes e o Museu de Arte de Goiânia, que possui duas galerias de exposição. Alguns outros centos culturais compõem o roteiro artístico da cidade. Um deles é o Museu Memorial do Cerrado, que possui um enorme acervo sobre a fauna e flora local. Para os que querem se aprofundar nas riquezas nativas da região, essa é a opção ideal. Centro Cultural Oscar Niemeyer é um complexo rico nas opções artísticas. Há nele o o Museu de Arte Contemporânea, o Palácio da Música, o Monumento aos Direitos Humanos, além de uma biblioteca pública e da Esplanada Juscelino Kubitschek, com espaços destinados a exposições e eventos. Para conhecimento sobre a história de Goiás, o Museu Goiano é um bom destino, pois além de exposições sobre o estado, a arte e arquitetura locais, reserva também acervo sobre os índios que viveram ali. O Museu Antropológico (MA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) também é um importante centro de pesquisa sobre a cultura indígena local. Goiânia é marcada por pontos turísticos e passeios diurnos, que valorizem os belos cenários naturais da cidade. Outra opção que reúne moradores e turistas é a Feira da Lua, que acontece todas as terças-feiras na Praça de Gomes Teixeira (Praça dos Leões) como uma iniciativa para que os produtores rurais, de artesanato e aqueles que trabalham com gastronomia tenham um espaço para exposição de seus trabalhos. Já aos domingos, na Praça Trabalhador (centro da cidade), o evento popular que reúne o maior número de visitantes é a Feira Hippie, que acontece na cidade desde os anos 70 e hoje já acumula 6 mil expositores. Nos trinta anos de existência, a Feira se tornou um polo de empreendedorismo popular em Goiânia. É possível encontrar diversos pontos de culinária típica, além de vendas de obras de arte e um intenso mercado de vestuário. Durante o evento, a Rádio Hippie anuncia promoções, anuncia sorteios e garante o entretenimento da festa. Sem data específica para acontecer, mas que é quem estiver por Goiânia deve ficar de olho, é o Mercado das Coisas, uma feira que também tem a iniciativa de unir coletivos de produtores locais. É um ponto de encontro entre arte, moda e gastronomia. O diferencial é a presença dos brechós, venda de gibis e vinis antigos. Ficou animado com tantas opções de passeios em Goiânia? Então não deixe de nos contar sua experiência quando estiver passando por essa terra tão verde!

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  • A moda de Cleo no Rock in Rio

    O Rock in Rio, maior festival de rock do país, é o ponto de encontro de dois universos que a Cleo adora: a música e a moda. Em 2017, o festival teve sete dias de duração, e mais de 50 bandas, além dos djs e outras atrações. Foram 100 mil pessoas para cada um dos sete dias em que o festival parou a capital carioca. Em três desses dias a Cleo esteve presente, e para cada ocasião um look especial. Confira abaixo algumas das combinações. Para o segundo dia de festival (16/09), em que Maroon 5 fechou a noite após Fergie, Shawn Mendes e a brasileira Skank, a escolha de look foi básica, mas fiel à personalidade de Cleo: um look confortável militar. A base da combinação praticamente todos têm em casa: uma calça preta, e uma regata branca bem solta. A atitude grunge fica por conta do coturno e da jaqueta camuflada. Uma boa dica para quando se quer conforto, mas ao mesmo tempo um look legal visualmente, é apostar nos compostos. Um casaco pesado por cima de qualquer roupa simples já traz uma estética mais forte, assim como ocorreu no look de Cleo com o coturno. A escolha por botas, também, é primordial quando se está num festival tão grande como o Rock in Rio, ao ar livre e que exige longas caminhadas. Para assistir à Alicia Keys e Justin Timberlake, além de Walk the Moon e Frejat, Cleo optou seguir a mesma linha do dia anterior, mas com um pouco mais de refinamento. No dia 17, o coturno permanece, mas acompanhado de uma flanela xadrez, combinação perfeita para qualquer look anos 90, referência máxima de Cleo. O aspecto ainda grunge ganha refinamento com a calça de alfaiataria, contraste oposto à flanela, e brinca com o top liso que deixa a barriga à mostra. Para dar um detalhe ainda mais fashion e também sensual, Cleo optou por utilizar uma joia que passa pelo colo e desce até a cintura. (Confira nosso post sobre body chain). Assim como o primeiro look, a segunda combinação continua em tons neutros como o marrom e preto, mas brinca mais com as texturas. Ainda assim confortável, e divertido para o Rock in Rio. No terceiro exemplo de look, temos uma combinação completamente punk rock. Vestindo preto da cabeça aos pés (Confira nosso post sobre total black), Cleo foi assistir ao show do Aerosmith no quarto dia de festival (21/09). Nada mais Rock in Rio do que uma calça preta rasgada no joelho, um par de coturnos pretos e uma camiseta larga por cima. Foi com esse clima que Cleo recebeu uma moto customizada para ela da clássica marca Harley Davidson, que depois de leiloada terá valor doado para a Casa Arte e Vida, instituição apoiada por Cleo. Um detalhe que faz toda a diferença nesse look é a peça por baixo da t-shirt larga: a manga longa transparente traz refinamento e sensualidade, contrastando bem com as outras peças tão fortes por cima. O cabelo preto, para trás, deixa a combinação ainda mais em evidência e é um penteado muito visto em semanas de moda. Punk, mas clássico como Cleo gosta. E você, conseguiu curtir algum dia de festival? Depois conta pra gente nas redes sociais!

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  • Amazônia: Lugar de disputas

    O final de Agosto foi marcado pelo tema da sustentabilidade e com a volta de um antigo fantasma: o desmatamento na Amazônia. Claro que o tema é infeliz realidade há anos, e que diversas organizações empenham-se cada vez mais na proteção das terras da maior floresta tropical do mundo. O fato é que, com a tentativa do Governo em anular a Renca, Reserva Nacional do Cobre e Associados, para exploração por parte de iniciativa privada fez com que a discussão em torno das terras amazônicas voltassem a estampar as páginas dos principais veículos de comunicação do país. O problema, porém, não tem seu fim. Só no último mês de agosto, como aponta os dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram quase 200 quilômetros quadrados de desmatamento (quando a floresta é completamente derrubada) na área que compreende a Amazônia Legal. Já a área onde as florestas encontram-se degradadas (quando há cortes seletivos de madeira ou focos de incêndio) é de 391 quilômetros, área maior que a de Guarulhos, segunda cidade mais populosa do Estado de São Paulo, perdendo apenas para a capital. Reprodução InternetO desmatamento é a primeira bandeira de luta quando se pensa a preservação das florestas brasileiras, mas há outra forma de aniquilação que pode ser tão agravante quanto: a degradação. Ainda que não seja a derrubada completa das florestas, como o desmatamento, estudo da organização Rede Amazônia Sustentável (RAS) aponta que o impacto da degradação às plantas e animais é tão nocivo quanto, principalmente por não ser de fácil identificação via satélites. A pesquisa, comandada por um grupo de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, analisou o impacto desse tipo de perturbação à biodiversidade de florestas no Pará. O resultado preocupa: na região, os danos às aves, insetos e árvores ocorridos em um ano correspondem ao mesmo dano de 10 anos de desmatamento. “Nós já sabíamos que muitas espécies são perdidas com o desmatamento. A gente tinha uma ideia de que, com a degradação, também há perdas de espécies. A grande novidade do estudo é que agora nós quantificamos o dano que a degradação causa”, diz Joice Ferreira, pesquisadora de ecologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e uma das autoras do estudo, à revista Época. A ameaça por trás desse tipo de dano é que queimadas e poda pontuais de árvores não influenciam a paisagem quando vistas de cima. Apenas mata adentro é possível identificar áreas de degradação, com menores espécies de plantas, árvores que não alcançam total crescimento, além da fuga de espécies de animais: uma ameaça quase invisível que os movimentos lutam por identificar. No site da Rede Amazônia Sustentável é possível acessar todas as pesquisas e projetos do instituto, como a websérie “Slash & Burn”, parte da pesquisa “Dimensões humanas dos incêndios florestais: vinculação da pesquisa e educação ambiental para reduzir os incêndios florestais da Amazônia”. Outros temas preocupam ambientalistas pois contribuem com o desmatamento, como o agronegócio e os garimpos ilegais, que na Terra Yanomami (Roraima) ocupava área de 1,5 quilômetros e movimentava cerca de R$ 32 milhões por mês com extração ilegal de ouro. Uma das iniciativas que contribuem para esse monitoramento é o portal ImazonGeo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. Por ele é possível acompanhar toda a região da Amazônia por satélite, conferir as áreas de proteção ambiental, assim como as terras indígenas, e ainda ter acesso às pesquisas do instituto quanto a desmatamento e atividades ilegais nessas regiões. Confira aqui. O Greenpeace, também, encabeça um Projeto de Lei (Sugestão 34/15), por meio do Wikilegis, uma plataforma da Câmara dos Deputados que permite a participação popular na elaboração de leis. Atualmente, a proposta aguarda parecer do Relator na Comissão de Legislação Participativa (CLP), mas você pode apoiar iniciativa através do portal oficial. Outras campanhas relacionadas às iniciativas de proteção das florestas, da biodiversidade da Amazônia e das reservas e povos indígenas que vivem nessa região estão listadas ao longo das outras matérias que o Site Cleo publicou ao longo desse mês de setembro, nossa pequena contribuição nessa luta. #Todospelamazônia

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  • Primavera ao natural

    Na última sexta-feira, dia 22, comemoramos o equinócio de primavera e demos início à estação que rege o nascimento das flores e frutos. Com muitas cores, odores e beleza, a primavera anuncia também a chegada do calor. Um prato cheio para a moda, que encontra nesse período a oportunidade para trabalhar com texturas e estamparias das mais diversas. Se vestir nesse período não tem muito erro. Basta seguir aos estímulos da própria natureza. Pelo calor, os tecidos leves são os mais indicados. Na estação, a praticidade e conforto são o que norteia as escolhas de moda. Para as cores, segue-se a mesma lógica: em tempos de muita luminosidade como a primavera, tons claros são os mais indicados por não reterem temperatura. Basta observar como no outono e inverno, quando o intuito primeiro do vestuário é se aquecer, tons escuros como preto e marrom são os mais evidentes. Na primavera, aposte na alegria do amarelo, verde e azul, e nas cores das flores. É uma oportunidade pra brincar com toda a beleza das paisagens naturais. Cleo para a TritonAs cores são peça chave na primavera, mas também é possível aproveitar a estação mesmo com tons monocromáticos, como na peça da Triton com Cleo acima. Com o preto e branco, é possível compor um vestuário para a primavera: basta saber trabalhar com os tecidos. Na falta das cores, são eles que vão fazer o link com o período. Nessa época tão florida, o ideal é abraçar os tecidos naturais: linho, algodão e seda. São opções leves, fluidas e confortáveis, e como na composição da Cleo, o divertido que pede a primavera se faz presente nas borboletas que estampam a calça e povoam os jardins que voltam a florescer. A camisa de linho, tão formal e estruturada, tem sua quebra com a amarra abaixo dos seios. As mesmas borboletas no look de Cleo também foram uma das referências da Versace, que apresentou sua coleção de primavera no último dia 22 na semana de moda de Milão. As peças da marca são uma amostra de como a primavera não se resume apenas a estampas de flores, mas a tudo o que é natural. Na primeira combinação (abaixo) as borboletas compõem o look praia do desfile. Já no segundo exemplo, a natureza esteve representada nas conchas do mar: ainda que a estação seja a do nascer das flores, toda a natureza volta a ter vida nessa época do ano, inclusive nos mares. E por que não explorar esse universo? FFWOs dois modelos são exemplo desse abraço total à natureza: borboletas, conchas, estrelas do mar, nas cores mais diversas. Outro ponto que é necessário repensar, também, é a maquiagem, tão importante em uma composição quanto o vestuário. O calor se aproxima e como cuidar da sua pele? Nesse caso, o natural retorna como norte. Os tons nudes, que já dominam as paletas desde o outono, continuam na cartela de cores da nova estação. Mas o que antes era queimado, em direção ao quente do rosa queimado e vermelho escuro, agora busca tons pasteis e mais sutis. Dê preferência aos batons similares aos cores naturais de seus lábios. A ideia é não se enfeitar para chamar atenção, mas para apenas trazer um aspecto saudável: rosa claro, pêssego e o nude são uma opção. AcervoSe as cores estão nos tecidos, o rosto pede leveza. A pele, com leve contorno aos que ainda em tempos quentes não dispensam uma boa maquiagem, pode ser feita com um bronzer claro com iluminador. Mas tudo sem exagero: a ideia é delinear a estrutura óssea apenas com os brilhos do sol e verão. Na boca, tons pêssegos ou apenas um gloss sobre a cor natural dos lábios também já se fazem suficientes. Seja para dia ou noite: o calor que chega pede sutileza: tecidos leves e contrastes moderados. A natureza começa devagar a mostrar suas cores, então tenha calma e também vá adicionando informação aos poucos. E sempre busque observar a natureza à sua volta. Ela vai te trazer ótimas inspirações.

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  • Amazônia: Terra de todos os povos

    No mês de setembro, o Site Cleo tem se dedicado a debater semanalmente sobre a Floresta Amazônica. Na primeira matéria, publicada no Dia da Amazônia (05/09), falamos sobre a Renca, Reserva Nacional do Cobre e Associados, que esteve sob risco de extinção após decreto do Governo no final de Agosto. Ambos os casos, a data comemorativa e o decreto presidencial, estimularam a iniciativa do Site Cleo. Já falamos também sobre a rica diversidade da Floresta, berço da maior biodiversidade tropical do mundo. Agora, na terceira publicação da série, voltamos nosso olhar para outro importante ponto: quem vive nela? De acordo com os dados mais recentes do IBGE (2010), há na Amazônia cerca de 306 mil habitantes indígenas. Este número, porém, não representa a totalidade de índios que vivem hoje na Amazônia, pois exclui aqueles que encontram-se em regiões isoladas, sem contato externo com a sociedade. Segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), acredita-se que existam pelo menos 100 tribos indígenas isoladas nas profundezas brasileiras da floresta amazônica. É na Floresta onde se encontra a maior parte de toda a população indígena brasileira, que segundo a mesma pesquisa chega ao número de 870 mil pessoas em todo o território nacional. Este número, ainda que grande, representa apenas 0,49% de toda a população brasileira. Confira o documento Brasil Indígena. Foto: Survival BrasilOs mais de 300 mil habitantes indígenas da Amazônia dividem-se em pelo menos seis grupos linguísticos: Jê, Tupi, Aruak, Karib, Pano e Tukano. Dentro de cada um desses troncos e famílias desdobram-se diversas etnias. Há, ainda, etnias cujas línguas não são classificadas em troncos ou famílias. Nesses está presente o povo Tikuna, residente no Amazonas, com o maior número de falantes únicos e consequentemente a maior população, com um total de 46 mil. E a diversidade continua quando contabilizamos os diferentes idiomas falados: cerca de 180 línguas. Sendo incontáveis as formas de vida dentro da Amazônia, há várias fontes de estudo que permitem conhecer as tribos e culturas dos índios dessa região. O Instituto Socioambiental é uma referência e produzem um estudo oficial sobre a População Indígena Brasileira. O portal reúne informações de etnias de todo o país, incluindo as que vivem na Amazônia, como do povo Deni, que possui cerca de 1.600 habitantes na parte da Amazônia que cobre o Amapá. Esse povo tem como principal atividade a caça, e por isso vive cerca de 5 anos numa mesma aldeia, quando passam a viajar em busca de lugares com mais oportunidades de caça. A sudoeste da Amazônia estão os povos Nawa, termo que corresponde à autodesignação de muitas sociedades de língua Pano, mas agora reivindicada como identidade oficial de mais de 500 indígenas que habitam o Parque Nacional da Serra do Divisor. Falantes do Karib, os índios Arara já foram considerados extintos nos anos 40, mas hoje somam 400 habitantes no Pará. Ao longo de sua história, tiveram que modificar sua forma de vida devido ao avanço dos homens brancos. Com a construção da rodovia Transamazônica, no início dos anos 70, que passou por cima de aldeias e colheitas, passaram a viver reunidos em locais pontuais. Antes, a característica de sua sociedade eram tribos independentes politicamente, que vivam distantes, e se encontravam apenas para rituais e comercio. Nas terras indígenas do Alto Rio Negro, noroeste Amazônico, estão os Koripako, falantes do Aruak. Com mais de 1.600 habitantes, tal etnia é reconhecida pela produção e comércio de cestos de arumã, uma técnica milenar. Participam ativamente de trocar com outras tribos e estendem-se pela Venezuela e Colômbia. Foto: El PaísFalantes do Tupi, o povo Wajapi é um dos povos que vivem na Amazônia e estieve em pauta nacional recentemente: os Wajãpi vivem em parte dentro da região da Renca. São 6.000 quilômetros, dentro do que conhecemos hoje como Estado do Amapá, que compõem a terra dessa etnia. São cerca de 1.300 índios wajãpi que vivem na região. Metade dessa terra, demarcada apenas em 1996, é tomada pela Renca. A história dessa etnia, porém, é de resistência constante. Como aponta estudo do Instituto Socioambiental, “os últimos 250 anos corresponde à expansão desse povo rumo ao norte, desde sua origem no baixo rio Xingu até sua instalação na área que ocupam hoje”, tendo nos anos 80 eles próprios desenvolvido ações para expulsar exploradores de sua terra. Em contracorrente às extensas invasões e ocupações de terras indígenas ao longo da história, um marco iminente à maioria das etnias que vivem no Brasil, há diversas organizações que se unem em esforços de proteção às culturas milenares que tentam sobreviver na Floresta Amazônica e outras terras ao longo do país. A Articulação dos Povos Indígenas é uma iniciativa de diversas organizações regionais em criar uma teia de atuação a nível nacional, pressionando governos estaduais e federal para temas como saúde, preservação de cultura e a demarcação de terras indígenas. Com a Mobilização Nacional Indígena, produziram a campanha #DemarcaçãoJá. A Survival é a principal organização internacional que atua exclusivamente em prol da proteção da vida indígena a nível mundial. Ela atua com campanhas de proteção a indígenas isolados, conservação indígena e denúncia de roubo de terras. Conheça o trabalho da Survival aqui. O Instituto SocioAmbiental também produz uma série de campanhas e redes de ajuda em prol de diversos temas de proteção à vida indígena, reflorestamento de terras, proteção de águas e incentivo à pesquisa. É deles também a campanha #MenosPreconceitoMaisIndio. A iniciativa é combater o preconceito e sensibilizar para a riqueza da cultura indígena. Algo que precisamos urgente.

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  • A sensualidade das body chains

    A origem da inspiração é indiana, mas a sensualidade é perfeita para uma brasileira: as body chains, ou body jewelleries (jóias de corpo), são peças, feitas geralmente em correntes, pérolas ou pedrarias, que compõem todo o corpo. Uma extensão dos maxi colares, que pesam do pescoço a abaixo dos seios, as body chains (correntes de corpo) cobrem muitas vezes os ombros, contornam as costas, barrigas, e até seguem para as coxas. A tendência, apesar de parecer pesada, é bem sutil e um ponto de contraste para looks simples. Por isso, é uma aposta para trazer sensualidade e personalidade no verão, quando o que se busca é vestir um volume menor de tecido. A moda começou a ser notada ainda em 2012/2014, quando algumas celebridades trouxeram essa inspiração para os palcos. Não demorou muito para que esse tipo de joia passasse a ser explorado pelo mundo da moda. Um desfile memorável foi o da Versace para sua coleção primavera-verão 2014. Foi uma das primeiras grandes grifes a apostarem no acessório, que àquela época ainda era visto de maneira estranha pelo consumidor comum. Foto: Reprodução InternetDe lá pra cá outros nomes começaram a explorar as body jewelleries e a de fato criar em cima dessa tendência, tão diversa no mercado da moda. Ainda que com muitas possibilidades, são nos desfiles de primavera e verão onde tais joias tem mais espaços. Em 2016, Alexander McQueen explorou as body chains em muito de seus looks para a temporada. A excentricidade do acessório foi um complemento ao estilo marcante do estilista, que já vestiu artistas como Lady Gaga. Já para essa mesma temporada em 2017, a tendência continua, como já anunciavam os desfiles focados na primavera e verão desse ano. A grife Philipp Plein apostando no mix de informação das pesadas correntes com estampas, e a minimalista Anne Sophie Madsen apostando no oposto: as body jewelleries de forma sutil com tecidos discretos. As possibilidades são infinitas. Foto: VogueApesar de cada vez mais popular, as joias de corpo foram adotadas por grifes de renome, e hoje é possível encontrar variedades da peça que chegam a 7 mil dólares, como é o caso do modelo da Diana Kordas (à esquerda), em ouro 18 quilates. À direita na parte superior, o modelo da Rosantica chega a quase 2 mil dólares (U$ 1.903) e na direita inferior, a joia da Arme de L’Amour, mais em conta, por 537 dólares. Ainda assim, é possível encontrar releituras em diversas lojas de departamento por um valor popular (e em reais!). Sensuais, refinadas e ainda assim contrastantes, as joias de corpo estão na lista dos acessórios preferidos da Cleo. E vocês, apostarão nas correntes?  

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  • Total White

    Fica fácil compreender o Total White quando associamos a tendência ao clima. É muito comum em tempos frios, como inverno e outono, nos vestirmos com preto, marrom e cinza; tons fechados que nos remetem ao conforto. Mas é na primavera e verão que tons claros, abertos e mais leves compõem o nosso guarda-roupa. Vestir-se completamente de branco, como se resume o Total White, é não só uma tendência estética como uma sábia escolha: o tom não acumula calor como o preto, e por isso nos tempos quentes é uma ótima opção. Quando associados a tecidos leves, não há erro. Outro ponto que muito se alinha ao branco é o da manutenção. Tecidos brancos são mais difíceis para limpar, assim como mais fáceis para sujar. O cuidado é redobrado, mas esse não deve ser um impedimento para cair na tendência. Essa ideia até poderia ser mais grave quando não havíamos métodos de limpeza tão eficientes. Mas hoje, esse medo vai embora com qualquer um dos produtos específicos para o tom que encontramos em praticamente todos os mercados. Rico em detalhes e em diferentes usos, o branco marcou presença na São Paulo Fashion Week, que ocorreu no final de agosto no teatro municipal e em alguns outros pontos da capital. Pensando justamente o clima tropical do nosso país, e o calor que se aproxima com a chegada do final do ano, algumas marcar investiram no Total White em suas coleções. Reprodução InternetA galeria Nara Roesler foi o local do desfile Verão 2018 da Giuliana Romanno. A aposta foi justamente trocar os tons escuros e texturas rígidas, característica presente em mostras anteriores da marca, pelo branco! “Pela primeira vez não usei preto! Foquei em fluidez e leveza. Eu sou do preto, mas estou leve. Por mais que eu seja urbana, moramos no Brasil, tem sol, calor. Queremos leveza”, contou Giuliana ao portal FFW momentos antes do desfile. Também se preparando para o calor, o estilista Amir Slama trouxe o branco para seu desfile de moda praia. Ainda que se permitisse brincar com outras cores leves, o tom esteve presente do começo ao fim. A seda foi o tecido escolhido para garantir a leveza que todos buscamos no verão. Toda a coleção foi pensada no consumidor, e essa foi a proposta do desfile. Encontrar o branco em pontos específicos ao longo dos desfiles não foi o que ocorreu com a Vitorino Campos. A marca colocou o tom em 100% das peças. A apresentação da coleção ocorreu na loja Pair, no bairro dos Jardins, e foi o grande destaque pensando Total White na SPFW. A tendência foi o seu carro chefe. Porém, o tom aparece não só em tons leves de verão, mas em diferentes texturas. Saias, casacos, sapatos e até bolsas. Um prato cheio. Mas como utilizar no dia a dia? Reprodução InternetEnquanto para muitos, as peças que vemos nas passarelas são algo distante do mundo real, o guarda-roupa de Cleo é um exemplo de como adequar as tendências pra diversas ocasiões. Quem não se lembra do vestido de gala usado o tapete vermelho do AFI Life Achievement Award? A atriz estava representando o país no evento, que ocorreu nos Estados Unidos, e a ocasião não pedia menos que um longo de seda com transparência nude. O branco, nesse caso, trouxe leveza, discrição e refinamento. à praticidade do dia a dia. Radical em contraste com o vestido de gala está um look retirado diretamente do Instagram de Cleo. Pronta pra balada, um blusão completamente solto com uma bota de cano longo. Para as noites frias de São Paulo, o tecido pesado é indispensável. A bota é que traz o contraste e personalidade. São dois looks completamente diferentes, mostrando duas potencialidades do Total White. Os outros dois modelos são exemplos de como a cor também está presente em combinações práticas para o dia a dia. Fotografada enquanto fazia compras, Cleo estava com calça e blusa soltas. No Rio de Janeiro, o branco associado a tecidos leves é a combinação ideal, em oposição ao conjunto paulistano. Já o último exemplo é a combinação infalível: um traje coquetel que demonstra a simplicidade e delicadeza do Total White. Relembre o nosso post de Total Black! Clique aqui.

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  • Amazônia: precisamos falar sobre ela

    No dia 23 de agosto de 2017, o presidente em exercício Michel Temer foi autor de mais uma controvérsia de seu governo: a abertura de 47 mil quilômetros quadrados de reserva da Amazônia para exploração da iniciativa privada. A tentativa de extinção da Renca, Reserva Nacional de Cobre e Associadas, chocou ambientalistas, instituições e a imprensa do mundo todo. A área, maior que países como a Dinamarca e que fica entre os estados do Pará e do Amapá, engloba nove áreas protegidas há mais de 30 anos. A tentativa de sua extinção por parte do governo, lida como mais uma manobra para conseguir apoio do congresso e se manter no poder em meio a diversas polêmicas e instabilidades, não teve sucesso imediato: após pressão da sociedade, tal medida foi adiada em 120 dias. O adiamento, porém, deve continuar a ser observado com atenção. No período deve haver a diminuição da pressão por parte da sociedade. Mas devemos utilizar o intervalo para o oposto e nos perguntar: como podemos atuar em defesa da Amazônia? O QUE É A RENCA? A Reserva Nacional de Cobre e Associadas não é uma reserva ambiental, o que quer dizer que sua definição, ainda ao final da ditadura, não tinha como intenção primeira a de preservação do meio ambiente. Sua criação foi uma medida para privar que os mais de 40 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica fossem explorados por empresas privadas. Desde então, qualquer extração econômica de cobre e minerais associados presentes na região tornou-se exclusividade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais. Apesar do surgimento da Renca ter sido uma estratégia política de soberania nacional, há hoje dentro da região sete unidades de proteção ambiental (Estação Ecológica do Jari, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Reserva Biológica de Maicuru, Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Irataputu, Floresta Estadual do Amapá, Floresta Estadual do Paru) além de duas terras indígenas: Waiãpi, com cerca de 870 moradores, e Rio Paru D’Este, com cerca de 244 pessoas. IepéAs nove regiões que compõem a Renca são distribuídas em diferentes níveis de proteção. Três delas (Estação Ecológica do Jari, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Reserva Biológica de Maicuru) estão sob proteção integral. Quatro são as áreas definidas como uso sustentável: Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Irataputu, Floresta Estadual do Amapá e Floresta Estadual do Paru. Nelas, a atividade de mineração só ocorre se prevista no plano de manejo, porém, apenas na Floresta Estadual do Paru é permitida a atividade. As outras permanecem integralmente restritas como aponta o relatório técnico da World Wide Fund for Nature (WWF). REPERCUSSÃO Desde a última semana de agosto, quando o governo assinou o decreto, a extinção da Renca tem sido pauta diária dos principais meios de comunicação brasileiros e do exterior, além de ambientalistas, políticos e celebridades. A modelo Gisele Bundchen foi uma das primeiras a irem a público sobre os perigos da situação. Em sua conta pessoal no Twitter, criticou a medida e chamou seus seguidores a protestarem contra. A repercussão imediata aos posts da modelo, com forte influência internacional, foi suficiente para que o presidente em exercício Michel Temer também recorresse à rede social para falar à população em defesa à extinção. Enquanto Gisele apontava leilão da floresta amazônica, Temer defendia que a região não é “nenhum paraíso”. No cenário político, o senador Randolfe Rodrigues foi um dos primeiros a se movimentar contra a ação do governo ao redigir um projeto que sustasse o decreto presidencial, assim como também fez o Ministério Público Federal (MPF). “Ameaça a diversidade biológica, o ambiente natural, a integridade das unidades de conservação federal e estadual e o modo de vida dos povos indígenas e população tradicional daquela região, tendo em vista os grandes impactos socioambientais decorrentes de atividades minerárias”, reforçou o Ministério em comunicado. Jornais internacionais de peso como o francês Le Monde também se pronunciaram. “Uma verdadeira mina de ouro que acabou entrando nas negociações políticas do presidente para se manter no poder apesar das denúncias de corrupção”, apontou a imprensa francesa. O inglês The Guardian definiu a medida brasileira como o “maior ataque à Amazônia em 50 anos”. RECUO Após grande repressão por parte da sociedade civil, que realizou no dia XX protesto nas principais capitais do país, além de incansáveis debates nas redes sociais, o governo publicou no dia 31 de agosto uma nota que definia como suspensa toda e qualquer continuidade ao procedimento de extinção da Renca. A medida, porém, é provisória e adia a tomada de decisão para somente daqui a 120 dias. Durante o período, o governo buscará dialogar com a sociedade sobre a abertura da reserva para exploração das empresas e defenderá seu pacote de medidas, que desde o começo do ano busca impulsionar o mercado de mineração no país. “No prazo de 120 dias, o Ministério apresentará ao Governo e à sociedade as conclusões desse amplo debate e eventuais medidas de promoção do seu desenvolvimento sustentável, com a garantia de preservação”, diz a nota do Ministério de Minas e Energia. Por mais que o governo defenda que a abertura da Renca para exploração de empresas privadas seja uma abertura mínima que não afetará áreas de proteção ambiental, a preocupação que gira em torno da decisão é seu poder simbólico. “O primeiro sentido da extinção da Renca é um posicionamento político. É um aceno do Governo ao setor da mineração no sentido de indicar que ele vai flexibilizar qualquer barreira que impeça ou dificulte a entrada do setor mineral”, afirmou Luiz Jardim, membro do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, ao jornal El País. A preocupação em torno de qualquer medida referente às terras da Amazônia são legítimas, aponta Adriana Ramos, coordenadora do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental, do Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e secretaria executiva do Fórum Amazônia Sustentável. Em entrevista ao G1, definiu: “A preocupação e a reação que o decreto causou são plenamente justificáveis porque esse governo já reduziu uma Unidade de Conservação com Medida Provisória (a de Jamanxim) e tem feito uma série de concessões à bancada ruralista. O governo está muito mais é pensando em se manter no governo do que qualquer outra coisa. E tem mandado sinais de que, de fato, não vê limites para alcançar o progresso e o desenvolvimento”. Por ora, o debate está só começando e tem quatro meses para aflorar até que o governo volte com a medida de abrir uma região equivalente ao estado do Espirito Santo para empresas privadas. Toda interferência na natureza repercute em terras vizinhas. E toda exploração agride, inibe a fauna local e coloca rios em risco de contaminação. Não é o momento de silenciarmos essas preocupações. Feliz 05 de Setembro, dia da Amazônia.

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  • Total Black

    Que o preto emagrece e é a peça chave para qualquer dúvida na hora de se vestir, todo mundo já sabe. Mas o que o mundo da moda vem provando, desde o clássico vestido usado por Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Buxo, é de que o preto pode ser muito interessante. Claro que a peça assinada pela Givenchy e que se tornou clássica desde o lançamento do filme em 1950 é um vestido simples, mas é justamente na simplicidade da cor que há todo o seu poder. Há quem diga que o preto é peça chave porque é nula, apagada, mas na verdade é nas texturas que o encanto do tom aparece. O preto está presente não só nos momentos de luto ou na monotonia dos paletós, muito bem vindos, por sinal, quando precisamos impor seriedade, mas está presente também no couro dos looks punks com toda a sua raiva e força, e na transparência dos vestidos mais leves e sensuais. E de fato: o preto combina com tudo. Não tem restrição de peso, idade, cor. Não que alguma cor deveria ser específica a alguma dessas categorias, mas o preto é flexível a ponto de se adequar a tudo isso sem qualquer desconforto. Pensando nisso, o preto está presente em todo guarda-roupa e também desfiles de moda. Foto: InternetNa São Paulo Fashion Week, que se iniciou nessa última semana de agosto, a À La Garçonne foi uma das marcas que apostaram na atitude do preto. O vestido com renda e transparência foi um dos destaques do desfile, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo. A peça é uma amostra de como é possível utilizar o preto e as texturas pensando em Verão. Já em Milão, a Prada apostou no preto com um corte clássico para inverno: o sobretudo. Essa foi a mesma escolha de Alexander McQueen para seu desfile de inverno em Paris, ousando, porém, trabalhando com o couro, cinto e ombreiras, garantindo um estilo totalmente rock n roll. Para a Cleo, o preto também é uma das principais cores. Seja para lançamentos, eventos de moda ou qualquer caminhada onde seja clicada por paparazzi, é com o preto que a atriz é vista. No guarda-roupa de Cleo, a cor aparece em combinações refinadas às mais casuais. Confira abaixo algumas combinações. Foto: InternetNo primeiro look, a mistura da blusa levemente transparente com a rigidez da saia de couro garante um contraste refinado, mas ainda de atitude. O segundo total black é básico e confortável. O charme fica por conta da sandália de tiras e do cinto, marcando bem a cintura. A make esfumada em preto também traz atitude à composição. O mesmo conforto está presente no look 4, que traz brilho no casaco: é possível apostar no total black e inserir pontos de luz para trazes vivacidade. O último look é o mais recorrente: Cleo fotografada em locais públicos. Rua, aeroportos ou sets de locação. Cleo sempre está de preto. No exemplo, o tom está nas peças básicas do dia a dia: camiseta e calça skinny. Com a bota, há o conforto e a pegada mais pesada pro look. A jaqueta marrom é a referência militar e mostra que há tons que ficam bons sem quebrar o total black. Inspire-se em algumas combinações que fazem essa mistura com o preto!

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  • A liberdade do corpo

    Em 15 de março de 2017, século 21, Rebecca Gobbi publicou em sua conta no Instagram uma foto de seu mais recente trabalho até então: um desfile na semana de moda de São Paulo. O registro, que mostrava tanto ela quanto o modelo Filipe Hilmann com o peitoral à mostra enquanto caminhavam pela passarela foi deletada antes mesmo de completar 24 horas online. A razão, por mais que já imaginamos, foi comprovada quando, no dia seguinte, a modelo agenciada pela Way Models publicou a foto mais uma vez, agora com apenas seus seios cobertos pela hashtag #FreetheNipples: os seios femininos não podem ser mostrados em público. Ainda que seu colega de profissão, logo atrás, permanecesse sem camisa em ambas as situações, os seios cobertos de Rebecca foram suficientes para manter a foto online ainda hoje, sem restrições. Mas não foi esse o único entrave qual Rebecca se encontrou naquela semana. No dia anterior, quando ocorreu o desfile em questão, a modelo recebeu diversos comentários negativos na internet; não só por desfilar de topless, mas por fazê-lo tendo seios pequenos. Foto: AFP“O fato de eu ter os seios pequenos, não me torna menos mulher ou menos desejada”, desabafou Rebecca em seu perfil no Facebook. O desfile trazia ambos os modelos com a mesma vestimenta, e sem camisa. A ideia era protestar a favor da igualdade entre os gêneros, mas o volume de comentários que ridicularizava o formato do corpo da modelo mostrou como esse debate ainda é pequeno em um país tão sexista. “Ter peitos foi uma coisa dada a mim e aceita por mim querer continuar assim. Se você tem peitos grandes, ame-os. Se você os tem pequenos, ame-os. Amem seus corpos que foram dados a você. Não fique colocando os seus defeitos, de coisas que você não gosta em si próprio, no corpo dos outros. Se livrem desse ódio, desse rancor. Isso faz mal. O que eu amo não é o mesmo que você ama. Aceitem a diversidade. Isso é o que torna o mundo mais interessante. “ – Rebecca Gobbi As polêmicas envolvendo a modelo vão de encontro ao movimento Free the Nipples, campanha que circula principalmente nas redes sociais em uma luta contra os veículos de comunicação que censuram os mamilos femininos. Ainda que obrigada a tampar seus mamilos para ter sua foto na rede social, foi com a palavra de ordem que ela o fez. Como resposta também a tudo isso, a modelo se juntou ao fotógrafo Hudson Rennan e à maquiadora Carol Prada num ensaio espontâneo: “Essas fotos vieram depois de toda essa situação. O perfil dela foi bloqueado, ela foi ridicularizada na rede. Então nos encontramos um dia. Estávamos no estúdio fotografando e nós resolvemos fazer umas fotos pra nós. A nossa intenção era fazer fotos legais pra gente”, contou Carol. Foto: Hudson RennanO trabalho, porém, tomou corpo e o resultado são fotos que evidenciam as linhas de Rebecca com toda a sua força. “Bitch” estampado na face da modelo nos remete a todos os xingamentos que ela recebeu por simplesmente ser quem é. Não é essa a primeira situação em que uma mulher segura de seu corpo e vontades é diminuída. Outros cliques trazem a frase “See you in hell”; um destino igual a todos os que sofrem no julgamento da condenação conservadora-cristã. Condenação, porém, é o oposto do que buscava Hudson, responsável pelos cliques: “Mais do que uma fotografia, a gente queria expressar liberdade. Um tipo de ‘Meu corpo, minhas regras’ A ideia seria escrever no corpo da Rebecca pensamentos, respostas e opiniões do que ela e os outros poderiam pensar ao ver somente a imagem, sem palavras. No geral, queríamos arte, imagens fortes, sem julgamento”. Foto: Hudson RennanCom o trabalho concluído, outro ponto importante foi encontrar um lugar que quisesse publicar o material com a visibilidade merecida. Com a censura nas redes sociais, não era aquele o lugar adequado. “Onde vamos publicar um peito de fora, com frases fortes? É muito difícil alguém comprar essa ideia. A gente se viu preso com um trabalho tão lindo”, contou Carol. Foi quando o Site Cleo surgiu como opção: “A gente acha que o site da Cleo é tão forte quanto ela. Então se quiséssemos mostrar fotos que fizessem um barulho, que fosse no site Cleo. Porque eu penso que essas fotos tem a ver com ela, que é uma mulher de atitude, que faz o que pensa, que não liga para o que os outros vão falar, e que está vivendo e não deixa de ser a Cleo.” – Carol Prada O que ocorreu com Rebecca é apenas um exemplo do que ocorre a muitas mulheres. A degradação disfarçada sob opinião quanto ao corpo da mulher está presente não só na internet, como nas mídias em geral, nos espaços públicos e até dentro de casa nas conversas informais. São as piadas sobre as mulheres gordas, sobre aquelas que tem seios pequenos, a objetificação das que completam todos os requisitos do padrão de beleza brasileiro. São pensamentos que negam às mulheres o simples direito de serem donas de seu corpo. Sobre isso, Rebecca conclui: “Eu acredito que o corpo nu da mulher tem que parar de ser visto como algo sexualmente ofensivo ou ofensivo e sexual. Um assunto a ser muito discutido e ainda com muitos tabus a serem quebrados. Espero um dia chegarmos a igualdade social, racial, cultural e todas as outras.” Foto: Hudson Rennan

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  • Protegido: A liberdade do corpo

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  • A sede de justiça de Ana, o Anjo de Alagoas

    Em 2012, Cleo deu vida a Ana Maria, o Anjo de Alagoas na série As Brasileiras; mais uma personagem pra lista de mulheres fortes interpretadas pela atriz. O 19º episódio da série, que teve direção de Tizuka Yamasaki, conta a história de Ana, uma justiceira que desbrava o sertão alagoano para cumprir suas missões como matadora de aluguel. Sempre acompanhada de sua tia Clotilde (interpretada por Carla Daniel), Ana é conhecida como Anjo de Alagoas, pois veste-se de cangaceira e recebe suas missões em uma igreja, através de um confessionário, na cidade de Piranhas. A trama do episódio se inicia quando Ana recebe a missão de fazer justiça contra José Honório (interpretado por José Rubens Chachá), um poderoso e cruel coronel. (Reprodução internet)Na difícil tarefa de adentrar na região controlada pelo fazendeiro, e trabalhando como rendeira durante o dia para não ser reconhecida, a matadora cruza o caminho de dois capangas, Alma Penada (Julio Adrião) e Zé Sereno (Bruno Gagliasso), afilhado de Honório com quem acaba desenvolvendo uma relação. Ana é uma mulher forte e guerreira. Representa a coragem das mulheres por ser uma justiceira que sozinha luta contra as crueldades do sertão. Para interpretá-la, Cleo precisou fazer aulas para manusear armas de fogo, aulas de equitação e também aprender a renda de bilro, uma das atividades realizadas pela personagem. “Quando o Daniel Filho [diretor geral da série] me falou que era para eu fazer o papel de uma matadora, eu disse que era tudo que eu queria. A Ana tem uma carga dramática muito forte e unir isso ao papel de ação foi perfeito”, contou Cleo ao portal GShow. Confira o Making Of do episódio. Além da missão de acabar com a vida de José Honório, o encontro com o afilhado Zé Sereno, e o relacionamento que passaram a desenvolver, também envolveu o público. Sereno acolheu Ana e sua tia em sua própria casa, ao lado da mansão do Coronel. Dividida entre fazer justiça e concluir sua missão e o afeto que teve pelo rapaz, Ana se encontrou na tarefa mais difícil de sua vida. Ficou com saudades? Confira abaixo nossa galeria de imagens.

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  • Moda e misticismo

    Por mais que pareçam não fazer parte do mesmo universo, a moda e os astros caminham juntos: ambos são formas de nos expressarmos para o mundo. A astrologia, através dos signos e mapa astral, e os estudos esotéricos em geral, no ensina muito sobre nós mesmos. Passamos a compreender cada ponto da nossa personalidade, o que nos possibilita valorizar nossos aspectos positivos e trabalhar os defeitos que todos temos. Parte desse processo reflete diretamente na forma como nos mostramos ao mundo: como vamos nos portar a partir desse conhecimento? Quais aspectos da nossa personalidade queremos destacar? Qual a impressão que queremos passar? A moda entra em auxilio a todas essas questões. O mundo da moda, para além de marcas, produtos e compra, é um universo que age diretamente em nossa autoestima e em nosso eu interior, pois é através dela que criamos nossa imagem e definimos que marca queremos deixar no mundo. É através do nosso exterior que exportamos o nosso mais profundo ser, e para que façamos isso de forma confortável, a astrologia é uma grande ajuda. Já percebeu como em alguns momentos, por mais que estejamos vestidos de forma “correta” para determinada situação, ainda assim não nos sentimos bem? Isso ocorre porque nossa estética não está alinhada com nossa personalidade. Mas como nivelar esses dois mundos? A MODA DOS SIGNOS O zodíaco é uma parte da esfera celeste por onde se movem o Sol, a Lua e todos os outros grandes planetas, e os signos levam o nome das doze constelações que estão nessa linha. O signo de uma pessoa é definindo a partir da posição do Sol no momento do nascimento. Cada um dos 12 signos possui características próprias, e a posição em que se encontram em nosso mapa definem nossa personalidade e a forma como nos entendemos e nos expressamos. A Cleo, por exemplo, nasceu em 2 de outubro e tem o Sol em Libra. Isso faz com que ela tenha em sua personalidade as características desse signo: possui natureza agradável, amorosa e encantadora, além de trabalhar bem com parcerias e sentir necessidade de companheirismo e troca, pois Libra é signo regido pelo planeta Vênus. Relembre o mapa astral da Cleo Na moda, a libriana traz toda a liberdade do signo de ar: a habilidade em combinar diferentes estilos, com influência artística e equilíbrio entre o divertido e o conceitual. É um signo que faz experimentações sem se importar com o que vão pensar. Por ser regida por vênus, também se encanta pelo refinado, simples e sensual. Já o ascendente em Peixes faz com que Cleo mude o estilo de acordo com o emocional: o humor definirá entre o simples e extravagante. E essa sensibilidade aflora o interesse pela moda artística, abstrata e com um quê místico. Na moda, a libriana é uma camaleoa com muito requinte e bom gosto. Confira abaixo algumas combinações que mostram a liberdade do signo de Libra: (Reprodução Internet)Confira abaixo como a moda aparece de acordo com todos os signos do zodíaco: Áries – É o signo mais impulsivo do zodíaco. Decidida, ágil e animada, a pessoa de Áries tem como principal item de moda a praticidade: peças fáceis de usar, que não a prendam ou exijam muito trabalho. A moda para a ariana é simples, mas cheia de atitude. Touro – Touro é um signo que opta pelo conforto: peças que vestem bem e cumprem sua função é a primeira opção. Nada de muitos detalhes; vá sempre pelo clássico. Porém, nada desleixado. Touro é regido por Vênus, e faz com que as pessoas desse signo prezem por peças de boa qualidade, que sejam prazerosas de vestir e valorizem sua sensualidade. Gêmeos – Por ser o signo da comunicação, da troca de informações e até opiniões, as pessoas de gêmeos optam por um estilo que possa se adaptar em diversos ambientes: não quer perder tempo tendo que trocar muito de roupa para cada ocasião. Sua intensa atividade faz com que geminianas sejam pessoas joviais. Roupas alegres e despojadas também chamam sua atenção. Câncer – A canceriana sente-se confortável no clássico e na feminilidade. Sentimental, a moda para câncer é pura arte e poesia: gosta que seu estilo seja leve, confortável e sereno. Chamar muito a atenção não é sua prioridade na hora de se vestir. Leão – Querer o centro das atenções é uma característica de leão que muitos não compreendem, mas na moda é fundamental. O que guia a leonina é a inovação, contraste e o high fashion. As leoninas têm como prioridade agradar seus admiradores e o deslumbre do mundo da moda é seu habitat natural. Virgem – O signo mais impecável do zodíaco. O tradicional, alinhado e estruturado é foco das pessoas virginianas. Peças que possuem uma boa estrutura, tecidos de qualidade e acabamento perfeito agrada este signo. Para virgem, moda não é brincadeira. Escorpião – O sex appeal é um dos pontos altos das escorpianas. Roupas que destacam as curvas, valorizem a sensualidade, e que sejam extremamente refinadas são as peças que compõem a moda deste signo. O mistério, brincadeira com texturas e transparências são qualidades nas escolhas da escorpiana. Sagitário – A sagitariana é despojada e divertida, e adora brincar com a moda. Misturar estilos, texturas e culturas são pontos fortes na hora de escolher as peças. É um signo que adora aventuras, e não gosta de se ver preso em um só molde. Para quem é de Sagitário, a moda é um bom espaço para ousadia. Capricórnio – Regida por Saturno, pessoas de Capricórnio são atraídas pelo tradicional. São pessoas que gostam do controle, e por isso peças impecáveis e de poucos detalhes agradam. Podem expressar muita seriedade, e para isso a dica principal é se permitir abraçar as curvas de seu próprio corpo e brincar um pouco com a moda. Aquário – Pessoas de aquário tem extrema atração pelo que é inusitado, pelo que instiga e cria curiosidade. O mais inovativo dos signos, aquarianas sempre um passo à frente a aquariana na moda. Assimetria, cores e modernidade são o principal que pessoas de Aquário se identificam em uma tendência. A moda para aquário é um leque de possibilidades. Peixes – Signo mais sonhador do zodíaco, as piscianas se atraem pela arte, criatividade e romantismo. Roupas leves e divertidas agradam as pessoas desse signo. Cores, transparências e estampas também são detalhes que compõem a moda de Peixes. Para quem é desse signo, a moda está no mesmo universo lúdico dos contos de fada.

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  • Francis contra o crime e o machismo

    A primeira imagem associada às mulheres é a de beleza, feminilidade e sensualidade: Cléo não perdeu nada disso para dar vida a Francis, policial de um intenso batalhão no longa Operações Especiais, lançado em 2015. Sua personagem, além de bela, educada e, a princípio, delicada, mostra-se uma policial durona, forte e corajosa ao longo da trama, que conta a história de um grupo de policiais enviados a uma fictícia cidade no interior do Rio de Janeiro para combater o crime local. Reprodução: InternetFrancis trabalhava na recepção de um hotel quando sofreu um assalto a mão armada. Com alguns problemas pessoais e após o trauma vivido, decide prestar um concurso para a polícia. Aprovada, o drama de Francis se intensifica quando ela é chamada para uma operação especial no interior do estado, mesmo sem treinamento adequado. O grupo é enviado para São Judas do Livramento, cidade invadida por bandidos que fugiram durante a ocupação do Complexo do Alemão. A partir desse momento, a personagem se vê diante dois problemas: superar os próprios medos para sobreviver na força-tarefa e lidar com o machismo de colegas de trabalho, que não reconhecem a capacidade de uma mulher para o cargo. O filme traz uma importante reflexão sobre a posição das mulheres na sociedade, e a personagem de Cleo é uma demonstração clara da capacidade feminina em qualquer profissão. A história de Francis, inclusive, foi escrita para ser apenas uma participação especial a pedido da própria Cleo, mas traz um debate tão necessário que tornou-se trama central. Confira abaixo comentários da equipe sobre a produção: Apesar de apaixonada por armas, Cleo passou por uma intensa preparação física para dar vida a Francis. Foram duas semanas de acompanhamento com policiais da Academia de Polícia Civíl (Acadepol), além de treinamento de tiro e aula de invasão e progressão. “A parte física exigiu muito de nós. Eu já tinha atirado antes, mas fiz aula de tiro pela primeira vez para o filme”, contou em entrevista ao Diário de Pernambuco. Confira abaixo como foi essa preparação: Impactante e envolvente, a história de Francis é o que conduz a trama de Operações Especiais, e adiciona ao enredo de justiça, honestidade e luta contra o crime a história de uma mulher ocupando o papel protagonista em um filme de ação. Ao longo do filme é possível observar seu amadurecimento enquanto policial, e sua luta enquanto mulher contra todo o machismo que recebe dentro da profissão. Ela caminha de uma personagem com medo para uma mulher corajosa, e essa superação é a principal mensagem de Francis: mostrar a força que todas as mulheres têm para seguir com seus ideais, mesmo com todo o preconceito e dificuldade. Francis é exemplo de garra.

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  • Mulher-lobo: O poder do feminino selvagem

    “Os lobos e as mulheres têm certas características psíquicas em comum”, afirma a psicanalista junguiana Clarissa Pinkola Estes em seu clássico “Mulheres que correm com os lobos”. O livro, publicado em 1992, tornou-se referência em estudos femininos por abordar como a figura das mulheres vem sendo suprimida em uma sociedade cada vez mais racional, castradora e patriarcal. Através de mitos e contos, a autora aborda como a mulher foi domesticada ao longo dos anos até o perfil que temos hoje: mulheres que não podem expressar seus sentimentos, sua sexualidade e até mesmo opiniões sem serem discriminadas. A associação com a figura dos lobos dá-se pelo fato de serem as mulheres seres dotados de extrema intuição, sensualidade, instinto protetor com seus filhotes e sua família/matilha, capacidade de adaptação em diferentes circunstâncias e intensa coragem e resistência. “No entanto, as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores”, pontua Clarissa. A MULHER-SELVAGEM Compreender o sentido de uma mulher-selvagem, portanto, requer nos despirmos de qualquer conceituação moderna de como as mulheres deveriam agir, pensar e ser; conceituações essas que nada mais são do que uma padronização do que seria o feminino. O ser selvagem, que automaticamente é interpretado negativamente enquanto animalesco, irracional e perigoso, nada mais é do que um ser completamente livre em sua natureza. Um ser que não segue uma formatação instituída pelo homem, mas segue seu instinto animal. “Ela é uma loba livre cuja paixão é maior do que seus demônios”. (Ilustração de Thais Helena)Todos as mulheres e homens são seres animais. Por mais que aprendamos como nos portarmos em uma “sociedade civilizada”, todos temos intuição, instinto, reação. Mas somos ensinados desde a infância a ignorarmos tudo isso. A busca pela mulher-selvagem, portanto, nada mais é do que uma busca pelo próprio eu, mas um eu adormecido, aprisionado, domado. Uma busca para se compreender não como alguém que tem um papel na sociedade (porque, de fato, estamos todos atuando quando seguimos um roteiro de como ser e agir), mas enquanto alguém que originalmente é um ser da natureza. “O termo selvagem, neste contexto, não é usado em seu atual sentido pejorativo, de algo fora do controle, mas, em seu sentido original, de viver uma vida natural, uma vida em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis. Essas palavras, MULHER e SELVAGEM, fazem com que as mulheres lembrem de quem são e do que representam. Elas criam uma imagem para descrever a força que sustenta todas as fêmeas. Elas encarnam uma força sem a qual as mulheres não podem viver.” (trecho de Mulheres que Correm com os Lobos) O SAGRADO FEMININO Desde muito antes do cristianismo com seu pai, filho e espírito santo, era a mulher o símbolo maior cultuado entre os povos. A mulher que gera vida, que amamenta e protege seus filhotes de qualquer ameaça. A mulher cíclica que sangra há cada 28 dias, assim como a lua que leva o mesmo período para sua transformação. São diversos os mistérios que envolvem a figura feminina, razão essa para serem mulheres as deusas da antiguidade. Muitos desses mistérios não são exclusivos aos antigos, mas estão presentes nas mulheres ainda hoje. A reconexão com a mulher-selvagem é também uma reconexão com a sacralidade do feminino e com o real poder do ser mulher. E essa busca surge com os círculos de sagrado feminino: a união de amigas, irmãs e companheiras para voltarem a se enxergar enquanto deusas, uma figura sagrada. Todas as mulheres crescem sendo oprimidas: definidas como descontroladas durante o período menstrual; como ofensivas quando expressam sua sensualidade; como loucas quando demonstram raiva. Mas são todas essas expressões naturais. A mulher-selvagem é a mulher que encontra em tudo isso formas de prazer e orgulho. Pois todas têm dentro de si esse poder, basta permitir deixar sua mulher-lobo interior agir.

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  • A gincana emocional de Tati

    Tati, a personagem de Cleo na franquia Qualquer Gato Vira-Lata (2011/2015) é uma de suas personagens mais alegre e diferente. Os papéis densos fazem parte de sua carreira, e com Tati a comédia pode vir à tona. Era 2011 quando estreou nos cinemas nacionais o primeiro filme. Nele era acompanhado o triângulo amoroso vivido pela personagem entre Marcelo (Dudu Azevedo) e Conrado, vivido por Malvino Salvador, que já foi par de Cleo algumas vezes. Após ser abandonada pelo namorado (Marcelo), pede ajuda ao professor de biologia da universidade em que estuda- Conrado. Ele por sua vez vira seu terapeuta comportamental para que ela possa reconquistar o ex. Reprodução da InternetComo uma boa comédia romântica aos moldes norte-americanos, o tiro sai pela culatra e Conrado se apaixona por Tati. E não para por aí, a ex-mulher dele é vizinha do ex-namorado de Tati, e se diz apaixonada por ele. Que confusão! E que se complica mais ainda quando Tati tem que decidir com qual dos dois quer ficar, pois percebendo o interesse do professor por ela, Marcelo retoma as investidas. O clima leve do filme, cômico, garante diversão do início ao fim. Cleo dá a personagem nuances nem tão sutis, o que fazem dela uma mulher nervosa, ciumenta, vivendo uma gincana emocional, como a própria Cleo definiu em entrevistas de lançamento do filme. Casar ou não casar, eis a questão? No segundo filme Tati aparece mais madura, mulher, dona de suas ações e resolve pedir Conrado, seu namorado em casamento. Perfeito, né? Só que não, pois ele fica tenso com a proposta e nega. Daí em diante já viu, do jeito que ela é, cheia de atitude, resolve se vingar do namorado e “ex futuro marido”, isso tudo durante uma viagem a Cancún no México. E como tudo sempre pode ficar ainda melhor, Dudu aparece por lá a fim de reconquistar a ex. Tem também a ex mulher Conrado que está palestrando na cidade, enfim, muita coisa para desenrolar essa história e deixar Tati ainda muito mais nervosa. Mas como tudo que é romance, o final é feliz. “Eu me identifico com a Tati, ela tem um lado meu, óbvio, que perde o controle total emocional, e que tem vontade de entrar no banheiro, pôr o travesseiro na boca e gritar, e ela faz isso em público, olha que liberdade! A gente se divertiu muito fazendo”, Cleo em entrevista ao G1 em depoimento sobre o filme. Uma das cenas ápices do filme é quando o pai de Tati, interpretado por Fábio Júnior, pai de Cleo, aparece para conversar com a filha sobre a vida e a relação deles. Um dos momentos mais emocionantes da obra.

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  • She-wolf: Conheça a arte de Thaís Helena

    Natural de São Paulo, Thaís Helena Guidolin M. Ouzounian tinha 30 anos quando deixou o Brasil para viver na Califórnia. Advogada, mudou-se para São Francisco para viver com seu então marido, a quem conheceu no aeroporto e hoje divide uma família. No outono norte-americano encontrou nas características folhas caídas a inspiração para um projeto artístico que hoje, três anos depois, já esteve presente em exposições pela Califórnia e compõe o acervo permanente da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A artista chegou ao site Cleo através do trabalho Work of Art, uma representação da força e liberdade feminina através da face de Cleo. A ARTE DE THAÍS Após anos vivendo nos Estados Unidos, Thaís, que nesse período optou por dedicar-se à criação dos dois filhos, passou a buscar uma nova ocupação. “Eu acredito que fui guiada a esse caminho”, ela diz quando conta sobre o start de seu desenvolvimento artístico: caminhava com os filhos por um parque de São Francisco quando viu nas folhas que caiam inspiração e oportunidade para criar. Recolheu aquelas folhas, deixou secar, e aplicou em uma tela de pintura junto a tintas, texturas e a partir daí passou a criar a sua marca enquanto artista. O trabalho de Thaís é caracterizado por enorme influência das folhagens secas e as cores que envolvem o outono: “Sempre fui apaixonada por essa época do ano. Em outubro é uma explosão de vermelho, laranja e dourado inebriante”. Junto às cores, texturas e formas que surgem, a artista inclui a cada obra uma poesia. Algumas vezes, ela conta, a inspiração visual surge após a leitura de um livro. Em outras, só após a imagem ela busca um escrito que a complemente. Não há regras: “Eu tenho tanta coisa para mostrar, para falar, que não consigo definir um estilo. Do jeito que a ideia vem eu preciso colocar no papel. É um leque aberto”. A LIGAÇÃO COM CLEO Mesmo fora do país, Thais mantém a leitura de jornais e revistas nacionais como forma de lembrar de casa. Em uma dessas leituras, conta, viu um artigo sobre a Cleo que lhe chamou atenção “pela postura forte e exuberante, imponente”. Tratava-se de uma chamada para um vídeo-campanha do Lado C (relembre aqui). Mesmo sem participar da campanha, foi nesse momento que pensou na oportunidade de entrar em contato. A identificação, porém, vem de muito antes. “Acredito que minhas imagens se identificam com a Cléo não apenas pelos elementos naturais, mas pela força, pela independência, pelo magnetismo feminino que animam minhas figuras de mulher. A Cleo é uma menina linda que carrega dentro de si esta força visceral que me é familiar e propulsora de meus trabalhos. Um prazer retratá-la.” O livro “Mulheres que correm com os lobos”, de Clarissa Pinkola Estes foi a primeira inspiração para a obra com a face de Cleo. Para Thaís, a figura da mulher-felina é a simbologia de toda a sensualidade e mistério do feminino, e conta que vê em Cleo esse poder latente. Para a arte-homenagem, conta que buscava mais do que a beleza: queria expressar força. Utilizou uma foto de Daryan Dornelles, pois mostra esse olhar e postura. A artista incluiu também uma carta onde discorre sobre essa relação. Leia abaixo: “A tecnologia, que por vezes pode nos desconectar da plenitude da vivência do momento, tem também o delicado condão de fazer deste mundão um mundo, de fato, pequeno, de ligar pessoas próximas em afinidade mas separadas pela poeira da distância. Cleo e eu nunca estivemos juntas mas por uma relação que se iniciou online podemos hoje dar vida a um trabalho artístico resultado deste encontro que `as vezes existe entre pessoas que, de fato, nunca se encontraram. Daqui da dourada Califórnia observo essa menina-mulher, essa gata-leoa que percorre os caminhos da vida a vivendo em abundância. A força interior, a independência, o pulsar pela vida, o carisma, e o mistério me são temas caros. Adoro observar, sentir e trazer isto à baila nas mulheres que retrato. A despeito de como somos na superfície, no invólucro que nos cobre, a mim o grande barato é buscar revelar parte do âmago, da faísca linda que queima dentro de cada uma de nós. Sob a superfície da pele lisa desta mulher habitam a calmaria e a tempestade, o porto seguro e o abismo. Misto de fêmea e loba o seu bailar sobre os palcos de lua cheia da vida é um convite à vida. Um enigma que, mais do que ser decifrado evoca ser contemplado, sorvido, plasmado. Afinal, como já disse Manuel de Barros, poesia não é para entender, é para incorporar. Oxalá seja Cléo, aqui traduzida pelas cores, formas, palavras e lírios selvagens de minha arte poética, oxalá seja tudo isto este convite a cada um de vocês. Namaste.” RECONHECIMENTO Nos três anos desde a inspiração com as folhas do parque, o trabalho de Thaís Helena ganhou seu espaço na região de São Francisco e esteve presente em galerias locais. “Sou muito grata, pois 3 anos é muito pouco, é um bebê”, ela pontua. Um marco no reconhecimento da artista é a obra Most Beautiful Children Of Earth (As mais belas crianças da Terra), desenvolvida em 2015 e que hoje está em Nova York, no acervo da ONU. A peça, uma árvore cujo tronco é um casal e as folhas são rostos de crianças, foi desenvolvida em homenagem ao aniversário de 70 anos da organização, que realizou em São Francisco um evento com o tema “diversidade e diálogo”. Obra foi presente ao vice-secretário da ONU Jan Eliasson. (Cortesia Thais Helena Studio)“O homem representa a diversidade, e a mulher o diálogo. Da união entre esses ‘países’ surge a harmonia próspera, e os frutos são as crianças de toda parte da Terra, retratadas florescendo entre os galhos da árvore”, explica ela. O convite para a produção veio através de um dos membros da delegação do evento, como presente ao até então vice-secretário-geral Jan Eliasson. Apesar do breve período desde que iniciou suas produções, Thais conta que há três anos foi somente o início da materialização, mas que sempre viu o mundo através das lentes da arte e da poesia: “O meu respiro sempre foi artístico”. Confira outros trabalhos da artista abaixo: Acesse o site, Twitter, Instagram, e Facebook de Thais Helena.

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  • A volta dos 90: Moletom

    Moletom é uma peça que praticamente todos têm no armário. Confortável, barato e de fácil acesso, a peça voltou com tudo para as passarelas nesse outono para provar que é possível se vestir bem e brincar com a moda sem precisar ir muito longe do que o próprio guarda-roupa. A volta dos anos 90 e sua influência grunge na moda é o grande motivo para o trend com o moletom, o jeans, a flanela e outras peças que marcaram a década. A mistura desses tecidos pesados com releitura sofisticada é algo que muitas grifes trazem à tona nos últimos anos e se mantém nesse outono inverno. Essa nova relação com os produtos simples é também reflexo de um movimento que há cerca de 4 anos ganhou espaço no mundo na moda chamado normcore. A tendência é justamente o resgate de peças esportivas e sua inclusão na alta costura. Quase que como uma antimoda, o movimento trouxe um novo olhar, e essas peças saíram das quadras. O boom do moletom, que hoje estampa não só casacos, como bolsas, sapatos e até vestidos, demonstra como o material é versátil. Já no inverno de 2014 a brasileira Triton trouxe o tecido alinhado à alfaiataria na coleção assinada por Karen Fuke e Igor de Barros. Em 2015 foi a vez da britânica Ashish levar o moletom para as passarelas da London Fashion Week em seu desfile de primavera. Dessa vez junto de muitas estampas e aplicações, ponto forte da marca. E no ano seguinte a Gucci levou para Milão a mescla do tecido com a alta costura e mostrou como esse contraste pode funcionar muito bem. Confira: Foto: Reprodução/PinterestDepois das passarelas, a peça tomou as ruas nas mais diferentes misturas. A ideia é ousar para dar um up: com blazer é possível criar um visual refinado sem abrir mão do conforto; hoje também é possível encontrar blazers produzidos no próprio moletom, unindo a estética à praticidade, e os acessórios também são aliados na hora de combinar. Deixe fluir a criatividade sem medo de transitar entre o que é refinado e o que é considerado esporte. Vamos às dicas. Foto Cleo: Acervo1. No look da Cleo, o contraste se dá na textura das peças: a calça legging junto ao moletom funcionam muito bem e trazem conforto. Por cima, o blazer e a bota de cano longo trazem o refinamento que faz da combinação um conjunto possível para diversos ambientes.2. A segunda opção é o conforto com a calça de moletom, principal aliada nos dias de inverno. E não há problema nisso!3. O terceiro look traz a ousadia. A união do blusão de moletom com a bolsa é o maior dos contrastes, principalmente aliada à bota de cano longo, que traz sensualidade. Foto Cleo: AcervoE na hora da foto no espelho, não tenha receio na horas das combinações: nos três looks da Cleo, a meia com a bota são o ponto forte. Trazem conforto e refinamento. O moletom quebra a seriedade por ser despojado, mas ainda compõem um belo look quando junto de jaqueta, bolsas e acessórios. Inspire-se em mais combinações: Foto Cleo: AcervoClique e adquira seu óculos da linha Monkey in the Box + CLEO agora

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  • Dançar é original, e natural!

    Por: Patricia Passo Quando digo original faço referência à origem, à Gênesis humana mesmo. O nosso dia a dia é que é antinatural. Sedentarismo e estresse endurecem corpo e espírito. Expressar-se através do movimento e experimentar física e metafísica conecta a gente com nossas raízes, nossa ancestralidade. Essa dança é muito especial porque está baseada em movimentos circulares, espirais e infinitos. Estas formas geométricas são símbolos da criação. Os movimentos concêntricos são orgânicos remetendo o corpo a sua formação primária. “Expressar, e flexibilizar são ações imperativas a para uma melhor qualidade de vida. Essa dança te dá ferramentas para isso”, Patricia. Praticar a flexibilidade no corpo e na mente. Os movimentos ondulares são extremamente sensuais, porque estão em harmonia com as nossas curvas naturais. É muito verdadeiro e a verdade é sensual. Porque a nossa natureza é sexual. Como estamos falando de criação, Gênesis e Orgânico é para todos, por todos e com todos. Eu dou aula para criança, adultos, terceira idade, homens e mulheres. Nossas células são redondas e pulsáteis. Da pra entender então como é profundo ondular e pulsar com todo o seu corpo? É fundamental para restabelecer um diálogo saudável com a nossa funcionalidade biológica. As danças circulares sempre foram realizadas em todas as culturas para celebrar e vibrar. Imagina ter o conhecimento de ondular o próprio corpo. Nessa dança aprendemos a mexer o corpo por dentro. As culturas orientais mapearam nosso corpo interno, dividido em canais. Nessa dança aprendemos a desobstruir estes canais. Isso é muito poderoso porque cria um vínculo do homem com a sua anatomia. Fragmentamos muito o conhecimento. Aqui não é assim. Aprendemos a expressar desde a verdade do corpo. E essa verdade é biológica. Quando dançamos, nos moldamos psicofisicente. Desde esse lugar se experimenta uma profunda liberdade. Acredito que é essa relação de liberdade dos nossos instintos e desejos que a Cleo sente e fala. O que acontece com esse trabalho e que é uma proposta unificadora e harmônica. Experimentei os movimentos no meu corpo, não só como uma atividade física mas como uma forma de colocar filosofia em prática. Nossa educação segmenta o conhecimento. É importante entender que tudo o que acontece no seu corpo também está acontecendo na sua psique e vice-versa. Também é importante entender que masculino e feminino são duas caras da mesma moeda. Estamos falando da dimensão de ser. Que deve unificar. Cleo, Patricia e o entendimento da dança A Cleo entende isso e bota em prática na vida dela o tempo todo. Ela sabe ser absolutamente feminina, e conhece, e se apropria do seu masculino. Essa é a dança. Desde o começo do processo quis entender os símbolos da história, entender filosofia quando praticava os infinitos no corpo dela. Por isso ela é tão enigmática e sedutora. Porque quando o todo está unificado, fica autêntico, natural e brilha! Por exemplo, no texto sobre das deusas e bruxas falamos sobre esse aspecto andrógino da mulher. Sim, a capacidade de transmutar de renascer da serpente, a liberdade do pássaro. A natureza cíclica da lua. Estes aspectos multifacetados nos alertam para como muitas vezes socialmente ser mulher tem conotações reducionistas. Gosto da forma com que a Cleo evidencia isso. Ela se expõe para propor liberdade. “Nosso projeto é esse. A dança e esse conhecimento ancestral é um veículo para despertar essa aprendizagem. Acho que temos muito que descobrir, porque a cada dia que descubro um lugar novo no meu corpo, também descubro na minha mente. Queremos oferecer essa possibilidade ao maior número de gentes”, Patricia Passo. A dança é um a linguagem universal apesar das peculiaridades étnicas. Quando você vai fundo percebe que os princípios são os mesmos nas diversas culturas. Então você não precisa ser oriental para entender, vivenciar e se expressar através dessa dança. Sexualidade tabu é abuso de poder, castração e dominação. Nossa natureza é sexual. Na nossa sociedade essa representação toma forma em condutas machistas. Quando falamos de machismo, falamos de desequilíbrio e desarmonia, não de um confronto homem mulher. Até porque, o machismo também está dentro de nós (isso não justifica condutas violentas contra as mulheres). Existe muita coisa que podemos fazer dentro de nós para as coisas mudarem. Então empoderar-se e resolver essa questão internamente. Entrar em contato com a nossa sexualidade é uma forma de atuar em busca desse equilíbrio. Empoderar-se e encontrar o masculino e o feminino que existe dentro de cada uma de nós. O mundo que a gente quer viver, começa no nosso mundo interno. A Cleo se expõe para mostrar para muitas mulheres que é possível.

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  • Entre dois amores

    Um triângulo amoroso, uma caçada, um diagnóstico de bipolaridade, essa era um pouco da história de Kátia vivida por Cleo na série O Caçador (2014) que foi ao ar na TV Globo. A produção contava sobre André (Cauã Reymond) que após três anos preso saía da penitenciária pra provar sua inocência. Ele integrara a Divisão Antissequestro da Polícia Civil, queria mostrar para a família, que lhe virou as costas, que era íntegro e não cometera crime algum. Quem o ajuda é o delegado Lopes, vivido por Ailton Graça, dando um emprego como investigador, um caçador de recompensas. A situação se complica com a chegada de sua cunhada Kátia por quem nutre uma paixão, deixando o marido dela e seu irmão, Alexandre (Alejandro Claveaux) furioso. Com isso, Alexandre, usa o cargo de delegado para perseguir e prejudicar o irmão André, a quem culpa pela morte do pai. No início desse mês a série estreou em Honduras pelo canal VTV. O nome traduzido para espanhol foi mantido como – El Cazador. Personagens com transtornos de personalidade Cleo tem tido a oportunidade por meio do trabalho, de tocar em temas importantes, e especiais, com suas personagens. Com Kátia o assunto foi o diagnóstico de bipolaridade da personagem. Pessoas que sofrem com essa doença tem picos de depressão seguidos de picos de euforia, entre outras características mais profundas. A angústia de quem é bipolar é de conseguir se mantar no meio do caminho, sem cair para os extremos. Outra personagem que também tinha um diagnóstico difícil era Tamara, com transtorno de Borderline, outro grave transtorno de personalidade que foi exposto na novela Haja Coração (2016) Essas personagens com questões mais fortes encorajam muitas pessoas a buscar o diagnóstico certo e ir em busca de ajuda para melhor qualidade de vida.

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  • Moda e afetividade

    As novas formas de consumir moda tem proporcionado experiências únicas, e é focado nisso que as marcas vem buscando a troca sensível entre seus produtos e o afeto. Isso mesmo, afeto, as roupas e objetos de moda deixaram de ser somente algo de estilo e passaram a ter importância sentimental. Essa nova onda vem com a nova forma dos consumidores, mais engajados, objetivos no que buscam, prezando por qualidade e responsabilidade social. Essa característica traz ao consumo um novo viés, a do objeto como algo repleto de memória e sentimento, dando o tom simbólico e criando laços pessoais. Atitudes como o Projeto TROCA AMOR vão de encontro a nova forma de entender e consumir moda. A afetividade expressa por meio de frases Marca Soleah em parceria com Fabrício MoroziniO consumo consciente onde se compra menos, procura-se mais qualidade e se investe em coisas que tenham um apelo sentimental tá aí, mesmo que muitas pessoas desacreditem desse novo modo de consumir moda. O mundo avança em meio ao caos geral e a construção de novos modelos de organização social influenciam no processo da moda. Essa tendência de olhar pra moda como uma forma de colecionar bons momentos pode ser vista na campanha de diversas marcas que entenderam o quão importante para as novas gerações de consumidores esse link com o passado. Por isso junto das criações das grandes grifes e comércio de moda popular, vem crescendo a busca por brechós e roupas vintage. A ideia de memória, simbologia de uma época, relação com bons momentos e enlaces afetivos está diretamente ligado às peças antigas, com história, com memória. Clique e confira alguns brechós incríveis em SP A troca de objetos afetivos, sejam roupas ou acessórios tem crescido, páginas de troca surgindo diariamente na internet. Muitas vezes aquele objeto que você não quer mais, para o outro é algo simbólico, que trará muito afeto no uso, ou até mesmo durante a troca, dependendo de quem, que história traz, e de onde vem o objeto. Afeto além da moda Indo além do universo fashion, a ressignificação da forma de consumir acessa nuances interessantes. Não somente roupas e acessórios, mas também suvenires, objetos afetivos especiais, entram nessa pegada. Cada um traz pra si o que é interessante pra compor seu universo único, pessoal, cheio de afeto e simbologia própria. Esse encontro é intermediado por objetos que ganham status quase mágico, sejam óculos, vestidos, amuletos, objetos decorativos, anéis e muitas outras coisas. Eles simbolizam a união. As grandes marcas entenderam isso e têm trazido essa característica para coleções, seja em bordados, patchworks, roupas casulo, corações, coisas que parecem herdadas ou até mesmo garimpadas. Imagem da loja à La Garçonne, uma mistura de antiquário com modaDas passarelas para o dia a dia, as casas tomam espaço importante, como um santuário, passasse a dar valor as coisas que seriam descartados, a exemplo de fotos antigas, objetos de uso doméstico, até mesmo utensílios de cozinha. Esses vínculos tendem a crescer como nova característica social, proveniente da nova forma de consumir advinda das gerações atuais, que mais abertos a troca unem ao vínculo familiar a ideia de comunidades unidas em valores e crenças. Isso mesmo com as tecnologias avançadas; a individualização inicia sua perda de espaço para essa “nova forma de afetividade”. Pois o sentimento de se conectar com alguém, com alguma ideia, de estabelecer uma comunicação real é uma das forças mais poderosas entre os seres humanos.

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  • A Dança Oriental Terapêutica

    A dança, desde suas origens, é uma atividade psicofísica. O homem antigo percebeu os efeitos catárticos da prática corporal e a utilizou como fonte de comunicação, criação e sem dúvida, de expressão de seus sentimentos mais profundos. Descobriu em suas próprias sensações a partir do exercício desta atividade, que corpo, mente e espírito sempre estiveram unidos desde o início. O entendimento de que o corpo podia ser utilizado como instrumento para conectar-se consigo mesmo; e de que a repetição da atividade corporal com o propósito expressivo o aproximaria dos seus ancestrais eram evidentes. Tanto é assim, que ao estudar a mitologia da criação das antigas civilizações ancestrais encontramos menções a dança como a primeira manifestação, o princípio de concepção da vida. Depois de anos de docência na Dança Oriental Fusion, a Escola Patricia Passo desenvolveu o seu próprio método de Dança Oriental Terapêutica (DOT). O objetivo da Dança Oriental Terapêutica é ser uma ferramenta de voltar para si mesmo. Os movimentos internos, característicos desta prática, ajudam a estimular este reencontro. A técnica deste método DOT, a diferencia de outras modalidades de danças terapêuticas, por basear-se em um amplo estudo do corpo humano, não só desde sua anatomia mais também desde sua geometria, seus centros vitais, suas dimensões, seus alinhamentos e equilíbrios. Acreditamos que a harmonia corporal e o desenvolvimento da consciência do corpo atuam diretamente em nosso bem-estar psicofísico. Por isto, esta prática aumenta nossa capacidade perceptiva, nossa consciência corporal, nossa força vital e permite que nos expressemos cada vez com maior liberdade e verdade. Os pilares básicos do método DOT Alinhamento corporal e energético Estudo e percepção de nossa estrutura corporal Desenvolvimento da consciência corporal Estudos das dimensões corporais e nossos corpos sutis Práticas das espirais pélvicas e escapulares, assim como sua conexão com as espirais ascendentes e descendentes. Toques e manipulações dinâmicas para redirecionar obstruções nos canais corporais. Relação dos centros energéticos do corpo com nossos estados psíquicos. Entrar em contato e perceber os padrões corporais adquiridos. Empoderamento da mulher e conexão com o princípio do sagrado feminino.

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  • Bianca de Salve Jorge e a dança oriental

    Glória Perez sempre busca trazer o que tem de mais real para suas telenovelas. Contar histórias na ficção inspiradas ou baseadas em personagens reais acontece muito em suas obras. Bianca, personagem de Cleo em Salve Jorge (2013) foi inspirada em Clara Sussekind, que trocou o Brasil pela Capadócia e se tornou dançarina de danças orientais no país. Com Bianca acontece semelhante, devido seu romance com Zyah, personagem de Domingos Montagner, ela se muda para um país completamente diferente do seu e lá se descobre como dançarina. Bianca era uma personagem pra frente, independente e moderna, uma mulher decidida, que se apaixona e vive uma relação mesmo com todos as questões e choque cultural que isso envolve, pois Zyah é da Turquia. Seus conceitos, forma de pensar e agir são diferentes. No entanto, decidida que queria a relação, se muda para Capadócia. Só que as coisas tendem a se complicar. Divulgação: TV GloboAí entra a dança do ventre, Bianca se aproxima das danças orientais e se torna dançarina. No fim da trama os dois não ficam juntos, e ela retorna ao Brasil depois que assume que não se encaixa naquela vida tradicional. Antes da paixão por Zyah, Bianca tem um romance como conquistador Stenio, vivido por Alexandre Nero, ex-marido de Helô, personagem de Giovana Antonelli. “Bianca tem características fortes e eu procuro sempre alguma coisa que eu possa ter em mim para fazer com que o personagem viva de verdade. Então, a Bianca tem muito de mim. O que não quer dizer que eu seja como ela. Tem muito das minhas qualidades e dos meus defeitos. Ela respeita muito o que sente e gosta de ousar. Eu me sinto muito assim. Eu não respondo a cobranças, delimitações ou ao medo. Eu respondo às minhas superações, aos meus valores e ao que eu sinto, e ao que eu tenho que fazer em algum momento da minha vida. Eu sou um pouco assim”, disse ela ao site oficial da novela das 9 da Globo”. O estilo Bianca A personagem levou Cleo a deixar os cabelos loiros. O estilo marcante de se vestir virou modapot todo o país, era fácil ver por aí mulheres de diversas idades com roupas inspiradas nas da personagem. Boho era o estilo, surgido da palavra bohemian, derivada do francês e que no século XV bohème era associado aos ciganos. Interessante essa conexão quando ela muda pra Capadócia. Descolada ela usava maxi colares, chapéus e lenços, sempre com acessórios caprichados. Saias longas compunham seu visual dando um ar prático e moderno ao mesmo tempo. Além disso, looks de calça jeans e camisetas básicas, incrementados com camisetões apareciam muito. Botas de cano curto, que Cleo adora, eram usadas na personagem. A palheta de cores das roupas de Bianca trocava entre Brasil e Capadócia, dando o tom, e de certa forma externando a transição que ela sofria. A encontro com dança do ventre Para se preparar pra novela Cleo foi à Capadócia e teve aulas com Clara Sussekind que indicou Patricia Passo no Brasil para que ela continuasse os estudos. A princípio seriam poucas aulas, no entanto foi tão grande a conexão dela com tudo que a dança do ventre proporcionava que ela acabou praticando por muito tempo. Daí surge a relação de amizade com Patricia, e o projeto CLEO + Patricia Passo, que pode ser visto toda quarta aqui no site, uma troca sobre a feminilidade, a busca por entendimento na atual conjuntura e muita movimentação, pois tudo isso se dá por meio dos movimentos corporais. “Alguns projetos me colocam por sorte ou merecimento em contato com pessoas que transformam minha vida. Dos pequenos ajustes do corpo da dança oriental, aos exercícios feitos no chão, ela me levou a colocar em pratica tantas teorias, tantos paradoxos existenciais que eu nem elaborava antes, mas que inconscientemente regiam minhas escolhas na vida”, Cleo.

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  • Deusas ou Bruxas

    Por: Patricia Passo Fonte: Revista Edanza Estamos fragmentadas como mulheres para nos encaixarmos na sociedade, há as que desejam converter-se em deusas e as que abominam o conceito. Nossa sociedade criou uma deusa. Ela é virgem, de pele suave, voz doce, se desperta penteada, seus traços são finos, sua boca carnuda, suas curvas perfeitas, seu abdômen definido, seus seios virtuosos e firmes, jamais teve as menstruação! ela dá a luz vestida de branco e em silêncio, nunca grita. Natural, única, transgressora e verdadeira, esta é a deusa em sua ideia mais primitiva, a criadora da vida, pura vitalidade! O que significa realmente resgatar a deusa? Abundam anúncios de empoderamento feminino e despertar a deusa interior. Por um lado as mulheres consideradas socialmente “femininas” sentem atração por este tipo de chamado. Por outro lado, mulheres fortes, com seus jeans, independência e bons empregos, sentem repulsa frente a estes anúncios. Está claro que se julgam umas às outras por fazerem parte do grupo das sensíveis “femininas” ou das “fortes masculinas”. Nesta confusão mental, se você tem um certo perfil não pode desejar sentir-se atraída pela divindade, pelas cores rosadas e as imagens angelicais das virgens aladas inspiram e causam repulsa. A estética social em voga na cultura predominante é usada nestes anúncios para converter a deusa em intangível e, pior ainda, em um ideal de consumo que serve como imagem de mulher perfeitamente adequada a sociedade atual. Existem as que lutam para converter-se em deusas; na balança, contra a comida, nas liquidações, nas academias de ginástica…e aquelas que não podem pensar em serem comparadas com a deusa virgem, abominam tudo o que provem desta palavra. Uma vez mais, não temos que fragmentar para encaixar, afastando-nos cada vez mais da essência divina como conceito. Em alguns livros de autoajuda popularizou-se o tema, alguns autores propõe ao leitor escolher com quem se identifica. Desta forma escolhemos a história da deusa com quem mais nos vemos representadas, cultivando nossas supostas virtudes, mas realmente sendo cada vez mais intolerantes frente as diferenças e a diversidade. Há também aqueles que estão obcecados com um padrão ou uma imagem e passam a mimetizar-se completamente com ela, até o ponto de pensar que esta deve passar a ação, vestir-se e posicionar-se figurativamente como a imagem da deusa escolhida. Mas…o que é a deusa? Por que transitamos entre o amor e o ódio, a obsessão e a repulsa? E acima de tudo, porque nos desunimos e separamos por blocos: em deusas e em bruxas? Por que julgamos as que são diferentes como se houvesse uma inadequação a determinados tipos de comportamentos? Nossa sociedade criou uma deusa! Ela é virgem, de pele suave, voz doce, se desperta penteada, seus traços são finos, sua boca carnuda, suas curvas perfeitas, seu abdômen definido, seus seios virtuosos e firmes, usa saltos altos, cruza as pernas, nunca tem tensão pré-menstrual… Ah claro, perdão! Jamais teve as menstruação! Ela dá a luz vestida de branco e em silêncio, nunca grita. Você é deusa? Então não se preocupe, pode viver tentando chegar ao ideal; ou, claro, ser bruxa e então não pode ser bonita. Por favor! Isto acabaria com a reputação das bruxas. Enfim, há as que estão no limbo, que se equilibram na corda sem poder cair para um lado nem para o outro, cheias de dúvidas e medos…são as estranho! Deusa, ajude-nos!! Quem foram as deusas? Se buscamos nas origens encontramos que as primeiras menções a deusa foram relacionadas às vênus (figuras) encontradas no Paleolítico e Neolítico. Muito distante das suas representações atuais, estas estatuetas representam mulheres voluptuosas, grávidas, e muitas vezes envoltas em símbolos espiralados e adornados de serpentes, chifres e asas. Meio mulher, meio animal, estas figuras relacionavam a mulher com forças da natureza e encontravam ali sua beleza. No seu livro “A linguagem da Deusa” Marija Gimbutas cita diversos tipos de deusa, a deusa em sua multifuncionalidade. Como seria natural, existem deusas triângulo ou ampulheta, aquelas que mantem a vida com suas formas geométricas desconcertantes, existem deusas peixe, abelha, serpente, borboleta…e até rã-sapo! Correspondentes ao Neolítico, aparecem imagens femininas com o corpo de rã e a cabeça humana, em relevos localizados em paredes e santuário, a imagem é uma epifania da deusa da regeneração. A rã-sapo é um homólogo ao útero regenerador. Podem imaginar um cartaz nos dias atuais: “Resgate a deusa interior” e um sapo na capa? Gordo, disforme, volumoso, asqueroso…o sapo está fora de combate, aceitaríamos ele somente se ao final da história se transformasse em um príncipe louro de olhos azuis… Aí sim, seria merecedor da deusa! Também existe a deusa ouriço, outra epifania da deusa em sua função de regeneração, corpo de ouriço e cabeça humana, a imagem deriva muito provavelmente da forma do útero de um animal. Reprodução da InternetMas como vamos aceitar estas comparações se atualmente não aceitamos que nosso ventre se inche com as menstruação? Esta naturalidade pertencente a gênesis mesma da deusa nos parece disforme e é tratada como uma anormalidade. A questão é clara, separamos nosso corpo das formas naturais e não contemplamos nosso volume corporal, nossa atividade anatômica incessante que nos aproximaria dos rios, das cascatas, da lua, dos cachorros… Queremos resgatar um poder detrás de um símbolo que permanece vivo até os dias atuais. Como sustenta Joseph Campbell, “A primeira função dos mitos e dos rituais sempre foi a de alimentar os símbolos que fazem avançar o espírito humano em contraposição com aquelas outras fantasias que tendem a levá-los para trás”. Talvez este seja o ponto mais importante da questão. Culturalmente nos distanciamos totalmente de símbolos, rituais e mitos, pois nossa visão destes incríveis mensageiros é medíocre, superficial, ignorante e propensa a más interpretações e juízos, aprisionando-nos a padrões sociais, quando o papel do mito sempre tem sido o de liberar. Isto me lembra um dos muitos episódios que vivi em minhas viagens a Índia. Estávamos sentadas no templo, em nossa classe teórica de Odissi (dança clássica indiana); eu escutava atentamente enquanto o mestre contava histórias sobre a vida de Ganesha, um deus com corpo de menino e cabeça de elefante, a quem seu pai cortou a cabeça por ciúmes de sua mãe. Quando se deu conta que de que era o seu filho, cortou a cabeça do primeiro animal que passava pela selva, neste caso um elefante, e colocou-o sobre a cabeça do seu filho salvando-lhe a vida. Nestas histórias Ganesha comia doces, era muito feliz, gostava de dançar e era quem havia trazido novamente a paz a sua família; um deus justo e bondoso que traz sorte a todos o que se aproximam dele. Depois de submergida algumas horas naquelas histórias do deus elefante, e vendo o olhar de entusiasmo do meu mestre, me saiu da alma fazer uma pergunta que lhe feriu o coração. Guruji, acredita que Ganesha realmente existiu? Seu olhar para mim era de desaprovação e desesperança…Como podia duvidar? Ele não podia entender como eu podia sequer questioná-lo. Percebi ali minhas limitações, no meu mundo adulto não cabia um elefante humano… Muitos foram os aprendizados que a Índia deixou em meu coração e meu corpo, moldados pelas suas músicas, ritmos, movimentos, cores, aromas…embora possa dizer que o maior ganho com o que fui presenteada foi a minha infância, o que chamamos em psicoterapia de “cuidar da sua criança interior”, Ali pude perceber o quão aprisionada estava à minha alma e meus sonhos, o lúdico, a imaginação, os símbolos…a Índia me apresentou este mundo sem limitações , muito mais próximo a minha essência que a monotonia das nossas cidades. A Índia é um lugar onde todas as cores combinam perfeitamente, onde o rosa-choque é básico. Além do mais, onde você pode se aproximar de deuses meio humanos meio animais; cheios de defeitos, sem cânones de beleza pré-estabelecidos e render lhe culto a esta imperfeição. Por que não? Se são nossas peculiaridades as que nos fazem únicos, por isto somos precisamente especiais, porque então nos deixamos levar pela ideia massiva de uma deusa ideal? Reprodução da InternetTive muita resistência com as colocações enaltecedoras do poder feminino no desenvolvimento do meu trabalho. Me questionei muito porque não quis ser parte destas mulheres especiais, destes guetos ou seitas onde resgatamos a deusa…me intrigava internamente saber porque não me sentia à vontade com estas colocações. A questão está em esclarecer a que nos referimos quando falamos da deusa, se tende a levar a cabo interpretações individuais e quase sempre pré-estabelecidas socialmente muito distantes da essência. Como estamos tão distantes da essência me incomodam os reducionismos e misticismos que somente falam da grandiosa realidade e mantem uma segregação separatista e opressora do feminino na sociedade, e das mulheres (bruxas ou deusas) entre elas mesmas. Sempre que me chamavam deusa, ficava corada e morria de vergonha…não queria ser uma deusa perfeita, virgem, casta e cândida, simplesmente porque não sou, mesmo que em muitos momentos tenha acreditado que poderia chegar a interpretar este papel. Tudo isto se reflete claramente nos corpos femininos que assistem as minhas aulas. Na docência pude perceber como a questão da deusa se vê refletida nos corpos, normalmente nossa noção de ser é frontal, vertical, sem volume e com poucas curvas. O aluno que deseja bailar a dança étnica contemporânea oriental se encontra com grandes desafios, fruto deste ideal distorcido da deusa a nível corporal: O uso contínuo do plié. Baixamos, soltamos o quadril e o pesamos para o solo, ganhando volume e conectando-nos com nossa massa corporal. Sentimos nossos músculos frouxos como gelatinas, deixamos que este estado catártico nos possua e, desta forma, a corporeidade robusta e dura se veja ameaçada. Assim como as deusas possuem adornos, nós usamos o excesso para provocar, não ao outro, mas a nós mesmas. Reprodução da InternetFechamos os olhos e dançamos para nosso interior, deixando desconcertado o público que esperava um espetáculo com o foco ininterrupto para o outro. É o erotismo e o prazer de sentir nossas vísceras sem ataduras. Visualizamos a vulva baixando ao solo ou subindo ao céu, como as descidas e subidas das histórias mitológicas das deusas. Desta forma, a vulva ganha um espaço entre as pernas, evitando que se feche e se esconda entre os músculos. Dançamos mostrando nossos ventres… Ahhh perdoe, sim temos ventres! E claro, em determinadas épocas do mês está mais inchado… Soltamos nosso cabelo e nos despenteamos se assim sentimos e desejamos, está também permitido dançar com o cabelo sobre o rosto e olhar por entre as mechas se assim o desejamos. Respiramos, suspiramos, nos concentramos na trajetória dos movimentos, sem realmente nos preocuparmos em chegar ao final. Queremos ser “chicletes”, por isto não nos preocupamos com os exageros e imperfeições. Elevamos nossos peitos, independentemente do tamanho que tenham, movendo-os de um lado para o outro e as vezes fazendo movimentos espasmódicos. Direcionamos eles ao céu, não ao público, o qual está muito mais relacionado com a catarse do que com o afã de exibi-los, muito menos em dar lhes brilho ou mostrá-los. Assim, dançamos para nos sentirmos livres. Estas ondas, marés, tempestades, secas, frios e calores representados nos movimentos corporais, são o pulso da nossa existência cósmica, somos água, fogo, mar e terra. Esta forma pulsátil de nos movermos, mais relacionada com a natureza do que com padrões atuais pré-estabelecidos, é a verdadeira deusa. Natural, única, transgressora e verdadeira, esta é a deusa em sua ideia mais primitiva, a criadora da vida, pura vitalidade!! Sejamos deusas e sejamos bruxas, sem deixar que nos separem de novo. Se somos, fomos e sempre seremos o mesmo: deusas, bruxas e acima de tudo livres.

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  • A saga das mulheres fortes

    No filme O Tempo e o Vento, Cleo é Ana Terra, uma jovem do campo que se apaixona por um índio, romance proibido para a época. Mas a personagem vai muito além de uma heroína romântica, aliás, fica longe de uma mocinha, a perspectiva da personagem se desenha como uma mulher forte, decidida e apaixonada. Talvez tenha sido este um dos personagens mais marcantes da Cleo, a feminilidade unida a força cria uma Ana Terra única, uma mulher à frente do seu tempo. Em entrevista a um jornal gaúcho Cleo reafirmava sua admiração por Ana. “Ela é uma força da natureza. Parece que sabe tudo o que pode acontecer para quem está na posição social dela, mas encontra forças para ir levando a vida, crescendo e dando continuidade ao seu legado. Ela tem seu filho (Pedro Terra) em meio àquele contexto (o pai do garoto, o índio mestiço Pedro Missioneiro, é morto pelo pai de Ana Terra por ter “desonrado a família” ao ter um caso ela) e, mesmo assim, supera toda a opressão. Acho isso apaixonante nela”, Cleo. ReproduçãoAs mulheres na obra O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, escritor gaúcho, tem importância tão grande quanto os personagens masculinos ao relatar a longa jornada das famílias Terra e Cambará e a formação do estado do Rio grande do Sul ao longo de 200 anos. Transportado para o cinema em 2013 sob a direção de Jayme Monjardim, o filme O tempo e o Vento, condensa os três romances de Veríssimo, tendo como narradora Bibiana Terra Cambará, vivida por Fernanda Montenegro e Marjorie Estiano. ReproduçãoEm 1985 a TV Globo fez uma versão da obra e Glória Pires fez Ana Terra, muito tempo depois Jayme entrou em contato com Cleo para que fizesse a personagem, obteve um não como resposta. Depois de várias tentativas, finalmente um sim. Cleo decidira dar vida a Ana Terra na nova versão cinematográfica. “Vi a minissérie quando era muito nova, tinha três anos de idade. Para mim, foi muito difícil ver minha mãe sofrendo tanto quanto a personagem sofre na trama. Mesmo que depois eu entendesse que era um trabalho de atriz, foi difícil superar isso. Quando o convite do filme chegou, de início eu o rejeitei. Não queria saber de algo que havia me feito tão mal. Mas o Jayme (Monjardim) insistiu tanto que fui obrigada a refletir. E, quando li o roteiro, percebi que Ana Terra era uma mulher maravilhosa e que eu deveria fazê-la independentemente daquele embrulho emocional que eu tinha”, Cleo. ReproduçãoA proximidade com o universo gaúcho A personagem trouxe Cleo mais pra perto do universo Gaúcho, durante as gravações ela podia ser vista tomando chimarrão, bebida típica do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. O encontro com a cultura e os dias no sul refletiram na criação da personagem. De 2013 pra hoje Cleo tem apresentado outras mulheres fortes na tela dos cinemas. Por escolha ou não sua figura única tem servido muito bem para representar a feminilidade com suas nuances delicadas, sem abrir mão da força que emerge do feminino. Outras obras de cinema e TV baseadas no universo gaúcho retratam as mulheres como personagens importantes, dando destaque a energia criadora delas, seja em A Casa das Sete Mulheres (Jayme Monjardim/ 2003), A Intrusa (Carlos Hugo Christensen/1979), O Quatrilho (Fábio Barreto/ 1995), e diversas outras. Pode-se esperar mais uma personagem forte da Cleo em uma obra que envolve o Rio Grande do Sul, em Legalidade (José Henrique Ligabue/ 2017), filmado esse ano no sul, ela aparece como a jornalista Cecília, uma das personagens centrais da trama que é ambientada no período de 1961, quando Brizola liderava o movimento pela Legalidade. O filme tem previsão de estreia para 2018.

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  • Cleo + Patricia Passo

    Em 2012 ia ao ar a novela das 21h, Salve Jorge, com Cleo no elenco, vivendo a personagem Bianca. Uma mulher independente, que até então não havia se prendido a nenhum relacionamento até conhecer Zyah (Domingos Montagner). A paixão dos dois leva Bianca a mudar-se para Capadócia, no entanto, muitos ajustes culturais foram necessários para que o casal ficasse junto. Durante esse tempo ela se torna dançarina. Para realizar as cenas e ter propriedade em dança do ventre, Cleo, sob indicação de Clara Sussekind, que inspirou a personagem Bianca, foi a procura de Patricia Passo. A princípio ela ia fazer poucas aulas com intuito de montar uma coreografia para uma determinada cena, no entanto, se encantou com o processo que tiveram e começou a estudar diariamente. “Ela estava interessada no sentido do movimento, na questão do sagrado feminino, de tudo que evolve o conhecimento ancestral, a percepção e consciência corporal. Sentia uma relação com o corpo, diferente, um alinhamento”, Ressalta Patricia Passo. A bailarina, coreógrafa e antropóloga, tem seu pesquisa e trabalho focado nas danças orientais. A busca pela origem do movimento, da relação com o feminino e o sagrado permeiam o processo criativo de Patricia. O ensino diferenciado, por unir a antropologia ao estudo da danças abre possibilidades maiores de entendimento de si e da feminilidade. Cleo passou por esse processo de redescoberta e entendimento do corpo. “Falei muito com a minha professora sobre a energia sexual, que tem muita coisa a ver com a dança. Um dia, ela me explicou que o verdadeiro orgasmo percorre da região pélvica até o peito, e você sente, sabe? Você tem que estar com um espaço dentro de você. E aí eu disse- vou acabar ficando mal-acostumada, vou ter sempre que fazer dança oriental”, Cleo. Do encontro entre as duas aconteceu uma parceria e amizade que dura até hoje, quando pode Cleo ainda realiza aulas de dança e mesmo distante pratica alguns movimentos para manter-se em forma. Segundo a professora Patricia, a danças orientais ensinadas por ela buscam tornar o corpo uma ferramenta filosófica, na busca por uma harmonia e uma vida mais íntegra. “Todo misticismo, fantasia e beleza que emanam desses movimentos pélvicos, ondulares e serpenteados, trazem à feminilidade, o princípio sexual que se relaciona com a vitalidade, com o impulso ativo que faz criar, faz viver”. Afirma Patricia Passo em entrevista ao site. A parceria entre Cleo e Patricia busca proporcionar, não só as mulheres, mas a quem se interessar pela feminino, como já dito por Patricia, como impulso criativo, de fazer, ter vitalidade, gerar. Vamos trocar essas experiências por meio de textos e vídeos que possam despertar esse entendimento importante que é se perceber como ser humano e a partir daí tornar mais harmônica a vida.

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  • A arte de rua de Luna Buschinelli

    Recentemente o Rio de Janeiro recebeu um dos maiores painéis de street art/grafite feito por uma mulher. A obra já destinada a entrar no Guinness Book, traz novamente o olhar para a o grafite feito no país. Luna Buschinelli, de 19 anos é a artista responsável pela obra. Ela foi convidada pelo produtor Pagu para participar do projeto e trabalhou das 8h às 18h por aproximadamente um mês para criar o “Conto”, título do painel que chama atenção por trazer cor para área central da cidade, em específico para um paredão de 2.500 m² da Escola Municipal Rivadávia Corrêa na Av. Presidente Vargas. Atitudes como essa de tornar a cidade colorida e resignificar seus espaços é lindo de se ver, ainda mais no Rio, onde a cultura do grafite até então não aparecia tanto quanto em São Paulo. Entramos em contato com Luna para saber um pouco mais sobre o processo de trabalho e o significado da obra como um todo. Divulgação1- Como e quando você começou sua carreira como artista? Qual foi seu primeiro contato com a street art/Grafite? Eu desenho desde sempre, para mim desenhar e pintar faz parte do meu eu, por isso não consigo pensar em um início para tudo, entretanto me decidi a trabalhar com arte aos quinze anos, no final de 2012. Meu primeiro contato com a arte urbana foi nessa época também, foi quando me aventurei a aprender a técnica de spray e sair para as ruas e começar a pintar de verdade. Até então eu só pintava desenhava para mim, a partir dali tornei tudo o que fazia algo público. 2- Você tem algum artista que a inspire para criar as obras? Eu considero que seja inspirada por tudo a minha volta, não só por artistas plásticos que admiro, mas também por outras formas de arte ou detalhes do cotidiano. Mas costumo ter grande influência no meu trabalho da artista Remédios Varo, Hieronymus Bosch, e do diretor francês Michael Ocelot, dentre vários outros. 3- Como surgiu o convite para fazer o painel “Contos” no Rio de Janeiro? Fui convidada pelo produtor Pagu a fazer o mural, foi um projeto que andou muito rápido mas foi muito bem pensado e discutido, e não poderia ficar mais feliz com o resultado. 4- O que você quis passar no grafite Contos? A escolhas das cores, em particular o azul, foram trazidas por quais motivos? Com o trabalho, além de contar uma história e trazer muito empoderamento, quis aflorar os sonhos mais pessoais de cada um, tanto de cada criança, professor e funcionário da escola quando daqueles que param para ver na rua. Vejo a mensagem final do mural como que, somos do tamanho dos sonhos que temos, e devemos sempre acreditar em nós mesmos porque primeiramente, se não nós, quem? As cores são algo que florescem de mim. Eu não trabalho com uma lógica ou psicologia das cores conscientemente, tudo isso é algo que eu já tenho pré-estabelecido dentro de mim. O processo de colorir as imagens pra mim talvez seja mais natural do que o próprio desenho, embora não negue que os tons frios como o azul sempre estejam muito presentes. Divulgação5- Como foi o trabalho, tiveram partes muito complicadas de serem realizadas? Todo novo trabalho é um grande desafio, principalmente um desta magnitude. Existiram partes mais trabalhosas de se fazer, como o vestido da mulher presente no mural, e outras que foram mais trabalhosas para mim psicologicamente, como por exemplo a paciência. Eu sempre costumei ser muito ansiosa, mas fui aprendendo a ter paciência ao longo do tempo e ao amadurecer do meu trabalho. Na minha opinião quanto mais detalhado mais vivo e mágico é o projeto, e eu sou muito apegada a esses detalhes. E por mais que sempre haja uma ansiedade para ver o painel pronto no final, o processo muitas vezes é o mais importante. 6- É notório que a street art tem diversos artistas homens, pra você como foi, e como está sendo estar nesse meio, e já com um trabalho desse porte? É uma sensação indescritível poder estar trazendo tanta força hoje, e talvez abrindo tantas portas não só para mim como para tantas mulheres do meio artístico. É uma honra poder ser eu, mesmo sendo tão nova, a puxar talvez uma nova geração de novas artistas grafiteiras e mostrar que nos mulheres temos muito a dizer, muito a mostrar e ensinar. Estou muito orgulhosa. 7- O maior grafite do mundo feito por uma artista mulher, o que isso quer dizer pra você? Existem murais enormes espalhados pelo mundo, mais até então muitos poucos feitos por mulheres. Ter feito o maior grafite do mundo feminino para mim um toque inicial, para poder trazer muito mais disso para esse universo de grafite. Divulgação8- Você percebe o significado e os desdobramentos para as mulheres, artistas ou não, no que tange ao empoderamento feminino, a grandiloquência de sua obra? Sim, com certeza! Antes mesmo de terminar o projeto eu já estava com muito orgulho do que aquilo poderia representar e trazer de novo para a sociedade. Mas fiquei surpresa com a repercussão e o apoio que recebi ao longo pro final do projeto. O tanto de mensagens que recebi e de pessoas que vieram falar comigo, falando sobre orgulho, empoderamento da mulher ou simplesmente por se sentirem representadas pelo mural foi enorme. 9- Você se considera feminista? Sim! Sou feminista sim e com muito orgulho. Mas por mais que me considere ainda acho que tenho muito a aprender sobre o movimento. Acredito também que este deveria ser um tema muito mais discutido e debatido, afinal muitas pessoas têm ideias muito erradas sobre o que realmente se trata. 10- O Rio de Janeiro surge como um novo cenário possível de ser embelezado por meio do grafite, já que São Paulo vem sofrendo com a “limpa” proposta pelo administrador da cidade? Como não moro no Rio e mal tive tempo para o conhecer de fato já que trabalhei todos os dias incessantemente, muito pouco posso dizer sobre as políticas e divergências entre as duas cidades, embora aprecie muito essa atitude de dar visibilidade e trazer mais street art para o lugar assim como o Rio está fazendo. 11- Podemos esperar outras grandes sobras suas pelas cidades do Brasil? Com certeza! Já tenho outros projetos em andamento, e espero poder falar e trazer muito mais voz para as mulheres e sonhos para aqueles que acreditam.

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