RESORT 2020: STELLA MCCARTNEY, CHLOÉ E BALMAIN

Os meses de maio e junho costumam ser marcados por apresentações – sejam elas grandes shows ou não – de Resort. Para a temporada 2020, as marcas atingiram um nível de desejo altíssimo. Além de Christian Dior, Chanel, Prada e Louis Vuitton, que comentei aqui no blog, há uma série de outras grifes que mostraram suas apostas, com propostas elegantes, modernas e com ar fashionista para os visuais urbanos.

 

Uma das minhas estilistas preferidas, Stella McCartney trouxe uma mistura fina de peças statement para a sua coleção. Há desde trench coats e maxi casacos às aos estampados com motivos florais e da natureza. A cartela de cores reúne terrosos, neutros, azuis, vermelho, amarelo e púrpura, em uma sintonia tão sofisticada de detalhes – entre fendas, maxigolas, franzidos e assimetrias. Gostei também da presença do jeans, que dá o ar da graça em calças, macacões e bombers, composições perfeitas para dias de menos calor.

 

 

Já a Chloé foi até Xangai para desfilar seu Resort 2020. Com o Long Museum como locação para o seu show, a designer Natasha Ramsay-Levi trouxe uma infinidade de inspirações chinesas para suas peças que sempre carregam informações de moda de um jeito cool. Vestidos que lembram qipaos, casacos e camisas com amarração ou abotoamento lateral, combos de alfaiataria com estampas estão entre os itens de destaque da passarela. Inclusive, esta sequência de looks com estética full printed reforça a tendência dos conjuntinhos cobertos pode padronagens da cabeça aos pés.

 

LEIA MAIS:





RESORT 2020: CHANEL, LOUIS VUITTON E PRADA

Diferente das semanas de moda tradicionais de prêt-à-porter, que acontecem em fevereiro-março e setembro-outubro, as apresentações de Resort (ou também chamadas de Cruise) acontecem em cidades distantes das suas sedes. Exceto Chanel que, com a decisão de Karl Lagerfeld, optou por permanecer em Paris e fomentar a movimentação da capital francesa que, segundo a prefeita da cidade (e amiga do diretor criativo da marca) Anne Hidalgo, precisava de uma mãozinha forte da moda. Após a morte do kaiser, aguardamos as próximas direções de Virginie Viard, sua sucessora, que manteve seu primeiro show nos domínios do Grand Palais.

 

 

E, falando em Chanel, vamos ao grande e esperado desfile. Os olhos estavam atentos e ansiosos para saber quais seriam os caminhos que Virginie seguiria na maison francesa. Em um cenário de estação de trem, ela pontuou cidades que têm relação com a história da grife, entre Venise e Saint-Tropez, e fez seu debut entre plataformas que captavam raios da luz do sol. Na coleção com ar oitentista, cores e modelagens foram os pontos-chaves para retomar alguns clássicos da casa. A jaqueta de tweed surgiu em tons vibrantes e ao lado de leggings com letras formando “Chanel”. Os sapatos também seguiam uma cartela forte e fashionista – entre pinks e avermelhados. Virginie trouxe looks que remetiam aos uniformes das mulheres trabalhadoras, de décadas de 40 e 50, mas de forma renovada e com shapes mais interessantes e menos austeros. Outro hit que chamou muito a atenção foi o púrpura, seguido do lavanda, que apareceram visuais monocromáticos ou apenas em uma peça ou outra na produção. No mais, só provas de que há uma nova geração, com um novo olhar, para as criações icônicas de Coco Chanel e da era Lagerfeldiana.

 

LEIA MAIS:



ANTERIOR / PRÓXIMO