RESORT 2020: CHANEL, LOUIS VUITTON E PRADA

Diferente das semanas de moda tradicionais de prêt-à-porter, que acontecem em fevereiro-março e setembro-outubro, as apresentações de Resort (ou também chamadas de Cruise) acontecem em cidades distantes das suas sedes. Exceto Chanel que, com a decisão de Karl Lagerfeld, optou por permanecer em Paris e fomentar a movimentação da capital francesa que, segundo a prefeita da cidade (e amiga do diretor criativo da marca) Anne Hidalgo, precisava de uma mãozinha forte da moda. Após a morte do kaiser, aguardamos as próximas direções de Virginie Viard, sua sucessora, que manteve seu primeiro show nos domínios do Grand Palais.

 

 

E, falando em Chanel, vamos ao grande e esperado desfile. Os olhos estavam atentos e ansiosos para saber quais seriam os caminhos que Virginie seguiria na maison francesa. Em um cenário de estação de trem, ela pontuou cidades que têm relação com a história da grife, entre Venise e Saint-Tropez, e fez seu debut entre plataformas que captavam raios da luz do sol. Na coleção com ar oitentista, cores e modelagens foram os pontos-chaves para retomar alguns clássicos da casa. A jaqueta de tweed surgiu em tons vibrantes e ao lado de leggings com letras formando “Chanel”. Os sapatos também seguiam uma cartela forte e fashionista – entre pinks e avermelhados. Virginie trouxe looks que remetiam aos uniformes das mulheres trabalhadoras, de décadas de 40 e 50, mas de forma renovada e com shapes mais interessantes e menos austeros. Outro hit que chamou muito a atenção foi o púrpura, seguido do lavanda, que apareceram visuais monocromáticos ou apenas em uma peça ou outra na produção. No mais, só provas de que há uma nova geração, com um novo olhar, para as criações icônicas de Coco Chanel e da era Lagerfeldiana.

 

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